
Cecily Von Ziegesar - It Girl 2

Uma garota entre ns




Jenny Humphrey, uma das mais polmicas e populares personagens da srie Gossip Girl, deixou a Constance Billard para estudar na Waverly Academy, um colgio interno
freqentado pela elite de Nova York. Mas  claro que ela chega para chamar a ateno. Depois de passar vergonha na frente de todo o colgio e desrespeitar o comit
disciplinar, Jenny se torna realmente popular. Mas a fama no  nada, ela est totalmente apaixonada. O nico problema  que ele  namorado de sua colega de quarto.
Pra completar, Tinsley Carmichel - que todos pensavam que tinha sido expulsa - est de volta e quer recuperar seu posto de "A Garota".
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UMA WAVERLY OWL  SEMPRE EDUCADA, MESMO COM COMPLETOS ESTRANHOS.Tinsley Carmichael olhou o cintilante rio Hudson. O rugido do hidroavio laranja da famlia elevando-se
no cu azul anunciava sua volta a Waverly Academy, o internato exclusivo de Nova York de que fora expulsa sem a menor cerimnia na ltima primavera. O pop-pop dos
saltos finssimos nos degraus do Dumbarton Hall lembrou-lhe flashes de cmeras, e Tinsley sentiu os olhos das colegas, observando das janelas do alojamento no alto.
Ela sacudiu o cabelo comprido e preto-arroxeado e virou a cabea para dar s fs o melhor ngulo, prevendo suas perguntas ansiosas: Ai meu Deus, por onde andou?
Como foi que voltou? Voc no foi expulsa? Foi para a reabilitao?  verdade que voc ameaou incendiar Stansfield? E finalmente: Como  que Callie e Brett no
se lascaram e voc sim?Tinsley negaria tudo e ao mesmo tempo atiaria as chamas da especulao. Gostava especialmente de estimular a teoria de que assumira a culpa
altruisticamente por Callie e Brett depois que as trs foram pegas com ecstasy na primavera, a primavera de seu segundo ano. As duas melhores amigas ficariam um
pouco mais do que chocadas ao v-la. Ela no falou com nenhuma das duas por todo o longo vero e ainda no fazia idia de por que ela foi a nica a ser expulsa por
todo o "incidente", a no ser que uma delas a tenha dedurado. Mas agora que o vero acabou - um vero fenomenal, diga-se de passagem - e ela foi readmitida, Tinsley
sentia-se generosa e disposta a perdoar e esquecer, desde que Callie e Brett pedissem as necessrias e profusas desculpas e demonstrassem uma saudvel dose de puxa-saquismo.
Com seus antigos prdios de tijolinhos cobertos de hera e campos de esporte verdes e ondulantes, a Waverly Academy parecia uma verso barata da Brown ou de Princeton.
Enquanto batia os saltos pelo corredor em direo ao quarto 303 do alojamento Dumbarton, Tinsley reconheceu o cheiro familiar do condicionador Bumble & Bumble aroma
de coco de Callie e sua colnia infantil Le Petit Prince misturada com o fedor de cigarros Parliament. Ela sorriu ao imaginar o que aconteceria em seguida: ela entraria
valsando em seu quarto triplo e se atiraria na antiga cama, como costumava fazer depois de uma aula de clculo comprida e chata no Hunter Hall com o Sr. Farnsworth.
A boquinha rosa de Callie se abriria e ela tentaria dizer alguma coisa legal, mas sufocaria nas prprias palavras. Brett ficaria surpresa, pasma e totalmente muda.
Depois as duas meninas comeariam a guinchar como leitezinhos, atirando os braos magros no pescoo de Tinsley.Bom, pelo menos era assim que ela imaginava.Ela
colocou os culos de aviador de plstico branco no alto da cabea e ajeitou a bolsa hobo de couro alvejado que Chiedo fizera para ela enquanto eles estavam num safri
nos arredores da Cidade do Cabo. A lembrana do vero na frica do Sul lhe deu uma dor no peito - as festas em CapeRave com Chiedo e os amigos dele, vendo o sol 
nascer sobre a montanha da Mesa, e No voltaria de onde eu fui, o documentrio sentimental sobre o povo da frica do Sul que ela e o pai tinham feito durante o vero. 
Ela tocou o colar de dente de tubaro (de novo Chiedo, o gracinha do Chiedo), jogou o cabelo comprido, escuro e brilhante nos ombros e abriu a porta do quarto. Tan 
taaaan!
O silncio que ela esperava era da variedade atordoada, e no do tipo onde-est-todo-mundo-porra. Mas onde estava todo mundo, porra? Tinsley olhou a paisagem: a 
vista do cintilante rio Hudson atravs das amplas janelas de caixilho, a gravura da praia de Nantucket em azul e branco de Brett em sua cmoda, as garrafas vazias 
de Diet Coke no cho ao lado da cama de Callie, o cinzeiro cheio de pontas de Parliament no peitoril da janela. Mas nada de Callie e Brett.Ela franziu o nariz, 
detectando um cheiro que no reconheceu - ser possvel que  White Petals, uma cpia barata do Chanel que empestava a Greenmarket Square na Cidade do Cabo? Ela 
farejou, seguindo o rastro do cheiro at uma cascata de cachos castanhos embaraados suspensa de sua antiga cama. Tem uma garota na minha cama. A garota se virou, 
dormindo. Tinsley chutou a cama de carvalho antigo com o sapato de salto.- Quem  voc? - perguntou ela.- Eu sou a Jenny. - A menina se sentou abruptamente, os 
olhos disparando como loucos pelo quarto enquanto balanavam seus peitos ridiculamente enormes. - E quem  voc?Tinsley largou a bolsa ao p da cama, o nariz ainda 
franzido de nojo. Definitivamente White Petals.- Cad a Callie e a Brett?- Elas... - comeou a menina, esfregando os grandes olhos castanhos - ...estavam aqui 
agora mesmo. Que horas so?- Hora de voc sair da minha cama - anunciou Tinsley com frieza.Jenny sacudiu a cabea, tentando se livrar da nvoa de sono no crebro. 
A menina alta e estonteante parada diante dela vestia uma camiseta branca com estampa de folhas, sem suti. Jenny encarou cheia de inveja os ombros bronzeados e 
o contorno de seus peitos empinados e redondos. Ah, o que ela no daria para usar uma blusa dessas. A garota tinha cabelos pretos e compridos e olhos impossivelmente 
azuis - quase violeta... Pera um minutinho, a cama dela?
- Voc  a Tinsley! - guinchou ela com nfase demais, quicando na cama antes de se lembrar que estava usando a camiseta branca e superfina da Constance com que gostava 
de dormir. Jenny esperava que os peitos enormes no parecessem ridculos demais enquanto eles subiam e se acomodavam em seu lugar.- No me lembro de voc. - Tinsley 
cruzou os braos como quem diz que era melhor Jenny tirar os peitos da frente antes de machucar algum com eles.- Sou nova aqui. Fui transferida da Constance Billard. 
- Jenny apontou as letras impressas na camiseta e se lembrou dos peitos novamente. - Em Nova York - acrescentou ela com esperana, como se o fato de vir da cidade 
lhe emprestasse um ar de credibilidade ou pelo menos uma sugesto remota de que era descolada.- Sei onde fica isso - rebateu Tinsley enquanto os culos desciam 
pela testa, pousando com perfeio na ponte do narizinho arrebitado e bronzeado.Jenny podia sentir o olhar intenso de Tinsley por trs dos culos de sol. Estava 
preocupada em conhecer Tinsley desde que o reitor Marymount anunciou sua volta a Waverly na noite anterior. Mas agora que estava aqui, Tinsley intimidava ainda mais 
do que Jenny imaginara. E ela no devia morar com essa garota?- Importa-se? - perguntou Tinsley, abrindo a bolsa de couro bacana de aparncia surrada e pegando 
um cigarro de cravo-da-ndia.Jenny sacudiu a cabea e ofereceu o Zippo Meninas Superpoderosas que comprara em Chinatown e que costumava usar para acender a vela 
de ma e canela que mantinha ao lado da cama.- Um fuminho  bom, n?- Isso no  maconha. - Tinsley puxou os culos para cima de novo. - E em que ano est mesmo?
- Segundo. - Tinsley soprou a fumaa como a lagarta de Alice no pas das maravilhas e Jenny se lembrou que Sam, o cara que estava no trem quando ela veio de Nova 
York, contou sobre Tinsley ir a festas em Bard, e se lembrou tambm dos boatos que ela ouviu sobre Easy e Tinsley se agarrando pelas costas de Callie no ano anterior. 
Jenny imaginou os meninos babando para os ombros macios e bronzeados e para os olhos violeta e desvairados de Tinsley e as meninas odiando-a pelos mesmos motivos. 
Jenny tambm a teria odiado se no parecesse ao mesmo tempo assustada e apaixonada por ela.- Ento  a nova colega de quarto, hein? - Tinsley examinou Jenny como 
se ela fosse um vestidinho dos anos 1950 da Legio da Boa Vontade que podia ao mesmo tempo ser um achado incrvel ou, num exame mais minucioso, s antiquado e desprezvel.- 
. Callie e Brett so demais - respondeu quase num guincho, esperando que a nova colega de quarto entendesse que elas agora faziam parte da mesma turma. Afinal, 
ela fez amizade fcil com Callie e Brett. Bom, mais ou menos fcil. Callie meio que a subornou para que o Comit Disciplinar acreditasse que Easy Walsh foi flagrado 
em seu quarto na segunda noite de escola em visita a ela e no a Callie, a namorada dele. No final, Easy assumiu a culpa e parte de Jenny pensou que talvez, s talvez, 
isso tivesse alguma coisa a ver com ela.Ela tirou os ps de sob o spero cobertor de l azul-beb e revirou a antiga escrivaninha de carvalho. Pegou um frasco de 
soro antifrizz Pantene e espremeu uma pouquinho na palma da mo. O frasco fez um barulhinho de peido e Jenny sufocou um gritinho de desconforto. Depois ela se virou 
para o espelho enquanto alisava as mechas longas e castanhas, grata por pelo menos no ter nenhuma remela matinal constrangedora em volta das narinas.
- E a... - Ela se virou, recm-alisada.Mas s o que viu foi a porta se fechando. A porta bateu com raiva e Jenny no pde deixar de dar um pulo para trs. Pera, 
no foi um peido de verdade!Do lado de fora das janelas, as primeiras folhas comeavam a assumir o tom laranja e vermelho e o rio Hudson rolava, suave e cintilante
sob o sol da manh. Uma sensao de medo tomou o estmago de Jenny. Foi s uma primeira impresso ruim, ou a famosa Tinsley Carmichael era meio... bom... filha-da-puta?
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................SageFrancis: Ela voltooooooooou...CelineColista: T falando
de quem?SageFrancis: TC! Ela voltou do exlio na frica ou sei l onde. Soube que o pai dela teve que prometer um novo centro de artes performticas para a Waverly 
aceit-la de volta.CelineColista: No brincaaaaaa... Acha que j chutaram J do 303?SageFrancis: Soube que TODAS vo ficar. Acha que ela vai entrar em choque 
com T?CelineColista: Quem sabe, mas se acontecer, quero pipoca e um lugar na primeira fila!.................................................
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UMA WAVERLY OWL SABE QUE PERDOAR NO  O MESMO QUE ESQUECER.Callie Vernon arrastava os saltos finos das novas mules em preto-e-branco Louboutin pelo gramado orvalhado 
na direo da capela, ainda meio tonta de sono. J fazia trs dias desde a festa Sbado Negro, mas ela ainda no conseguia tirar da cabea a imagem de Jenny e Easy 
olhando-se nos olhos perto do espelho d'gua na casa de campo de Heath, em Woodstock. Foi mesmo verdade? Heath mandou a todos um e-mail de fofoca depois da festa 
sugerindo isso, mas ela ainda no tinha certeza. Qualquer que fosse o caso, o fato de que Callie tinha armado tudo-ela na verdade pediu a Easy e Jenny para se paquerarem 
a fim de tornar mais realista a histria de que Easy estava visitando Jenny, e no ela, quando foi pego em seu quarto pela aberrao da diretora do alojamento Angelica 
Pardee-ameaava reduzi-la a um borro de maquiagem MAC. E, como se no bastasse, ela realmente ficara to bbada que se agarrou com Heath Ferro - que coisa mais 
bizarra! - e pediu ao ex-namorado Brandon para ficar com ela? E ele realmente a rejeitou?-  voc,CV?Callie j se sentia meio doida, mas, quando viu Tinsley na 
porta da capela, teve certeza de que perdera o juzo. Ela parou e tombou a cabea de lado, esperando que a apario celestial de olhos violeta flutuasse de volta 
ao ar. O aparecimento de sua antiga colega de quarto no alto da escada de pedra era to onrico quanto o reitor Marymount e a Sra. Pardee medindo o quarto 303 para 
colocar uma quarta cama na noite anterior, as vozes como o murmrio ininteligvel de anjos. O anncio que eles fizeram de que Tinsley tinha sido suspensa e no expulsa 
por aquela noite escandalosa no campo de jogo na ltima primavera era incrvel demais para ser verdade - e no entanto aqui estava ela.
Callie queria correr e pular nos braos de Tinsley. Queria explicar a Tinsley sobre Easy e Jenny, sobre o Comit Disciplinar e a distncia entre ela e Brett, e que 
Brett estava namorando escondido o Sr. Dalton, o novo e teoricamente pegvel professor de histria, e que era meio bizarro imaginar Brett com ele. As coisas ficaram 
to estranhas entre ela e Brett que ela descobriu sobre o Sr. Dalton quando atendeu ao celular de Brett e falou com a irm dela. Callie fingiu no saber at Brett 
lhe contar sobre o caso na noite anterior, mas na verdade foi ela quem revelou o segredo e fez com que toda a escola falasse no assunto. Oops. Agora Tinsley, a nica 
pessoa que Callie sabia que podia superar o mais grave dos problemas com pouco mais do que uma piscadela rpida, voltara. Mas uma aurola de nvoa se acomodara em 
torno da cabea de Callie e s o que ela conseguiu foi olhar.- Oi! - disse Tinsley em voz alta, interrompendo seu devaneio.A voz de Tinsley fez com que Callie 
galopasse para a escada da capela. Ela abraou a velha melhor amiga, cujo corpo magro parecia flcido sob a presso, e sentiu a encarada das colegas de escola.
- Senti tanto a sua falta - soltou Callie sem elegncia alguma, mas ela sinceramente no pde evitar. Depois de tudo o que aconteceu, o fiasco do ecstasy na primavera, 
Easy aparecendo para visit-la em Barcelona no vero e ela lhe dizendo que o amava, o fato de que ele no disse a mesma coisa e agora podia estar com a putinha-an 
da colega de quarto, era difcil ficar na frente de Tinsley e manter a compostura. Tudo nela era tranqilo e cool. E independentemente da confiana que Callie demonstrasse 
normalmente, ela se sentia a prima feia e imbecil da colega quando as duas estavam juntas. Enquanto ela era toda sardenta, a pele de Tinsley era macia como manteiga 
e naturalmente bronzeada; enquanto o cabelo louro-arruivado de Callie era crespo e intratvel, o cabelo preto e liso de Tinsley caa em suas costas como um invlucro 
pesado. Enquanto Callie se preocupava com a avaliao de seus suteres de cashmere e em possuir qualquer bolsa Sienna Miller que estivesse na Vogue britnica do 
ms, Tinsley ficava incrvel com o que quer que recolhesse do cho. E, agora, ela estava ali. Um milho de perguntas passaram pela cabea de Callie: Onde  que voc 
esteve? Por que no me telefonou? Isso a no seu pescoo  um dente de tubaro de verdade? Por fim, ela sussurrou uma pergunta simples:- O que aconteceu?Tinsley 
olhou um grupo de segundanistas louras que esticavam as orelhas para ouvir do passadio de pedra. Pegou Callie pelo brao e foi para o lado leste da capela.- Me 
conte, por favor. O que aconteceu? - Callie no conseguiu deixar de perguntar novamente.Tinsley apoiou o peso do corpo no prdio de pedra.- Me diga voc.- Eu 
no sei - Callie abanava as mos feito uma idiota.- Voc no armou pra cima de mim? - perguntou Tinsley.Callie sacudiu a cabea enfaticamente.- Foi Brett?
Por uma frao de segundo, Callie pensou em culpar Brett por tudo. Isso correspondia ao seu direito de manter o namorado professor em segredo. Mas as coisas estavam 
melhorando entre as duas. Mais ou menos.- No foi a gente.- Jura?- Juro. - Como uma imbecil, ela ergueu a mo direita com as unhas de esmalte rosa e lascado South 
of the Highway. Na esperana de tirar Jenny e Easy da cabea, tinha estragado as unhas enquanto participava de um jogo de Frisbee totalmente sem noo  meia-noite 
com algumas das meninas mais mongas do Dumbarton na ltima noite.Tinsley olhou para ela duvidando, e o lbio de Callie comeou a tremer. Ela queria que tudo fosse 
como antes, quando ela, Brett e Tinsley eram o tipo de trio em que cada uma podia concluir os pensamentos da outra e rir antes mesmo que algum dissesse algo. Do 
tipo que confiava nas amigas, independentemente de qualquer coisa. Agora isso parecia to distante.- Quando Marymount me perguntou sobre o ecstasy, imaginei que 
amos dividir a culpa igualmente - sugeriu por fim Tinsley, semicerrando os olhos para a amiga. Callie parecia ter envelhecido cinco anos desde a primavera.-Ento 
eu confessei.Callie arfou, levando a mo  boca.-Mas eu neguei tudo... Pensei que todas ns negaramos.Tinsley percebeu as unhas rodas da colega de quarto e 
o esmalte rosa-claro descascado e lamentou por ela, embora a situao devesse ser a inversa.- Marymount me expulsou na hora. Finito.- Ento por que deixaram voc 
voltar? - perguntou Callie ao ver que as ltimas errantes entravam na capela para a reunio da manh, os rabos-de-cavalo acabei-de-sair-da-cama balanando enquanto 
elas subiam correndo a escada.
- Eles descobriram que eu passei esse intervalo fazendo um documentrio com meu pai na frica do Sul e mudaram minha expulso para uma suspenso. - Tinsley passou 
os dedos no cabelo preto e brilhante. Queria despejar todos os detalhes sobre seu vero alucinante, mas ainda no era a hora. Callie precisava sentir a raiva que 
ela teve por ser a nica expulsa. Como foi injusto que elas no tivessem confessado tambm e o quanto magoou que nenhuma delas sequer tivesse tentado entrar em contato 
com ela durante todo o vero.Depois, quando Callie se sentisse totalmente incapacitada de culpa, ela pediria desculpas, mil desculpas, e se ofereceria para fazer 
qualquer coisa para compensar. Qualquer coisa. Um gemido estranho e agudo rompeu o silncio.- Nei-ei-ei-ei.Elas viraram a cabea e viram Heath Ferro relinchando 
feito um cavalo, um celular BlackBerry na mo. Ele arrastava os ps pela terra como uma mula contrariada enquanto os polegares apertavam os botes minsculos. Callie 
cravou as unhas na palma da mo, estremecendo ao pensar que a festa idiota de Heath tinha aproximado mais Easy de Jenny.- E a, bonito?-Tinsley acenou, brincalhona. 
- Sentiu minha falta?Heath olhou e ficou paralisado.- Caraca. Voc voltou?-Ele sorriu diabolicamente, os olhos verdes cintilando, e colocou o celular no bolso.Callie 
revirou os olhos. Heath, como todos os outros meninos da Waverly e mais os do hemisfrio norte, sempre foi a fim de Tinsley, e Callie sabia disso.- , voltei - 
continuou Tinsley. - Por enquanto. Heath apertou o bolso quando o celular comeou a vibrar.- Quem ? - perguntou Callie.- Voc no gostaria de saber? - respondeu 
Heath, pegando o celular enquanto um sorriso demonaco atravessava seu rosto. Ele se arrastou para a escada da capela, de novo martelando o teclado. Uma msica de 
rgo vagava pelas janelas da capela e flutuava para o campo de futebol. O som abafado do canto forado logo encheu o ar pesado de tenso.
- Eu s quero... - A voz de Callie falhou ao ver Easy Walsh andando pelo passadio, os olhos fixos num par de corujas que voavam alto. Callie percebeu a mancha de 
tinta amarela na bainha da Levi's desbotada e entendeu que ele devia estar acordado desde o amanhecer, pintando em seu local secreto no bosque. Ele nunca disse a 
Callie exatamente onde ficava, mas ela preferia pensar que era em um campo ensolarado com flores silvestres no meio da floresta, onde ele a imaginava deitada nua 
na relva, com dentes-de-leo tranados em seu comprido cabelo louro-arruivado, inocente mas totalmente violvel. Agora Callie tinha medo de que a cara de Jenny estivesse 
sobreposta onde a dela estivera.- E a - gritou Tinsley, assustando Easy. Ele fingiu ter que olhar duas vezes quando a viu, uma interpretao boba e exagerada que 
Callie j o vira fazer de vez em quando, embora nunca se cansasse disso.- Tiiii - disse Easy arrastando seu irresistvel sotaque do Kentucky. Ele deu um beijo rpido 
de somos-todos-bons-amigos no rosto das duas. Mas o que  isso? Ela no era amiga de Easy. - Por onde andou?A luz do sol escondia-se atrs das rvores no alto, 
lanando sombras na grama. Callie percebeu um novo tom de paquera na voz de Tinsley enquanto ela falava. Talvez Easy e Tinsley tenham mesmo ficado na ltima primavera, 
quando Ben, o zelador enxerido, viu os dois sozinhos na linha intermediria do campo de futebol depois da ronda noturna. Tinsley negara indiferente quando Callie 
perguntou, mas daquele seu jeito tpico, evasivo e pode-significar-qualquer-coisa. E Callie tinha certeza de que alguma coisa acontecera entre Tinsley e Easy dois 
anos antes, no primeiro ano, quando Tinsley deu uma festa de frias na casa dos pais no Alasca. Mas como o relacionamento de Callie com Easy degenerou, ela no podia 
realmente acusar nenhum dos dois. Embora isso no significasse que ia esquecer tambm.
- Bom,  legal ver voc de volta. - Easy sorriu, as plpebras caindo de um jeito sensual. Callie sentiu as entranhas se revirarem ao ver seus clios escuros e longos 
e as mos lindas e calosas. Ela se lembrava da aspereza ao acariciar seu rosto. - Este lugar precisava desesperadamente de uma dose de voc.-  bom ver voc tambm, 
Easy.-Tinsley moveu o p bronzeado em um arco amplo e lento pelo gramado molhado. Callie semicerrou os olhos verdes e subiu a escada de pedra da capela. -Muito bom 
mesmo-ela ouviu Tinsley dizer a suas costas.- Sr. Walsh, - Uma voz grave de bartono soou da porta da capela. Na frente de Callie estava o Sr. Dalton, recm-barbeado, 
o cabelo cor de areia ainda molhado e desarrumado do chuveiro. Callie percebeu o corpo de Easy enrijecer. O Sr. Dalton era orientador do Comit Disciplinar e impusera 
uma condicional a Easy por estar no quarto delas naquela noite.- Sr. Dalton - respondeu ele mecanicamente, subindo a escada, passando por ela e pelo professor de 
histria.- Bom dia, senhoras. - O Sr. Dalton assentiu para elas depois que Easy se arrastou para dentro. Ajeitou a gravata listrada de marrom e azul-marinho, e 
Callie percebeu uma correntinha de prata em seu pulso. Eca, no era meio de mulherzinha? Depois ele inclinou a cabea para Tinsley e lhe ofereceu a mo. - Meu nome 
 Eric Dalton. Acho que no nos conhecemos.- Tinsley Carmichael. - Ela subiu no primeiro degrau e estendeu a mo. -  um prazer.- Sim. - O Sr. Dalton assentiu 
com entusiasmo. -  mesmo.Callie ainda no conseguia acreditar que Brett estava transando com um professor. Eca! Ela esperou que ele desaparecesse dentro da capela 
antes de se virar para Tinsley.- Quem  esse? - perguntou Tinsley toda excitada, os olhos violeta parecendo ainda maiores e mais escuros do que o normal. Ela empurrou 
o cabelo no ombro e comeou a tran-lo, distrada.- Pergunte a Brett - ridicularizou Callie.- E cad a Brett? Preciso falar com ela tambm.
Callie deu de ombros. Elas que resolvam seus problemas. Agora era a vez dela. Callie pegou a mo bronzeada da amiga, preparando-se para se desculpar antes de entrarem. 
No era uma coisa em que Callie fosse particularmente competente, mas ela queria fazer tudo certinho.- Eu queria que a gente tivesse combinando as histrias antes, 
sabia? - comeou ela meio desajeitada, dando outro abrao em Tinsley. - Me senti pssima por voc ter levado toda a culpa. - Ela sentiu uma lgrima quente se formando 
no canto do olho e ficou grata pela maquiagem  prova d'gua que decidira usar, prevendo o que aconteceria se visse Easy e Jenny juntos. Ela enterrou a cara no pescoo 
de Tinsley.- Desculpas aceitas - respondeu Tinsley monotonamente, recuando. - Com essa, s falta uma coisa.- O qu? - Callie piscou para afastar a lgrima.- Quem 
 a cretina em minha cama?- Ah,  Jenny - respondeu Callie.- Vai me ajudar a tirar as coisas dela, no vai? Callie sorriu.- Com todo o prazer.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................RyanReynolds: J est na capela? Estou tentando chegar perto 
daquela garota, a Jenny. Ela entrou de fininho pela porta dos fundos e que merda, a saia dela  CURTAAAA!HeathFerro: Adivinha quem eu vi?RyanReynolds: Jenny? 
Guarda um lugar pra mim, cara.HeathFerro: Melhor ainda. A Tinsley GOSTOSONA Carmichael. E vou te contar,  uma viso demaaaaais.RyanReynolds: T de sacanagem? 
Pensei que era s um boato que ela estava voltando.HeathFerro: Parece bem real para mim...RyanReynolds: Me manda uma foto do seu celular.HeathFerro: No vai 
dar. No tenho cmera nesse aparelho. E no mandaria, se tivesse. Ela e Callie parecem muito ocupadas se beijando e se agarrando...RyanReynolds: Voc precisa mesmo 
comprar um celular com cmera.................................................
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UMA WAVERLY OWL NUNCA PERDE A ELEGCIA, MESMO QUANDO EST MUITO ABORRECIDA Brett Messerschmidt estava junto  porta do quarto 303, as botas pontudas cor de marfim 
espremendo os dedos dos ps. Podia ouvir a voz rouca e sensual de Tinsley do outro lado da porta, reclamando com Callie que Brett estava tomando espao demais no 
armrio. Brett releu o bilhete q a nova colega de quarto, Jenny, tinha escrito no quadro de avisos da porta, todo o seu corpo tremendo com expectativa de ver Tinsley 
novamente.
Boa tera feira! Jantar hoje depois do treino? - J
Jenny era to...sincera. Como se ela se importasse mais em ser feliz do que em ser descolada e com se no estivesse interessada em quem so seus pais ou se eles, 
digamos, moravam em Nova Jersey ou em East Hampton. Ela era completamente diferente de Tinsley. Brett no conseguia deixar de se preocupar que devia ser uma questo 
de tempo at que Tinsley contasse a todos no campus sobre a famlia de Brett. Ela contara que seus pais tinham uma fazenda orgnica nos Hamptons, mas a verdade era 
que o pai ganhava a vida com peitos e barrigas enquanto a me reformara a moblia da sala de estar em Rumson, em Nova Jersey, com uma chocante padronagem de animais.
Embora no tinha sido culpa de Callie nem de Brett que Tinsley tivesse sido expulsa - nenhuma das duas a dedurara, apesar de ambas terem passado o vero imaginando 
que a outra tivesse feito isso - , Brett sabia que ela a culpava. Ela girou a cabea como um boxeador preparando-se para uma luta e empurrou a pesada porta de carvalho.Tinsley 
estava de p no meio do quarto, alta e magra feito uma modelo, num minivestido de seda tomara-que-caia Ginger & Java turquesa e verde por baixo do casaco marrom 
da Waverly. Brett no acreditava em maluquices supersticiosas como aura, mas tinha certeza que Tinsley irradiava alguma coisa.- Ora, ora - disse Tinsley friamente. 
-  bom te ver, B.Brett alisou a saia de jeans Seven, sem ter certeza se devia avanar e dar um abrao em Tinsley. Nunca lidou muito bem com gente que estava chateada 
com ela - em especial quem podia muito bem entregar seu segredo mais sombrio e mais oculto s pra se divertir.- Est maravilhosa como sempre, T.Callie deu um pigarro 
e colocou um livro didtico grosso na bolsa de nylon preto Prada. Seu cabelo estava preso no coque desordenado ps-treino de sempre e as roupas de hquei estavam 
emboladas perto do armrio. Brett matara o treino, alegando estar com clica - a treinadora Smail ficava toda cheia de dedos quando se tratava de qualquer coisa 
relacionada com menstruao - e ficou sentada em frente ao Stansfield Hall, na esperana de esbarra ''por acaso'' em Eric Dalton saindo de sua sala. No teve sorte.
Ele podia ser o professor e orientador do Comit Disciplinar, mas tambm era o...homem... mais incrvel que Brett conhecera na vida. Na semana anterior, depois do 
grande jogo do Sbado Negro, Brett tinha certeza que estava pronta pra perder sua virgindade com Eric. Mas na hora se acorvadou e correu do iate de Eric, indo diretamente 
para o ex-namorado, Jeremiah, aluno da vizinha St. Lucius Academy Cops.- Vou deixar vocs duas se familiarizarem de novo - murmurou Callie antes de ir para a porta. 
Brett na verdade queria que Callie no sasse. Mesmo que as coisas estivessem tensas entre as duas, Brett tinha um pouco de medo de ficar sozinha com Tinsley. E 
se elas j tivessem fofocado sobre quando Brett idiotamente pintara o cabelo vermelho-bombeiro? E se Tinsley abrisse um buraco em sua alma com seus apavorantes olhos 
violeta?- Obrigado por me ajudar com minhas coisas, Cal. - Tinsley fez beicinho com os lbios grossos e mandou uma beijoca exagerada antes que Callie delicadamente 
fechasse a porta ao sair. Brett se perguntou se Callie ficaria por ali, ouvindo disfaradamente a conversa, como Brett fizera. Provavelmente sim.As malas Louis 
Vuitton de Tinsley estavam em sua antiga cama, e uma caminha de armao de metal, meio afundada no meio, estava empurrada no canto onde as meninas normalmente mantinham 
a lixeira. O edredom e os lenis de Jenny estavam embolados no alto da cama. Um dos travesseiros estava no cho.
Tinsley olhou pra Brett, parada feito um poste do outro lado do quarto. Seu narizinho arrebitado era to vermelho quando o cabelo insanamente tingido, o que Tinsley 
reconheceu como sinal de nervosismo. U, qual era o problema? Ela nem mesmo mostrou um pouco de empolgao por ver a grande amiga de volta ao lugar a que pertencia, 
em especial depois de ter salvado a bunda de Brett? Onde estava sua gratido? O respeito? A educao? Ela acabar de voltar de outro hemisfrio, pelo amor de Deus, 
e no do salo de jantar.- Voc est plida - comeou, por fim, Tinsley.Brett foi at sua mesa e colocou o blazer tamanho P da Waverly na cadeira.- No estou 
me sentindo bem - respondeu ela com afetao.Tinsley puxou o zper de sua bolsa de couro de grife e pegou um punhado de chiffon e seda. Semicerrou os olhos cuidadosamente 
maquiados para Brett enquanto ia at o armrio e afastava as coisas de Brett. Isso fez Tinsley pensar em todas as vezes em que as trs, com passes falsos dos pais, 
pegaram o trem para a cidade, para fazer compras na Barneys e nas butiques do Soho. Tinsley at viu o tubinho Missoni que ela teve o atrevimento de roubar da Saks. 
Foda-se, era o Tinsley queria gritar. S pea desculpas e puxe o meu saco um pouco, assim podemos ser amigas de novo! Mas Brett s ficou parada ali, obstinadamente, 
passando o dedo no conjunto de argolinhas de ouro da orelha esquerda. Com o que ela estava puta?- Ainda est com Jeremiah? - Perguntou finalmente Tinsley- Acabou 
- Brett deu um pigarro e instou a si mesma a no pensar em Eric Dalton. Tinsley tinha uma espcie de percepo extra-sensorial quando se tratava de segredos e , 
assim que ela sentisse alguma coisa furtiva, fecharia o cerco at descobrir cada detalhe picante.
- Ah, ? E ento, quem  a prxima vtima? - Perguntou Tinsley incisivamente, pensando no Sr. Dalton e em seus sensuais olhos cinza e abotoaduras com monograma de 
platina, e no modo como Callie sugeriu que ela perguntasse a Brett sobre ele. Ela conhecia as amigas e sabia o que isso queria dizer. Ele tinha de ser muito gostoso 
para ganhar uma garota reprimida de Jersey como Brett.- Ainda est para ser resolvido - Brett se virou para pegar seus livros. - Olha, eu vou estudar no quarto 
da Benny, s passei pra pegar algumas coisas - mentiu ela.Tinsley se eriou. Desde quando Brett ligava mais para mergulhar nos livros com a cara de cavalo de Benny 
Cunningham do receber a amiga sumida?- Eu ia mesmo ver o que Brandon e Heath esto fazendo - respondeu Tinsley casualmente. Ora, estas seriam algumas caras felizes 
por v-la. ela pegou a enorme bolsa Prada tangerina e foi para a porta. - De repente a gente se v por a.Bateu a porta com fora dispersando as meninas que estavam 
ouvindo, e esperou no corredor at ouvir Brett murmurar : "Piranha"Piranha?, refletiu ela, batendo os saltos pelo corredor. Bom, veremos o que o Sr. gato-demais-para-ser-professor
 Dalton acha das piranhas.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................TinsleyCarmichael: Qual  a do cara novo muito gato?BennyCunningham: 
O superalto de Seattle? Parece uma delcia, mas  calouro! No  uma injustia?TinsleyCarmichael: O cara no  calouro coisa nenhuma. Dalton ou coisa assim?BennyCunningham: 
Vc fala do SENHOR Dalton?  professor de histria e  do CD.TinsleyCarmichael: Acho que  meu orientador.Benny Cunningham: Cretina de sorte. Soube que ele e 
Brett andaram roando p na ltima reunio do CD.TinsleyCarmichael: Trs interessante...................................................
OwlNet -------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: JennyHumphrey@waverly.eduDe: RufusHumphrey@poetsonline.comData: 
Tera-feira, 9 de setembro, 15:14hAssunto: Telefone novoOi, meu docinho jalapeo,Recebi sua carta da semana passada. Ainda estou pasmo com o e-mail. Incrvel!Dan 
est se adaptando a Evergreen. Ele ainda no foi parar na enfermaria com intoxicao alcolica nem meningite espinhal nem saudade de casa, ento acho que est comeando 
bem.Voc me pediu um Tripod, um Treon ou coisa parecida? No sei o que  isso, ento perguntei a Vanessa - ela est morando no seu quarto... ser que j te contei 
isso? - e ela me levou a uma loja de celulares. Fiquei todo filosfico e mostrei meu bottom "Eu Freio para Salamandras" e meus suspensrios de arco-ris, e a vendedora 
me deu um bom desconto. E voc achando que eu no tenho senso de moda. Olho vivo numa caixa de sapatos com fita adesiva que vai chegar pelo correio!Te amo um mundo,Papai......
..........................................
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UMA WAVERLY OWL  UMA CORUJA MUITO, MUITO CONFIVEL.Jenny corria de volta ao Dumbarton depois do treino de hquei de campo, curtindo a saudvel dor nos msculos 
e a vista do campus verdejante, os antigos prdios de tijolinhos, os alunos mauricinhos de bochechas rosadas. Todo O exerccio compulsrio a estava fazendo se sentir 
como uma das meninas louras, magras e de rabo-de-cavalo fazendo uma estrela acrobtica no site da Waverly Academy, embora seu cabelo fosse castanho e crespo e ela 
mal tivesse um metro e meio de altura. Depois de 15 anos em Nova York, ela ficou chocada ao descobrir que tinha algum talento para o atletismo alm de acenar para 
um txi; mas aqui estava ela, jogando hquei de campo na equipe principal do colgio interno. Ela queria ligar para o irmo em Washington para se vangloriar assim 
que recebesse o celular novo, mas sabia que Dan no ficaria nada impressionado. Provavelmente a acusaria de ser um clich ou qualquer coisa igualmente cruel. Jenny 
respirou o ar de final de tarde, com seus toques de grama recm-aparada e lenha queimando ao longe. Jurava que podia sentir o cheiro das folhas mudando de cor. Decidiu 
que mais tarde mandaria um e-mail para Dan sobre as folhas e no falaria nos exerccios. Ele era poeta. Os poetas gostam de folhas.- Oi, gata - chamou uma voz arrastada, 
que parecia chapada. Jenny girou e viu Heath Ferro deitado de costas em um dos bancos de pedra compridos que se espalhavam habilidosamente pelo campus, cada um deles 
com uma placa trazendo o nome de um ex-aluno da Waverly que tinha feito uma doao. - Por que no vem se sentar aqui? - Ele bateu na coxa. - Para onde est correndo, 
alis?
- Para longe de voc!-gritou Jenny de brincadeira, sem parar. Ela o beijara dentro da capela em sua primeira noite na Waverly, e depois ele contou a todo mundo que 
tinha feito com ela muito mais do que isso. Ao que parecia, Heath realmente era rodado, tanto que as meninas passaram a cham-lo de Pnei porque, como lhe explicaram 
com certo nojo, ele tinha visto mais bundas do que um pnei de feira do interior.Ela ainda podia ficar irritada com isso, mas conseguiu reverter toda a situao 
durante o maior jogo de hquei do outono, chamado de Sbado Negro, quando a Waverly jogou com sua rival, St. Lucius. Callie lhe dera uma letra inventada para cantar 
que era meio indecente e meio constrangedora, mas Jenny entrou tanto na brincadeira que acrescentou espontaneamente um verso prprio. Cantava agora para si mesma 
enquanto corria pelo antigo passadio de pedra que levava ao Dumbarton. Nessa escola tem um Pnei, sujeitinho muito eca! Ele  sempre indecente e no se agenta 
na cueca!" Com essa, ela revidou a Heath e, mesmo que Heath fosse mesmo um indecente, ainda ainda foi bom poder atrair a ateno dos bonites da Waverly. Meu Deus, 
ela adorava esse lugar!Jenny correu para o quarto 303 com a adrenalina ainda alta e encontrou a colega de quarto Brett sentada no peitoril da janela, olhando uma 
coruja empoleirada no bordo do outro lado do gramado.- Oi, Brett - ela a cumprimentou, ainda sem flego. Foi quando viu sua cama coberta com as malas Louis Vuitton, 
que Jenny quase gritou. - Que troo  esse na minha cama?- Acho que a Tinsley andou rearrumando as coisas - sugeriu Brett em voz baixa. - Pensei que voc soubesse.
- Eu sabia que ela estava aqui, mas no sabia que ia tirar minhas coisas desse jeito! - Seu encontro nesta manh fora breve e assustadoramente desagradvel. Agora 
Jenny ficou furiosa ao ver que sua cama elegantemente arrumada fora desfeita e ocupada com as caras malas de Tinsley, e seus cobertores amarfanhados e atirados em 
uma frgil cama de armar. Ela pegou o travesseiro no cho e bateu a poeira dele enquanto tentava se acalmar. - Isso no  justo.Brett deu de ombros e fechou as 
plpebras pintadas com Urban Decay Acid Rain por um momento.- Mas no d para imaginar a Tinsley dormindo numa cama de armar...Argh! Ela jamais conheceu algum 
de olhos violeta, a no ser Elizabeth Taylor, que era a estrela de cinema mais linda que se podia imaginar antes de ficar velha e meio gorda, mas Jenny no ligava 
para a beleza de Tinsley - isso era simplesmente maldade. Mas se deixava Tinsley feliz ter a cama antiga de volta, ela podia t-la. Jenny s queria que ela tivesse 
perguntado primeiro e que ela prpria no tivesse que dormir numa cama de armar que fedia ao poro mofado de onde deve ter vindo.- Sentimos a sua falta no treino 
de hoje - disse Jenny, empoleirando-se na cama frgil e idiota para tirar as meias de hquei ensopadas. Depois ela se sentiu meio falsa porque s percebera que Brett 
no estava no treino quando entrou no alojamento e a viu sentada ali, ainda com o suter de cashmere verde justo e botas marfim. Era tera-feira e Jenny tivera uma 
aula de retratos antes, o que significava que passou a tarde sentada ao lado de Easy, desenhando e dividindo olhares e bilhetes, e pelo resto da tarde foi incapaz 
de pensar em qualquer coisa que no fosse ele. S ficar ao lado dele fazia Jenny sentir uma espcie de glria e se esquecer totalmente das coisas... Tipo o fato 
de que ele ainda estava com Callie.Jenny pegou o bolo de lenis na cama de armar e comeou a arrum-lo no colcho pequeno e frgil. Ele se ajustou como uma calola 
frouxa de vov.
O som de uma banda de calouros cantando a plenos pulmes "Drop It Like It's Hot" vagou pela janela aberta. Brett ainda olhava distrada o Hudson. Jenny se aproximou 
e se sentou na beira da cama desfeita de Brett. Nem Brett nem Callie fizeram a cama, mas Jenny no estava  vontade o bastante para deixar os lenis e cobertores 
na baguna que elas deixavam. Seria como permitir que elas vissem seu suti, e definitivamente era cedo demais para isso. Ela ainda mudava de roupa no banheiro.- 
Voc est bem? - perguntou Jenny, sem querer incomod-la, mas tambm sem querer ser o tipo de colega de quarto que no pergunta a todo mundo se est bem, quando 
alguma coisa claramente no estava bem. -A treinadora disse que voc estava doente.Brett virou a cabea para Jenny.-  parecido.Havia um motivo para ela se sentir 
nauseada: Eric.  claro que ele tecnicamente era um professor, mas no era professor dela. Na semana anterior, quando ele a levou  casa dele em Lindisfarne, a propriedade 
da famlia em Newport, Rhode Island, e eles ficaram sentados na varanda da casa de hspedes, no foi preciso mais do que um gole de um bordeaux mais velho do que 
ela para que Brett soltasse a verdade sobre sua famlia. E Eric Dalton - um legado de Waverly, herdeiro de uma verdadeira dinastia americana, com sua linda e classuda 
casa em Newport e a linda e classuda famlia de sangue azul da Nova Inglaterra - fez com que ela se sentisse intrigante e sexy apesar de sua criao desprovida de 
classe.Brett enfiou o cabelo cor de fogo atrs das orelhas. Jenny era to doce, sentada ali na beira de sua cama, como se tivesse medo de incomod-la. No admira 
que todo mundo estivesse dizendo que Easy Walsh estava apaixonado por ela. Brett no sabia se era verdade, mas via que podia ser mesmo.Brett desceu para sua cama, 
sentando-se ao lado de Jenny, batendo os joelhos.
- Jura que no vai contar a ningum? - S conhecia Jenny havia uma semana, mas Brett se sentira sem amigas este ano, com Tinsley fora e Callie agindo como uma completa 
geladeira. E agora Tinsley e Callie pareciam ter voltado a ser grandes amigas e provavelmente tramavam para arruinar sua vida. Alm disso, Jenny j sabia de Eric 
desde que vira Brett escapulir do quarto no meio da noite na semana anterior.- Prometo. -Jenny cruzou os dedos na altura do corao.- Que bom, porque voc sabe 
como  quando gosta tanto de algum, que no consegue deixar de pensar nele e s o que quer fazer  falar sobre ele? - Brett mordeu o canto do lbio. Devia haver 
pelo menos alguma verdade nos boatos sobre Jenny e Easy. Jenny tinha que entender.- Sei-disse Jenny baixinho.-Eu sei como . -Jenny se lembrou de olhar as estrelas 
com Easy na festa de Heath quando ele lhe disse que queria estar apaixonado como nas propagandas de diamantes De Beers. Ele ficou sem graa ao falar isso, mas Jenny 
sabia o que ele queria dizer. Ele disse que no tinha isso agora, o que significava que ele no sentia isso por Callie, mas que queria sentir. Ela se perguntou se 
talvez ele quisesse sentir com ela.- Bom, sabe aquela... coisa... que rola com... - Brett olhou Jenny mais de perto. - Sabe como . -Jenny assentiu, ento Brett 
continuou. - Mas o caso  que ele no est retornando minhas mensagens, nem meus telefonemas.- Quanto tempo faz desde que vocs se falaram? Brett fingiu ter que 
pensar nisso, mas sabia exatamente quanto tempo fazia.- Dois dias. Liguei para ele duas vezes. - Na verdade foram 11, mas ela no queria que Jenny pensasse que 
era obsessiva.L fora, as mesmas meninas que estavam cantando "Drop It Like It's Hot" comearam a discutir sobre quais eram os meninos mais bonitos da Waverly. 
"Easy Walsh  to gato!", elas puderam ouvir, e a cara de Jenny imediatamente corou.Brett sorriu. Parecia que Jenny definitivamente tinha um segredo s dela.
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................CelineColista: B, no terminei meu artigo sobre Herdoto. Vc 
acha que Dalton vai me dar mais prazo?BrettMesserschmidt: Como  que vou saber? No sou da sua turma.CelineColista: Mas vcs so amigos, no so? Quem sabe vc 
pode dar uma palavrinha por mim?BrettMesserschmidt: Trabalho com ele no CD... E vc tb.CelineColista: Mas vcs no tm, tipo assim, reunies particulares?BrettMesserschmidt: 
S assuntos do CD.CelineColista: Que droga. Quer dizer, para meu prazo.................................................
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UM WAVERLY OWL NO SE ENVOLVE EM ATIVIDADES ALUCINGENAS, SEJAM ORGNICAS OU NO.-Como  a Tinsley?  gata igual a Jessica Alba em Sin City? - perguntou Ryan Reynolds 
como quem suplica. - Com que roupa ela estava? Por que eu ainda no a vi?Brandon Buchanan baixou a bolsa preta e lustrosa de squash no piso de madeira surrado, 
mas ainda assim encerado, da sala de estar do Richards. Mesmo cheia de adolescentes, a sala parecia uma velha cabana de caa inglesa, com seus frisos de mogno, parede 
verde e estantes cheias de clssicos encadernados em couro de que ningum ouvira falar na vida. Isso fazia Brandon querer ter um dos cachimbos do pai.Ele revirou 
os olhos para Julian McCafferty, o calouro alto de cabelos compridos de Seattle que tinha acabado de chegar do treino de squash com ele. Brandon o derrotara,  claro, 
mas foi uma vitria meio apertada demais para que ele se sentisse  vontade. Normalmente, isso teria sido o bastante para fazer com que Brandon o evitasse, mas Julian 
era surpreendentemente legal. As meninas iam gostar dele tambm, pensou Brandon com um pouco de inveja, depois que ele cortasse aquele cabelo de homem das cavernas.- 
Quem  Tinsley? - perguntou Julian num cochicho brincalho. Como sempre, a sala estava apinhada de meninos avoados, exaustos dos treinos esportivos e se reaclimatando 
 vida na escola depois de seus veres relaxantes nas casas de campo e de praia das famlias. A ESPN lampejava na televiso de gabinete do canto, muda, imaginou 
Brandon, para que todos pudessem fofocar sobre Tinsley. Eles eram piores do que as mulheres.Todos riram da ignorncia de Julian.
- Cara,  evidente que voc  um calouro - disse Alan St. Girard, o primeiranista cujos pais ensinavam filosofia nas mais caras faculdades de cincias humanas da 
Costa Leste e, segundo diziam, tinham uma plantao de marijuana em New Hampshire. Ele tinha cabelo castanho farto e uma eterna barba rala, que as meninas achavam 
encantadora mas Brandon achava nojenta. Vai se barbear, cara. - Ela  a garota mais gostosa do planeta.- No tem alguma coisa no manual sobre ela? - perguntou Teague 
Williams, o corpo ps-treino de futebol pingando suor em uma das caras poltronas de couro. - Tipo assim, "Waverly Ows machos, cuidado com essa garota. Ela vai sacanear 
e torturar voc, e assombrar seus sonhos com sua presena deliciosa por quatro anos inteiros na Waverly e pelo resto de sua vida na terra."- Estou louco para conhec-la. 
-Julian largou no cho a bolsa de squash Nike marrom e puxou o cabelo louro descolorido em um rabo-de-cavalo, usando o elstico que mantinha no pulso para esses 
momentos. Brandon deu de ombros com desprazer. - Como  que ela ?Os meninos soltaram um suspiro coletivo e Brandon afundou em uma das antigas poltronas. Tinsley 
era gostosa, mas esses caras eram ridculos. Ela no era nem de longe to bonita quanto Callie, que Brandon namorou por todo o primeiro ano antes do merda do Easy 
Walsh roub-la dele. Eles foram a uma festa na biblioteca e, quando ele saiu para pegar uma bebida para Callie como o cavalheiro que era, Easy apareceu de fininho, 
arrastou a garota para a sala de livros raros e passou nela uma cantada de caubi do sul. E agora havia todo tipo de boatos de que ele estava trocando Callie por 
Jenny Humphrey, a nova menina bonitinha que Brandon achava que podia mesmo faz-lo esquecer Callie. A merda do Walsh. Ele lanou um olhar colrico para o corpo fedido 
a cavalo de Easy, esparramado no sof xadrez.- No espere grande coisa, garoto-disse Ryan enquanto abria espao no sof para Julian se sentar. -A Tinsley nem fala 
com calouros.
- Agora que ela voltou, tenho a sensao de que este ano ser muito mais interessante - disse Easy com a voz arrastada, sem desviar os olhos do desenho que tinha 
no colo. Brandon reprimiu o impulso de revirar os olhos. Ser que havia uma nica menina no campus em quem Easy no chegasse? Primeiro Callie, depois Jenny, agora 
Tinsley? Havia boatos de que ele e Tinsley tinham ficado na casa dos pais dela no Alasca nas frias de primavera do primeiro ano, mas Easy nunca confirmou a histria 
e nem Brandon se importou com ela.- Caracaaaa! - Todos giraram a cabea e viram Heath Ferro parado na soleira da porta com um sorriso malicioso na cara bonita.-Estava 
falando agora mesmo com meu primo que se formou aqui h uns cinco anos, e ele me contou uma coisa irada. Disse que se a gente for at o outro lado da cratera, ela 
fica toda mole, e adivinha o que cresce l? - Heath olhou para todos com expectativa, como se alguma coisa do que disse fizesse sentido. - Cogumelos, galera! - gritou 
ele. - Achei que a gente podia ir ao bosque ter um barato natural, no estilo Alice no Pas das Maravilhas. Foi uma semana muito longa-acrescentou ele, embora ainda 
fosse tera-feira. - E a, quem vai nessa? - Heath estalou os dedos com impacincia.Ryan e Alan de imediato bateram os punhos com ele.- T dentro.Brandon gemeu 
e passou as mos no cabelo recm-lavado e com gel.-  tera-feira, porra. Tenho que ler cinco captulos de Tess para amanh.- Ah, coitado do Brandon!-Heath falou 
no falsete que reservava para se divertir  custa dos atributos femininos do colega de quarto. - Cinco captulos, no!- Vai se foder, Ferro. No  todo mundo que 
tem um papai que compra as notas A.- Se os calouros no esto proibidos, adoraria participar. -A voz grave de bartono de Julian explodiu enquanto ele se levantava. 
Era to injusto para um calouro ser to alto e msculo. Quando Brandon era calouro, mal passava de 1,60 e sua voz parecia a de uma menina.
Easy largou o desenho no cho e descruzou as pernas.- E por que no?Brandon suspirou baixo. Embora quisesse passar o menor tempo possvel perto do repugnante do 
Walsh, no ia deixar Easy e um calouro novato fazerem com que ele parecesse um frouxo.- T legal. Vamos dar o fora daqui - cedeu. Ia s passar os olhos por Thomas 
Hardy mesmo.Easy e Alan atiravam o frisbee de um lado para outro, lembrando a Brandon dois golden retrievers sujos, enquanto o grupo atravessava o campus at o 
trecho de bosque que separava do rio os prdios de tijolinhos. Meninos e meninas arrumadinhos com mochilas e suteres de tric entravam na biblioteca s pressas 
para algumas horas de estudos antes do toque de recolher, e Brandon queria poder sentar com Callie de novo na escada da biblioteca, como costumavam fazer, conversando, 
paquerando e namorando quando ningum estava vendo. Em vez disso, ele ia procurar cogumelos com um bando de babacas, um dos quais na verdade lhe roubara a garota 
que ele amava e agora devia estar a ponto de mago-la.Os mocassins de couro de bezerro Gucci de Brandon seguiam pelo caminho do bosque at que Heath e Easy saram 
do caminho de pedra e entraram na mata. Brandon tentou no estragar seus sapatos enquanto andavam pelo mato alto e os galhos baixos. O bosque se abria brevemente 
em uma pequena clareira cheia de pedras grandes que os alunos usavam como local clandestino de festas havia dcadas - a cratera. O cu escurecia, mas ainda no estava 
frio.- Ele disse para procurar a pedra maior perto da beira e depois andar para o bosque at ficar encharcado. - Heath identificou a pedra maior e acenou para ela 
como se estivesse sinalizando para um avio na pista.Brandon fechou a carranca para os sapatos. O grupo de meninos esmagava os gravetos e folhas sob os ps, e de 
repente a terra ficou esponjosa e molhada.- Porra - murmurou Brandon.- Olha! - Heath se agachou na base de uma rvore. - Cogumelos!
Todos comearam a colher, reunindo nas mos os chapus de cogumelo sujos. Brandon teria esperado que eles parecessem um pouco mais exticos. Estes pareciam to inocentes 
e, bom, culinrios, como se pertencessem a uma espcie de frigideira Szechuan que a cozinheira de sua famlia, Greta, podia sacar.- Detesto decepcionar voc, Ferro. 
- Ryan mexia em um dos chapus e o cheirou como se fosse um especialista em cogumelos, o que, dado os boatos sobre seus pais, era bem possvel. - Mas estes no so 
pra valer.- Que merda, cara - murmurou Heath. - Bom, a gente vai dar uma relaxada aqui na cratera ou vai voltar?Votos decepcionados em favor de ficar foram murmurados 
e alguns minutos depois Brandon sentiu a umidade fria do gramado ensopando seus jeans Dolce & Gabbana enquanto o restante dos rapazes voltava ao tema da gostosa 
Tinsley. Brandon fechou os olhos e deixou que o som dos grilos abafasse as vozes dos meninos. No estava nada interessado em pensar em Tinssley. Ele amava Callie. 
Ela o largou para ficar com Easy h mais de um ano, ento eles estavam separados havia mais tempo do que ficaram juntos, mas nem assim Brandon conseguia tir-la 
da cabea. E ela no ajudava muito - na semana anterior, ele esbarrou com ela depois de uma das festas de boas-vindas s de meninas e ela lhe pediu, bbada, para 
dormir com ela. Ele s queria abra-la e conversar com ela at que o efeito do lcool passasse. Brandon teria ficado sentado com Callie a noite toda, mas no ia 
tirar proveito dela quando ela estava to emocionalmente arrasada com o que quer que tenha aconteci-do com o seboso do Walsh. O Easy Facinho.- As estrelas esto 
aparecendo. As garotas adoram as estrelas - observou Heath. - Sabe quem eu pegaria aqui?- Tinsley - disseram alguns meninos em unssono.
- Boa sorte nessa, Ferro - balbuciou Easy. Ele estava deitado na grama, olhando o cu. Callie tinha colocado o nome dele em uma estrela desde que entrou num site 
brega qualquer, mas agora olhando o cu, ele no conseguia imaginar que procuraria por sua estrela com Callie. A nica menina com quem queria olhar estrelas era 
Jenny. Se ao menos ela estivesse ali agora.- Acho que a gente deve voltar. - Brandon interrompeu os pensamentos de Easy e os meninos se colocaram, desajeitados, 
de p, ainda falando de Tinsley e como seria ficar com ela. Easy j ficara com ela, antes de Callie, quando um bando deles foi para o Alasca nas frias de primavera. 
Ficaram acordados a noite toda, nus na banheira, praticamente s conversando e olhando as estrelas. Tinsley era linda, mas Easy tinha certeza absoluta de que o que 
deixava os caras mais obcecados por ela era a mesma coisa que o fizera feliz em pular fora. Ela era meio... m.E ento, enquanto eles voltavam pelo gramado bem-cuidado 
do campus principal, Easy viu 'Tinsley andando na direo deles pela grama. Ele a observou se aproximar, num minivestido turquesa sem alas e sapatilhas Mary Janes 
pretas de tecido, do tipo que se compra em lojas de presentes chinesas bregas. E bem da Tinsley combinar um vestido desses com sapatos de cinco dlares.- Vocs 
todos no parecem suspeitos, saindo do bosque desse jeito? - observou ela provocativamente. - O que estavam fazendo l? - continuou Tinsley quando os meninos estavam 
perto o bastante para sentir seu perfume doce e almiscarado.- Reunio da sociedade secreta - respondeu Easy misteriosamente. Seus cachos quase pretos caam soltos 
no rosto, incrustados de folhas esmagadas. -Voc no entenderia.Tinsley deu um tapinha na barriga dele com as costas da mo.- Ah, ? O que vocs fazem? Fumam maconha 
e falam de mulheres? - Seus olhos violeta cintilaram. Tinsley sempre conseguia farejar um segredo. - Posso ir da prxima vez?
- Desculpe, senhora - Easy sorriu, falando para todos eles. - E s para cavalheiros.- Mas que idiotice - disse Tinsley lentamente, os lbios formando um biquinho 
cor-de-rosa. - Acho que vou ter que criar minha prpria sociedade secreta, ento. - Ela mostrou a lngua antes de se virar; era mestre em deixar sua platia sem 
flego, querendo mais.
6
UMA WAVERLY OWL DEVE OBEDECER AO TOQUE DE RECOLHER, MAS ISSO NO QUER DIZER QUE NO POSSA FICAR ACORDADA A NOITE TODA.O Nokia prata de Brett vibrou com rudo na 
cmoda de madeira enquanto ela e Jenny tiravam os olhos de suas antologias Norton e se olhavam. Os olhos verdes de gato de Brett brilharam de triunfo ao pegar o 
telefone e ler o identificador de chamadas.- At que enfim! - gritou ela antes de respirar fundo e tentar eliminar toda a excitao da voz. - Sim - atendeu ela 
friamente enquanto Jenny ria e trazia ao peito os joelhos vestidos numa cala de pijama de flanela com estampa de cereja Nick&Nora.- Pode me encontrar na minha 
casa em Rhinecliff? Preciso ver voc. - A voz grave de Eric de imediato atenuou qualquer preocupao que ela sentia, como se ele tivesse afastado seu cabelo de lado 
e falado suavemente, respirando em sua orelha. Ela sentiu o rosto arder e Jenny gesticulou para a porta e murmurou, "Quer que eu saia?"Brett sacudiu a cabea antes 
de se virar para a janela e olhar a noite que caa. Eram 21h50. Menos de uma hora para o toque de recolher.- Como vou chegar l? - respondeu Brett por fim, olhando 
a camiseta La Perla de seda rosa-claro e a cala preferida de ioga preta supermacia C&C Califrnia que vestia nos dias em que se sentia gorda ou deprimida.- Vou 
mandar um carro. Esteja em frente ao porto daqui a vinte minutos, est bem?Brett desligou rapidamente e, de imediato, comeou a tirar a cala.
- Eu sabia que ele ia ligar - guinchou ela, pegando um jeans escuro James das profundezas do armrio. Ela manteve a camiseta, uma vez que estava com uma calcinha 
igual e automaticamente sentia-se muito mais sexy quando vestia o conjunto completo. Brett se olhou no espelho. Seu rosto estava sem maquiagem porque ela j havia 
feito o ritual noturno de limpeza dos poros. Ela passou uma camada de brilho DuWop nos lbios sem batom, desfrutando do modo como pinicava. Depois calou um par 
de sapatilhas de bal Marc Jacobs cor-de-rosa e vestiu um blazer de algodo aveludado marrom da Anthropologie que parecia romntico. - Estou bem?Jenny no sabia 
o que dizer.- Er, voc vai sair? Agora?- Ningum vai saber. No diga a Callie nem a Tinsley onde estou, t legal?Brett estava linda - limpa, doce e delicada -, 
mas Jenny ainda no tinha certeza de como devia se sentir com relao a ela e o Sr. Dalton. Sabia que Brett era mais vivida do que ela, mas essa histria era meio 
louca. E, no entanto, parada ali diante do espelho, ajeitando o cabelo ruivo atrs das orelhas, Brett brilhava com certeza. Quem era Jenny para ser a indesejada 
voz da razo quando Brett claramente estava mais feliz do que ficou a semana toda?- Claro, vou inventar alguma coisa - disse Jenny, levantando-se para espanar um 
fiapo de linho do ombro de Brett. -Voc est mesmo linda.Brett girou pelo quarto numa nuvem de alegria romntica, mas um n de nervosismo se acomodava na boca de 
seu estmago quando ela entrou no carro preto que esperava por ela do lado de fora dos portes da Waverly. O motorista no lhe disse nada e Brett de repente se sentiu 
a amante de um banqueiro rico, sendo convocada quando a esposa cretina estava fora, no spa.
Depois de passar pela sonolenta rua principal da cidadezinha de Rhinecliff, o carro seguiu na direo do rio e andou por uma estrada muito arborizada. Luzes de casas 
grandes e de bom gosto brilhavam atravs das rvores. Depois, justo quando parecia que eles iam cair na correnteza lenta do Hudson, o veculo de repente pegou uma 
longa entrada de carros. Os galhos balanavam de leve nos vidros e nas laterais do veculo. Completamente privativo, observou Brett.O motorista parou diante de 
uma moderna casa angulosa de madeira e vidro aninhada  margem do rio. Eric abriu a porta da frente, usando jeans Diesel e uma camiseta azul-marinho dos Red Sox. 
V-lo vestido com tanta informalidade soava to ntimo. Ele parecia exatamente o tipo de universitrio bonito, mas um tanto desmazelado, com que ela sempre sonhou 
encontrar em uma de suas muitas visitas a universidades da Ivy League. O logo dos Red Sox a fez pensar com culpa em Jeremiah antes de rapidamente expuls-lo da cabea.- 
Desculpe por no ter ligado. Andei ocupado. - Eric se inclinou para dar um beijo no rosto de Brett, demorando-se mais do que o necessrio. - Senti sua falta, e seu 
perfume  adorvel.Brett odiava desfalecer assim, mas quantos homens conhecia que podiam dizer "adorvel" de verdade? Certamente no Jeremiah. Ela de imediato perdoou 
Eric por todos os telefonemas que ele no retornou. Ele era adulto, afinal de contas. Estava ocupado.Eric a conduziu pela entrada estreita que se abria para uma 
sala pouco iluminada com teto de catedral. Uma vidraa dava para o que devia ser uma vista de tirar o flego do rio, mas agora s se via a escurido. A sala era 
esparsa e elegantemente mobiliada com mveis retangulares e baixos que claramente foram desenhados para esta casa. Velas bruxuleavam na mesa de centro e o som de 
saxofone enchia o ar.- Esta  uma casa de Frank Lloyd Wright? - perguntou ela, uma vez que Frank Lloyd Wright era o nico arquiteto moderno que conhecia.
- No - disse Eric, servindo vinho tinto em duas taas de cristal j colocadas na mesa de centro. - Meu av era um grande f da obra de Wright, mas no de seu estilo 
de vida. - Ele apontou para o sof e Brett se sentou, imaginando o que dignificaria "seu estilo de vida", mas tmida demais para perguntar. O sof era surpreendentemente 
duro e desconfortvel. Ela tentou se apoiar em uma das almofadas aveludadas e se sentiu um pouco melhor, embora estivesse preocupada que sua postura parecesse sugestiva 
demais. Eric lhe passou uma taa e se sentou ao lado dela, perto o suficiente para que os joelhos dos dois se roassem. - Meu av era meio duro.- Parece que seu 
av era um homem de... princpios - disse Brett, tentando parecer sofisticada, mas desconfiando de que parecia uma anormal. Ela bebeu o vinho e se sentiu meio deslocada.- 
Ele achava que era - disse Eric com uma risadinha, baixando a taa na mesa. Ele ergueu uma das sobrancelhas louras e perfeitas e olhou nos olhos dela. - Mas tinha 
um fraco por mulheres bonitas.- Ah, sim? - Brett podia sentir que corava. Segurou o joelho com as mos. - Ento  de famlia?Eric se inclinou para ela e ternamente 
afastou uma mecha do seu cabelo vermelho, com o cuidado de no prend-lo em nenhuma das argolinhas de ouro que ela sempre usava na curva superior da orelha esquerda.- 
Apenas ruivas estonteantes - ele sussurrou em seu ouvido.Os dedos dele deslizaram para o ombro de Brett. Ela estava com srios problemas para se concentrar.- Hummm... 
Eric? O que exatamente estamos fazendo aqui? - gaguejou ela, tentando parecer o menos infantil e o mais despreocupada possvel. - Quer dizer, srio. Voc pode se 
meter num monte de problemas. Ns dois...Eric suspirou e tirou a mo do ombro dela, deixando-a cair nas costas do sof. Seu cabelo louro-areia parecia mais escuro 
 luz de velas e seu rosto ficou srio.- Andei pensando muito nisso e, embora haja muitos motivos lgicos para no acontecer, no quero que pare.
Brett no conseguiu evitar. Apertou seu joelho contra o dele. A viso dos dois joelhos de jeans parecia to normal e certa para ela. Afinal, ele era s um cara, 
bonito, inteligente e totalmente irresistvel. Ela passou a mo devagar pela perna dele e a deixou ali, admirando a sensao de sua coxa musculosa sob as unhas lavanda. 
Reprimindo uma risadinha, lembrou-se do nome do esmalte Hard Candy que tinha pegado na bolsa de maquiagem de Callie: Jailbait. Chave de Cadeia.- Eu s... - Eric 
deu de ombros e espanou um fio de cabelo invisvel do rosto. - S acho que voc  a garota mais incrvel que conheci.Ela se sentia bbada, embora mal tivesse tocado 
no vinho. Aproximou o rosto do dele, devagar, mantendo os olhos em seus lbios. Por fim encontrou os lbios dele e sentiu a eletricidade percorrer seu corpo.Depois 
de um beijo longo e demorado, ele desceu os lbios ao pescoo de Brett. Ela teve de se lembrar da ltima vez em que estiveram juntos, no barco dele, quando comearam 
a tirar as roupas um do outro. L estava ela, completamente nua na cama de Eric, quando de repente percebeu que ainda no estava preparada para isso. Mas, desta 
vez, Brett tinha certeza. Quem melhor para compartilhar sua primeira vez do que algum to incrvel... Que achava que ela era maravilhosa?
Mas enquanto Eric bafejava em seu pescoo e as mos dele se aproximavam de seus seios, ela no conseguiu deixar de sentir, mais uma vez, que ele era simplesmente 
bom demais nisso. Ele sabia exatamente como tocar nela, o que, de certa forma, era hipnoticamente excitante. Mas sempre que ela comeava a pensar demais no assunto, 
o que no conseguia evitar, podia imagin-lo fazendo exatamente a mesma coisa com uma garota qualquer no lugar dela, que ele chamava de maravilhosa e talvez at 
fizesse a mesma piada com o fraco da famlia por ruivas, ou louras, ou sardentas, ou o que quer que a garota tivesse. Quantas garotas - ou mulheres-estiveram neste 
mesmo sof, nesta mesma sala  luz de velas? A idia a deixou constrangida de imediato e seu corpo congelou.Eric se afastou dela e a olhou com um jeito indagador.- 
Eu... Eu acho que talvez no esteja pronta-gaguejou ela, sentindo-se a maior criana do mundo. Ela olhou o prprio colo e se concentrou em reprimir as lgrimas que 
ameaavam sair.- Est tudo bem, Brett.-Eric ps as mos em seu rosto. - Olhe para mim... No se preocupe com isso. No tem pressa... Vamos devagar.Brett olhou 
para ele.- Desculpe por ser to... - ela comeou a dizer.- To o qu? Linda e sexy? - ele riu e Brett sorriu timidamente. - Confie em mim, no vou a lugar algum. 
Temos todo o tempo do mundo. - Ele estendeu os braos e Brett desabou neles com alvio, desfrutando do modo como o corpo dele parecia envolv-la, todo vestido. Ela 
estaria pronta logo; sabia disso. Mas no agora.
Duas horas depois, Brett estava deitava seminua com Eric cochilando ao lado, debaixo de lenis de algodo egpcio que deveriam de ter uns mil fios. E embora fosse 
legal, sensual e doce, Brett no conseguia deixar de pensar em como sua prpria cama estaria naquele momento. Quase podia ouvir Callie choramingando baixo enquanto 
dormia. Os roncos msculos de Eric a lembrava os do pai. Ela s queria ter dormido e passado por sua primeira vez com ele - no se sentiria to criana e da prxima 
vez ficaria mais fcil. Precisando fazer xixi, ela deslizou de sob o brao de Eric, com o cuidado de no acord-lo.Pegou uma cala de pijama de seda Ralph Lauren 
na cmoda dele para vestir por cima da calcinha. Enquanto amarrava a cintura, um feixe de luar iluminou o alto da cmoda. Ao lado da carteira de couro preto italiano 
de Eric havia um saco plstico de maconha. Brett o pegou e cheirou o interior para ter certeza. Eric, um maconheiro? Brett nunca fumara maconha, mas ocorreu-lhe 
que podia ser exatamente o que precisava para transar com Eric. Talvez da prxima vez.- Aonde voc vai? - Brett se virou e viu Eric sentando-se na cama, os olhos 
cinza sensuais e sonolentos e o cabelo desordenado. - No vai embora, vai?- Banheiro - respondeu Brett, de repente perguntando-se como ia chegar em casa.- Passe 
a noite aqui. - Eric bocejou de um jeito lindo. - S quero que voc durma do meu lado. Brette derreteu. Sem pensar em toques de recolher, nas colegas de quarto 
ou no que ia vestir de manh, ela concordou.- Eu tambm.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................SageFrancis: J acordou? Acabo de bater na porta de Pardee para 
dizer que nosso banheiro entupiu de novo e ouvi o Sr. Pardee pirando total l dentro.BennyCunningham: Pegou alguma coisa?SageFrancis: Na verdade no. Ser que 
ela tem amante? O Sr. Dalton?BennyCunningham: Duvido. Algum viu Brett saindo de um carro quando amanheceu hoje.SageFrancis: No diga.........................................
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OwlNet -------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: EasyWalsh@waverly.eduDe: CallieVernon@waverly.eduData: 
Quarta-feira, 11 de setembro, 09:01 hAssunto: EstbulosOi, gatoMe encontra nos estbulos s cinco da tarde?BjsC................................................
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UMA WAVERLY OWL NO COBIA O NAMORADO DE UMA COLEGA DE QUARTO - S DEPOIS QUE ELES TERMINAM.Jenny largou no cho a gigantesca bolsa de camura roxa que tinha comprado 
em uma feira ao ar livre em Praga naquele vero, deixando-a atrs da mesa de arte que chamava, insegura, de sua. Ela se apaixonou pela bolsa e sua me, sem sequer 
tentar pechinchar, rapidamente lhe deu as duzentas coroas checas que o vendedor queria por ela, como se sua disposio de comprar uma bolsa para Jenny a tornasse 
uma me menos negligente depois de basicamente abandonar Jenny e Dan quando eles eram crianas. Jenny adorava a bolsa, apesar de ser um suborno, apesar de ser um 
tanto esculhambada e no estar l muito na moda. Depois de sua primeira semana na Waverly, Jenny se via menos preocupada com o que os outros pensavam que era descolado. 
Algo no modo como transformara o grito de torcida do Sbado Negro para proveito prprio, em vez de desmaiar de vergonha, deu-lhe poder e ela de repente achava que 
podia fazer o mesmo com tudo, caso se decidisse a isso. Quem ligava se sua bolsa era meio largada e tinha cara de Bloco Oriental?No dia anterior a Sra. Silver convidou 
Jenny, Easy e Alison Quentin para fazer um curso avanado de retratos s quartas-feiras. A aula era principalmente de veteranos, ento Jenny se sentia especialmente 
orgulhosa. Tambm no doa o fato de que ia ter outra aula com Easy.Jenny foi at o armrio de suprimentos dos alunos e pegou o bloco de desenho enorme e novo na 
prateleira com a etiqueta HUMPHREY em sua caligrafia elegante. No pde deixar de sorrir ao ver o nome de Easy na prateleira dele, em carvo sujo, as letras escuras 
e manchadas j desbotando na etiqueta branca.- Que bom que pde se juntar a ns, Sr. Walsh - a Sra. Silver recebeu Easy enquanto ele se arrastava para a sala e 
ela fechava a porta do armrio.
- O prazer  todo meu.-Easy deslizou para a banqueta ao lado de Jenny, fitando-a pelo canto dos olhos azuis brilhantes. Era uma glria estranha, uma sacanagem, como 
se algum balanasse uma fatia de pizza de queijo e pepperoni sob seu nariz e ela estivesse de dieta. Qual era o problema dela? No sabia se ele e Callie ainda estavam 
juntos mas, de qualquer forma, Callie era sua colega de quarto. - Oi - sussurrou ele, mal podendo ser ouvido.- Oi - sussurrou Jenny tambm. O que ela estava fazendo? 
Tinha que se obrigar a parar de paquerar Easy. Concentre-se em sua arte, em qualquer coisa!- Acho que todos vocs dominaram as propores bsicas do rosto, trabalhando 
com um espelho e seus prprios reflexos. -A Sra. Silver, a grisalha mame-noel-que-virou-hippie, sorriu gentilmente para a turma.-Agora, gostaria que trabalhassem 
na captura da semelhana do rosto de outra pessoa. Estas duas filas, formem pares com quem estiver ao lado... - Ela apontou a fila de Jenny e Easy. - E essas duas...Jenny 
no ouvia mais. Easy j estava virando sua mesa de frente para ela. Era quase como se todos no mundo tivessem se unido para tentar tortur-la.- Quem vai primeiro?-perguntou 
ele, o lpis j rabiscando o papel.- Eu vou primeiro - disse Jenny, que ainda no estava pronta para ter seu rosto desenhado. Ela corava como uma idiota o tempo 
todo. Alm disso, no queria que ele comeasse a comparar sua aparncia com a de Callie, ela jamais seria preo. Callie era o tipo de garota que ficava totalmente 
atraente s de aparecer no treino de hquei e passar algumas horas suando. Callie era linda. Jenny olhou seu corpo nada-perfeito com o peito desproporcionalmente 
grande e se perguntou novamente por que ele chegava a pensar em deixar de fazer parte de um casal to glamouroso para ficar com uma menina mais de trinta centmetros 
mais baixa do que ele. Eles pareciam aberraes!
- T legal, mas nunca fui modelo antes, ento posso no ser muito bom nisso. - Ele parecia meio constrangido com a situao, batendo os dedos nervosamente na mesa 
de desenho.- Est tudo bem; no precisa posar, nem nada. -Jenny riu.-Pode falar ou desenhar, se quiser, desde que no se mexa muito. E mantenha a cabea erguida.Easy 
olhou nos olhos dela e um sorriso lento se espalhou por seu rosto.- Tudo bem, chefe.Ela olhou o papel e comeou o esboo preliminar do contorno de sua cabea com 
um toco de carvo de videira, mas seus olhos foram atrados de imediato para o rosto dele. Com apenas algumas olhadas no papel enquanto desenhava, Jenny analisou 
suas feies mais de perto do que fizera antes, apreciando a pequena elevao no nariz, o modo como os olhos azuis e grandes se viravam nos cantos, as orelhas levemente 
desiguais e projetadas para fora. O papel se encheu rapidamente.- Muito bom - disse a Sra. Silver de trs da mesa de Jenny. - Excelente... Turma, esto vendo como 
Jenny mantm os olhos no rosto de Easy, sem se enterrar no papel? Quero que se concentrem no que esto vendo, e o desenho simplesmente acontecer.Perfeito, pensou 
Jenny. Mais mensagens confusas - ela no consegue tirar os olhos de Easy e ainda  elogiada por isso.- Quase se atrasou hoje - observou Jenny, querendo dar um fim 
ao silncio entre eles, depois que a Sra. Silver passou ao par seguinte. Sentia uma coceira no nariz, mas no queria coar porque seus dedos estavam pretos de carvo.- 
Sa com Credo. O clima estava to bom que eu quis cavalgar o mximo possvel. - A cara de Easy sempre se iluminava quando ele falava da gua. Jenny foi criada com 
muitas meninas cujas famlias tinham casas e estbulos em Westchester e Connecticut, e que falavam de seus saltadores premiados como se estivessem apaixonadas por 
eles ou coisa assim. Talvez seu pai anarquista tenha lhe incutido isso, mas ela sempre as achou meio pretensiosas demais, com suas calas de montaria e botas de 
hipismo. Ou talvez ela s tivesse inveja.
- Nunca montei num cavalo - admitiu ela, virando outra pgina do bloco e comeando um novo desenho. Ela trocou o carvo de videira por um lpis macio e comeou a 
trabalhar no formato dos olhos dele para ter uma desculpa para olh-los.A boca de Easy se abriu.- T brincando? Jenny deu de ombros.- Sou de Nova York. Acho 
que dei uma volta num pnei uma vez, numa feira. Uma mulher me conduziu num crculo. No sei se isso conta. -Jenny tombou a cabea de lado e sorriu. - Pra falar 
a verdade, deve ter sido um burrico.Easy riu.- H uma grande diferena. - Ele passou a mo no cabelo, deixando os cachos ainda mais desordenados do que o de costume. 
Olhou timidamente para Jenny. - Bom, pode vir comigo um dia desses. Se voc quiser. -Ele deu de ombros, como se no tivesse certeza se ela estaria interessada. - 
Credo  muito gentil com iniciantes.Jenny se concentrou nos olhos desenhados a lpis em seu papel em vez de naqueles no rosto de Easy. Por que ele estava fazendo 
isso com ela?- Gostaria muito... - Ela respirou fundo e o olhou, baixando o tom de voz para que ningum pudesse ouvir. - Mas, hummm, o que  que t rolando entre 
voc e Callie? Esto juntos ou no? Porque... -Ela parou.Easy pareceu surpreso e aturdido.- No, Callie e eu no somos mais... - ele parou, sem saber o que eles 
eram. Easy pegou o apagador amassado e comeou a brincar com ele como se fosse massinha de modelar, esticando-o at quebrar, depois rolando para unir os pedaos. 
- Acho que ns dois sabemos que as coisas acabaram... S no  oficial, pelo menos tecnicamente.Jenny sentiu o peito se estreitar numa combinao de excitao com 
a possibilidade de ficar com Easy e o medo de Callie descobrir.
- S no acho que seja uma grande idia passarmos muito tempo juntos antes que vocs, bem, terminem oficialmente. -Jenny se surpreendeu por dizer isso. Ela at continuou 
desenhando enquanto falava, capturando o modo como os olhos se enrugaram quando ele tentou no sorrir. - Ela  minha colega de quarto e no quero que as coisas fiquem 
esquisitas. - Mais esquisitas do que j esto, acrescentou ela em silncio.- Olha, eu entendo totalmente.-Easy estendeu a mo por sobre as mesas e puxou a ponta 
do bloco de desenho de Jenny para que ela olhasse para ele. - No quero causar problema algum para voc.Ela desenhou levemente os cachos soltos que emolduravam 
o rosto de Easy.-Eu sei. -Jenny percebeu uma coisa presa no cabelo dele e, sem pensar duas vezes, inclinou-se na mesa na direo de Easy com o cuidado de no tocar 
o papel com os peitos e manchar os desenhos. Ele se inclinou um pouco para ela e Jenny teve certeza de que estava corando ao pegar um pedao de folha de uma das 
mechas grossas e escuras. Ela a ergueu para que Easy a visse.- Queria saber mesmo o que voc estava fazendo-disse Easy, parecendo meio decepcionado, como se pensasse 
que ela estava... O qu? Indo beij-lo? Arrepios cobriram os braos nus de Jenny, embora o prdio de artes sempre estivesse a uns mil graus por causa dos fornos. 
- Fui ao bosque hoje de manh - disse ele misteriosamente.-  mesmo? Como foi? - Ela adorava a idia de que Easy era meio selvagem, como um duende das matas ou 
coisas assim, s que no do tipo que usa calas apertadinhas de gay. Jenny olhou para cima ao ouvir a porta se fechando. Ela meio que se esquecera de onde estava. 
Alunos saam, armados com seus desenhos, para passar spray fixador. Quer dizer que a aula j estava quase acabando? Como isso aconteceu? Ela olhou a mesa e viu que 
tinha desenhado um monte de esboos de Easy.- Gosto de pintar ali.  tranqilo. Tem um lugar timo.
- Easy bocejou e se espreguiou, olhando a sala de artes enquanto os alunos comeavam a empurrar as mesas de desenho para seus lugares de origem, os ps de metal 
guinchando no piso de madeira. - Pretendo voltar l amanh. Quem sabe voc no quer ir? - Os penetrantes olhos azuis de Easy encontraram os de Jenny e ela tentou 
entender o que ele estava perguntando. Amanh? Isso queria dizer que ele terminaria com Callie... hoje? De repente parecia que tudo estava acontecendo rpido demais. 
Seria rpido demais?At parece que ela se importava.- Quero. Gostaria muito.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: EasyWalsh@waverly.eduDe: CallieVernon@waverly.eduData: 
Quarta-feira, 11 de setembro, 15:55hAssunto: Re: EstbulosRecebeu meu ltimo e-mail? Te vejo s cinco!Beijos e talvez mais...BjsC............................................
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AS WAVERLY OWLS DEVEM LAVAR A ROUPA SUJA A PORTAS FECHADAS.Easy se espreguiou na cama e ouviu os sons dos rapazes voltando do treino, as vozes cheias de adrenalina 
ecoando pelo alojamento enquanto eles iam para os chuveiros, preparando-se para o jantar. Alan, seu colega de quarto, sara para jantar com os pais no Petit Coq, 
provavelmente se embebedando de vinho tinto com eles. Easy aumentou o volume do iPod e deixou que o som dos White Stripes enchesse seus ouvidos. Estava dispensado 
da prtica obrigatria de esportes graas a Credo, e teria sado para cavalg-la esta tarde se no estivesse evitando Callie. Ele no sabia o que exatamente tinha 
mudado entre eles, mas h um ano ele no teria conseguido tirar as mos dela. Teria agarrado a oportunidade de passar um tempo agradvel antes do jantar aconchegando-se 
na privacidade dos estbulos; agora nem sequer podia encarar a possibilidade de responder a seus e-mails ou mensagens. Qual era o problema? Por que ele estava sendo 
to baixo?Porque ele conheceu Jenny. Easy sorriu para si mesmo ao pensar nela. Era inevitvel que contasse a Callie, mas ser que no podia adiar mais um pouquinho?O 
som de saltos altos tilintando pela escada de mrmore do alojamento podia ser ouvido acima do som da guitarra de Jack White.- Droga - murmurou Easy. Estava na hora. 
Ele desligou a msica.A porta se abriu e ali estava Callie, em toda sua fria, linda e um tanto desordenada, como uma debutante desprezada.
- O que est fazendo aqui? No recebeu minhas mensagens? - Sua plpebra esquerda tremeu um pouco, como sempre acontecia quando Easy a deixava bem irritada. Ele tentou 
no sorrir. Ainda a amava. Sempre amaria. Em especial quando ela estava puta. - Sa do treino de hquei mais cedo para poder me encontrar com voc, e voc nem se 
deu ao trabalho de aparecer? - O cabelo de Callie estava puxado para trs numa fivela e ela claramente levara algum tempo arrumando-o para ele depois do treino. 
Ela parecia meio limpa e elegante demais, com a saia de l cinza e curta, cala de stretch preta e botas de hipismo de couro preto de saltos gatinha. Pelo que Easy 
sabia, ela desistira de cavalgar quando tinha sete anos, embora ele tenha tentado, e muitas vezes, faz-la montar em Credo. O cheiro de xampu lembrou Easy dos sales 
onde sua me e todas as namoradas dele passavam tardes inteiras transformando o cabelo e o rosto numa coisa totalmente irreconhecvel.- Desculpe, eu sinto muito-disse 
ele de um jeito pouco convincente. Ele se sentou, percebendo como Callie ficava deslocada no desastre que era seu quarto. Cueca samba-cano e jeans amarfanhados 
cobriam o cho, e uma casca de banana estava em cima de sua cmoda de oito gavetas, no nvel do rosto de Callie.Ela viu, mas ignorou.
-  s o que pode dizer? Voc sente muito? - Callie tirou a fivela do cabelo e sacudiu a cabea para que as mechas louro-arruivadas cassem em ondas pesadas em seus 
ombros, algo que em geral deixava Easy louco. Ela olhou em seus conhecidos olhos azuis, tentando entender o que havia de diferente neles. Era o modo como ele olhava 
para ela? - Pera. Voc sente muito por me dar um bolo ou... - O corao de Callie comeou a martelar com tanta fora que parecia que ia sair do peito. Ao correr 
dos estbulos at o alojamento dele, ela estava furiosa, pronta para dar um murro na cara de Easy, mas pronta tambm para aceitar as explicaes ou desculpas dele, 
desde que fossem bem doces e com muitos beijos para amaciar tudo. Agora parecia que o amaciante era a ltima coisa que passava pela cabea dele.- No posso fazer 
mais isso, Callie - murmurou ele delicadamente para a parede.- No pode fazer o qu? Ficar comigo? - Ela sufocou um soluo de choro. No ia chorar. Isto no acabou. 
- Do que voc est falando? - Se pelo menos pudesse encontrar alguma coisa para dizer, ela sabia que podia se sair melhor dessa. Daqui a alguns minutos eles se beijariam 
e estariam se agarrando.- Voc sabe que as coisas no andam boas com a gente - ele hesitou. Porra, no que  que ele se meteu?- No  verdade. Somos timos juntos. 
- Ela atirou o cabelo no ombro e manteve o tom leve. -  s que...  o comeo do ano. As coisas esto estressantes. Vai melhorar, eu prometo.Easy sacudiu a cabea 
devagar. Callie sabia que ele tentava no olhar para ela.- No est dando certo - disse ele em voz baixa, brincando com os botes do iPod. - No finja que no percebeu. 
Se estivesse tudo timo, voc no teria ficado com o merda do Heath Ferro no sbado.
- Ns no ficamos-protestou Callie, a mente disparando, j tentando decidir que ttica usar. O quanto ele realmente vira? Talvez ela devesse se fazer de desentendida. 
Mas parte dela inchava de raiva. Sim, ela estava bbada e participou do jogo da garrafa, mas o motivo para ela tomar um porre, antes de tudo, foi que estava irritada 
com Easy, ento ele na verdade devia ser mais compreensivo. Era s um jogo.Easy a fitou.- Isso no  desculpa. - Ele passou a mo suja de tinta nos cachos despenteados.- 
Olha, Easy, sei que as coisas tm estado difceis desde, bom, desde a Espanha e tudo. - Ela pensou na noite na Espanha em que lhe disse que o amava e ele praticamente 
perguntou o que eles iam comer no jantar. - Mas podemos consertar isso. - Callie se sentou ao lado dele na cama, colocou a mo em seu joelho e tentou parecer o mais 
convincente que podia. Projetou o lbio inferior do jeito que sempre fazia com que seu pai duro cedesse e lhe desse o que ela queria.Easy soltou um suspiro pesado, 
como se estivesse prestes a dizer alguma coisa que ele sabia que Callie no queria ouvir. No diga isso, pensou Callie.- O caso  o seguinte - comeou ele. - No 
quero consertar nada. - Ele olhou a mo dela em seu joelho como se desejasse que ela se afastasse. Depois olhou direto para ela, os olhos azuis frios e srios.Ela 
retirou a mo e se colocou de p abruptamente. -  por causa da Jenny, no ? - ela praticamente gritou. - Na verdade, no - respondeu ele lentamente. -  por 
causa da gente.Na verdade, no? Na verdade, no? Como assim, era mais ou menos isso?- No acredito que est terminando comigo para ficar com aquelazinha... aquela... 
pstula! - Callie guinchou. - Como se atreve!- No  isso, Callie.-Easy mantinha a voz baixa e lenta em resposta  histeria crescente de Callie. Ele sabia que ia 
ficar um horror. Callie tinha uma tendncia a se desestruturar como uma menina de cinco anos quando no queria encarar alguma coisa.
Callie semicerrou os olhos castanhos para ele.- Ento agora voc est a fim dela?- Pra com isso. - Easy apertou os punhos nas tmporas. Isto no fazia parte de 
sua conversa de terminar-com-Callie. Quaisquer que fossem seus sentimentos por Jenny, no tinham nada a ver com Callie. - No se trata de ningum, mas de voc e 
eu.Callie assentiu violentamente.- Ah,  claro. Claro que no. Imagino que o desejo com que Jenny se atirou pra cima de voc no tenha nada a ver com isso. - Ela 
cerrou os punhos. - Aquela puta!Easy se levantou. E ela vem me falar de puta.- Como pode ficar rotulando as pessoas desse jeito? Ser que voc se lembra de como 
eu e voc ficamos juntos, ou bloqueou isso da sua cabea?Easy viu, pelo modo como o rosto de Callie paralisou, que no foi uma boa idia lembrar a Callie de que 
ela largou Brandon como um peso morto para ficar com ele. Ele sempre se envergonhou do modo furtivo como ficaram juntos, pelas costas de Brandon e na frente de toda 
a populao da Waverly. Na poca, ele e Callie tinham uma qumica to natural que tudo parecia bem e at meio romntico. Mas agora era s mais uma coisa que o incomodava 
no relacionamento dos dois.- Sem dvida voc se esforou muito para tirar as mos da minha saia naquela noite! - gritou Callie.Easy tentou baixar o tom de voz, 
percebendo, pela primeira vez, que a porta ainda estava aberta.- Eu sei. -Ele deu de ombros, querendo poder abraar Callie e fazer com que tudo ficasse bem. - Desculpe 
por ter ressuscitado esse assunto. Ns dois estvamos errados. Vamos deixar os outros fora disso, t legal? - Porra, era por isso que ele odiava discusses. Tudo 
ficava embolado em sua cabea e ele acabava vomitando coisas que eram menos importantes e se esquecendo das que importavam. - S no acho que ainda damos certo. 
Ns mudamos.  s isso.
Agora todo o corpo de Callie tremia e por um momento Easy pensou que ela estava prestes a cair em prantos, o que ele no ia agentar. T legal, Callie manipulou 
ele e Jenny. Mas ele no ia... no podia... mago-la. S queria fazer com que ela entendesse. Mas talvez isso fosse pedir demais, uma vez que ele mesmo no entendia 
muito bem.Mas em vez de explodir em lgrimas, Callie ajeitou o cabelo e virou o corpo para a porta.- Claro. Tudo bem. T legal. Entendi. - Sua voz agora era aguda 
e fingia alegria, como o animador infantil de um cruzeiro ao qual os pais de Easy conseguiram arrast-lo uma vez. - Acabou. No tem problema.Callie olhou por sobre 
o ombro e abriu um sorriso murcho para Easy, o nico cara que amou de verdade. Prendendo a respirao enquanto disparava escada abaixo, saiu do Richards antes de 
desabar em lgrimas no ptio gramado.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................RyanReynoIds: Soube dessa? Parece que o Walsh j era.TeagueWilliams: 
A Callie est puta por ele avanar DEMAIS na garota nova dos peites.RyanReynoIds: Ah, ? No brinca.................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................EmilyJenkins: Acabo de ver C andando pelo ptio com a maquiagem 
manchada na cara. T rolando o qu?AlisonQuentin: EZ terminou com ela.EmilyJenkins: Num brinca...AlisonQuentin: . Pela Jenny.EmilyJenkins: Ih, o quarto 
303 t esquisito!................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................HeathFerro: A, gostosa, sabe da ltima?TinsleyCarmichael: 
J soube do seu apelido, Pnei.HeathFerro: No, engraadinha. Easy acaba de dizer a Callie que acabou. Foi bem ruim.TinsleyCarmichael: Mas que porra. Ela t 
legal?HeathFerro: Vc sabe q Walsh no  nada especial. Soube q ele no  isso tudo mesmo, mas talvez vc tenha a resposta para isso.HeathFerro: Ei!HeathFerro: 
Eiiiiiii!................................................
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UMA WAVERLY OWL AJUDA A COLEGA DE QUARTO A ASSOAR O NARIZ, APESAR DA SUJEIRA QUE ISSO FAZ.Callie atravessou o ptio numa nvoa, sabendo que parecia sada de um 
filme de terror com a maquiagem escorrendo por toda parte, mas tambm estava distrada demais para ligar para isso. Parecia que seu corao tinha sido atirado por 
uma janela do ducentsimo andar e se espatifado na calada, e sua aparncia era bem adequada  situao. At sua perfeita saia de l Faonnable agora parecia ridiculamente 
curta, e as botas de hipismo de saltos gatinha Chloe, compradas na esperana de inspirar Easy em alguma fantasia de instrutor de hipismo sexy, pareciam insuportavelmente 
piranhudas.Callie podia sentir os olhos de todos em cima dela mas, ao contrrio do que se acredita comumente, ela no ficava  vontade sob os refletores. Uma das 
mximas que a me de Callie repetia com freqncia era Jamais deixe que a vejam chorar. Callie ficou grata por ser mandada a um internato no primeiro ano, trs anos 
antes de a me ser eleita governadora, pelo menos para escapar de ser lembrada diariamente da importncia da postura e da pronncia corretas. Basicamente, os pais 
de Callie perderam toda sua adolescncia, mas ela provavelmente estava melhor assim, graas a isso. Agora ela odiava ficar em casa, se  assim que se pode chamar 
a manso neogrega de mais de trinta cmodos inteiramente decorada com mobilirio da poca da Guerra Civil com ar de museu e um monte de coisas que pertenciam ao 
estado da Georgia, e no a eles.Quando Callie abriu a porta do quarto 303, Tinsley estava sentada  mesa, o iBook branco aberto e os dedos digitando furiosamente, 
uns culos de leitura de plstico preto comprados em Milo empoleirados em seu nariz perfeito.
- Qual  o problema?  o Easy?-perguntou ela. Estava descala, vestindo cala de smoking preta Parameter e uma camisetinha preta Juicy Couture, que mostrava uma 
parte da barriga cncava, o cabelo preto puxado para trs numa trana frouxa. Parecia uma menina que nem em um milho de anos levaria um fora, uma coisa que Callie 
no podia mais alegar.Callie explodiu em lgrimas de novo.- Ele terminou comigo! - gemeu ela, ainda incrdula, mas j resignada. Levei um fora. Levei um fora de 
Easy Walsh, repetia ela em sua cabea, como se a repetio pudesse tornar tudo mais compreensvel.Pela cara de Tinsley, Callie podia ver que ela j estava preparada 
para o desastre.  claro que as pessoas j estavam fofocando. Easy provavelmente tinha um f-clube clandestino esperando para espalhar a novidade no segundo em que 
ele ficasse solteiro de novo.- Por qu? Por que ele faria isso?-Tinsley pegou a caixa de lenos de papel na mesa-de-cabeceira e a levou para Callie. Com Brett to 
envolvida na prpria vida e seu caso de amor com o Sr. Dalton, Tinsley era a nica amiga de verdade que Callie tinha.- Porque ele no gosta mais de mim. - Callie 
pegou um leno e secou o rosto. - No sei. Porque ele me acha repulsiva?- Voc sabe que est sendo ridcula. - Tinsley apertou o ombro de Callie com a mo bem-cuidada. 
-Ele no vai achar ningum mais linda do que voc, nem que passe os prximos cinqenta anos procurando. Nem imagino o que ele est pensando. Deve ter enlouquecido. 
- Ela sacudiu a cabea de descrena, como se Easy terminar com Callie fosse to incompreensvel para ela quanto o ltimo simulado que todos tinham que fazer. Isso 
fez com que Callie se sentisse um pouquinho melhor.
- Tem razo - concordou Callie, imitando o senso de indignao de Tinsley. - Que babaca. - Parecia um pouco melhor ficar com raiva em vez de arrasada. Easy que se 
foda. Foda-se a an da Jenny. Foda-se a merda qualquer que h entre eles. Ela se sentou na cama e tirou as botas pesadas. Elas deixavam suas pernas magrelas demais.- 
A gente devia faz-lo pagar por isso - disse Tinsley de um jeito diablico. Seus olhos violeta cintilaram como se ela mesma tivesse sido largada. Ela sempre foi 
boa em planos, projetos e tramas, e a idia de planejar a vingana da namorada magoada lhe deu uma pontada de empolgao. Os pais dela foram louca e lindamente apaixonados 
por mais de vinte anos, ento Tinsley tinha uma noo do que devia ser o amor e no gostava de ver as pessoas abusando dele.- T legal - respondeu Callie, esperando 
que talvez Tinsley conhecesse uma espcie de feitio que pudessem lanar em Easy para deix-lo sem atrativo algum para as mulheres. Uma coisa que fizesse seu cabelo 
escuro e crespo comear a crescer por todo o corpo at que ele ficasse um King Kong.- De qualquer forma, voc  boa demais para ele. Ele fede a cavalo.Callie gemeu 
e seus olhos castanhos se encheram de lgrimas de novo. Ela adorava o cheiro de Easy. Lembrava-lhe de quando era criana e costumava cavalgar.Tinsley acendeu um 
cigarro e passou a ela.- Voc precisa tir-lo da cabea. Pense em outras coisas.
- Falar  fcil. - Ela puxou a fumaa para os pulmes. Tinsley se sentou, no estilo indiano, ao lado de Callie na cama. Ela fazia ioga diariamente e era a pessoa 
mais flexvel que Callie conhecia. Sem nem mesmo perguntar, ela pegou a escova de cabelo de Callie debaixo da cama e comeou a escovar o cabelo comprido e arruivado 
da amiga, algo que sempre fazia no ano passado. Tinsley foi gentil, segurando a cabea de Callie no lugar com uma das mos enquanto penteava as mechas com a outra. 
Era um gesto meigo, e Callie quase comeou a chorar de novo. Meigo no era uma palavra que a maioria das pessoas associava com Tinsley, mas ela podia ser incrivelmente 
terna quando queria.- Vi os caras saindo do bosque ontem, cheios de segredos com alguma coisa. - Tinsley mudou de assunto, trabalhando em um n na nuca de Callie.Callie 
inclinou a cabea para trs, adorando a sensao de algum escovando seu cabelo. Era to tranqilizador como fazer as unhas dos ps.- Alguma coisa de homem? - perguntou 
ela sonhadoramente.- , quando eles batem no peito e fingem que so animais e no tm dever de casa de clculo para fazer. - Tinsley ainda estava meio amargurada 
por ter sido excluda de tudo, e sair com os meninos era sempre divertido. Agora ela s teria que criar sua prpria diverso. - Vamos mostrar a eles. Vamos criar 
nosso prprio clube. S que o nosso vai ser mais inteligente e mais sexy. - Era possvel ouvir a excitao em sua voz, e era contagiante. - A gente podia ter uma 
sociedade secreta.- Nenhum daqueles babacas ia entrar-disse Callie com firmeza. Seria divertido se afastar de meninos imbecis por um tempo. -E tambm no seriam 
permitidos namorados. Sabe como , eu no fico sozinha h um tempo... Antes de Easy, foi o Brandon. E antes do Brandon, foi...- Ethan Lasser! - disse Tinsley com 
a voz anasalada, zombando do sotaque de Long Island de Ethan. - Ele no pediu transferncia para Deerfield quando voc terminou com ele, de to arrasado que ficou?
Callie riu de novo e deu outro trago no cigarro. Tinha que admitir como era timo ter Tinsley de volta. Mesmo que parecesse a porcaria de uma modelo, ela sabia como 
fazer a gente rir. - Bom, no sei se foi por isso que ele saiu. Mas eu arrasei mesmo com o cara.- Sabe o que voc ? Uma namoradora serial. Voc s tem relacionamentos 
longos e vai de um a outro sem parar para olhar em volta. - Tinsley atirou a escova na cama e deu um tapinha afetuoso na cabea de Callie antes de se deitar ao lado 
dela. - Precisa dar um tempo. Ficar menos sria por um tempinho.Para ela, era fcil falar. Tinsley ficava entediada com um cara depois de vinte minutos seguidos 
na companhia dele. Ela no queria isso - Tinsley era s uma vtima de pequenos surtos de paixo que terminavam com a mesma rapidez com que comeavam. Mas talvez 
Tinsley tivesse razo. Talvez fosse bom para Callie ter s umas ficadas em vez de namorados de longo prazo.- Namorado - disse Callie devagar, como se tentasse deduzir 
a raiz latina da palavra. - Namorado. Que palavra esquisita, feia, totalmente sem graa!- Est vendo? Os namorados so deprimentes. - Tinsley rolou de costas, o 
cabelo preto como um halo escuro em volta da cabea. - Voc sempre se preocupa com onde eles esto, com quem esto, o que esto fazendo, blablabl!- Exatamente! 
- Callie riu, depois suspirou. Na verdade, neste exato momento s o que ela queria saber era onde estava o babaca do Easy Walsh e, mais importante, com quem ele 
estava. - Voc est certa.- Foi bom Brett j ter se livrado do Jeremiah.Callie hesitou por um minuto, perguntando-se se estaria errada em mencionar Eric Dalton. 
Ela se sentia mal por esconder algo de Tinsley no meio de toda essa camaradagem de irms.- Bom, Brett meio que est vendo algum. Ela no te contou nada?- No. 
- Tinsley estava meio decepcionada por Brett no ter dito nada a ela, mas no queria demonstrar isso. - Ainda no tivemos a oportunidade de colocar as coisas em 
dia.
- Ela pegou um gloss Guerlain KissKiss do bolso e passou nos lbios. - Quem ela est vendo?Callie deixou Tinsley sofrer por um momento antes de responder com seu 
sotaque arrastado da Georgia, lenta e teatralmente:- Eric. Dalton.- Quer dizer que  pra valer? - Tinsley pulou da cama. Ento os boatos eram verdade. Brett pegou 
um professor? Um professor total e deliciosamente gato. Tinsley imaginou que ela seria a primeira a ficar com um professor, e no Brett. Mas, para ser justa, Brett 
era meio do tipo que agradava a um professor. Com o cabelo vermelho radical e um monte de brincos na orelha, Brett parecia mais vivida do que realmente era. Uma 
compensao total por ser uma V-I-R-G-E-M completamente inocente. Brett alegava ter perdido a virgindade na Sua ou coisa assim, mas Tinsley viu na hora que era 
mentira. - Eles esto dormindo juntos?- No. - Callie pensou um pouco em como estivera pronta para dormir com Easy, como praticamente implorara a ele por isso e 
ele simplesmente no se interessara. Mas Brett no voltara para casa na noite passada e no dera explicao alguma, ento deve ter estado com o Sr. Dalton. Callie 
tinha certeza de que ela teria dito alguma coisa se eles tivessem transado. Como se podia guardar segredo sobre isso? - No acho que eles tenham feito ainda.- Bom, 
parece que amanh vou ter que dar uma olhada de perto no namorado dela. - Tinsley se recostou no travesseiro, parecendo extremamente satisfeita consigo mesma. - 
Ele  meu orientador.- Sorte sua. - Callie sabia que alguma coisa estava fermentando na mente de Tinsley. Era quase um alvio que Tinsley estivesse do lado dela. 
Pelo menos por enquanto.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................EmilyJenkins: B, est no seu quarto?BrettMesserschmidt: No. 
Escondida na biblioteca. Que ?EmilyJenkins: Vc gosta da sua colega Jenny, n?BrettMesserschmidt: Gosto, ela  legal.EmilyJenkins: Ento quer que ela fique 
viva?BrettMesserschmidt: Do q vc est falando?EmilyJenkins: Bom... EZ acaba de terminar com C e todo mundo ouviu o cara gritar sobre J.BrettMesserschmidt: 
Kd a Callie agora?EmilyJenkins: Acho que voltou para Dumbarton.BrettMesserschmidt: Eu devia contar a Jenny, n?EmilyJenkins: Era a que eu ia chegar...BrettMesserschmidt: 
Merda.................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................BrettMesserschmidt: Oi J, kd vc?JennyHumphrey: Vendo meu mail 
no laboratrio. Vc t bem? Como foi ontem  noite...?BrettMesserschmidt: Bom. Olha... Easy terminou com a Callie.JennyHumphrey: Humm...BrettMesserschmidt: 
Todo mundo diz que foi por sua causa. Callie acha isso.JennyHumphrey: Jia.BrettMesserschmidt: . Ento vc pode querer, bem, escapulir depois do toque de recolher...JennyHump
hrey: Obrigada por me contar. Vai evitar o quarto tb?BrettMesserschmidt: Pode apostar que sim.................................................
10
AS WAVERLY OWLS DEVEM ENCONTRAR UM INTERESSE EM COMUM COM SEUS ORIENTADORES.Na manh de quinta-feira, Tinsley demorou-se a caminho do Stansfield Hall para sua 
primeira reunio com o novo orientador, o famoso Sr. Dalton. No tomou cuidado especial algum para se vestir naquela manh -era fcil parecer espontnea quando metade 
de suas roupas era feita especificamente para voc - e escolheu sem pensar uma roupa bem casta. A blusa fina e branca de mangas soltas estilo anos 1950 e a saia 
estreita Tocca chocolate com margaridas bordadas pareciam,  primeira vista, muito adequadas. At que voc percebesse a fenda que revelava a maior parte da coxa 
perfeitamente magra e como as linhas do suti vermelho Blumarine podiam distrair, vistas atravs do chiffon delicado sempre que Tinsley se mexia de uma determinada 
forma, o que podamos ter certeza de que ela ia fazer. At os escarpins de camura roxa Miu Miu implicavam sensualidade reprimida, o que Tinsley sabia que era muito 
mais sedutor do que a sensualidade patente.Seu pai era um homem de negcios que viajava pelo mundo, sempre envolvido em dezenas de empreendimentos multinacionais, 
investindo em empresas que o levavam a lugares como a Cidade do Cabo, Beijing e Oslo. A me de Tinsley era fotojornalista e ex-modelo, meio portuguesa, meio dinamarquesa, 
uma combinao tnica que por acaso era uma das mais agradveis esteticamente e da qual Tinsley herdara os inacreditveis olhos violeta. Os pais a tratavam como 
adulta desde que ela comeou a falar, ento ela sempre se sentia  vontade com gente mais velha - eles falavam rpido e agiam mais rpido ainda, e era assim que 
ela gostava de se sentir viva, na maior velocidade possvel. Chiedo, seu intrprete e guia no vero, devia ter 25 anos, embora nunca ocorresse a Tinsley perguntar 
a ele. Eric Dalton, se ele acabou de se formar na Brown, no podia ter mais de 22. Isso no era nada.
Afinal, quando ela o conheceu na capela, ele praticamente babou. Tinsley podia ter se sentido culpada se Brett realmente lhe dissesse o que estava havendo entre 
eles, mas se Brett pensava que ela no sabia e no pretendia contar nada, Tinsley tinha todo o direito de paquerar o Sr. Dalton o quanto quisesse. E pronto.Ela 
ouviu uma msica de Billie Holiday tocando por trs da porta fechada da sala. The very thought of you and I forget to do... those ordinary things... Ela o imaginou 
diante de seus CDs, tentando decidir qual seria a melhor trilha sonora para sua primeira reunio oficial. Billie Holiday era uma deciso ousada - porque ela era 
to jazz clssico que no podia ser considerada inadequada de jeito algum, e no entanto sua voz rouca e dramtica era to patentemente sexy que tinha que revelar 
alguma coisa sobre as maquinaes do Sr. Dalton. Ela ainda no o conhecia e j lia sua mente.O Sr. Dalton abriu a porta e Tinsley se sobressaltou novamente com 
a beleza dele. Seu cabelo estava molhado, o que de imediato conjurou imagens de Dalton saindo do chuveiro e pegando uma toalha muito pequena. Ele tinha cheiro de 
loo ps-barba Polo, e Tinsley se viu desejando tocar seu rosto macio e recm-barbeado.- Tinsley Carmichael.  timo v-la novamente. - A voz era grave e muito 
profissional, mas este era claramente o ponto alto do dia de Dalton. Para onde ele iria depois dali? Tentar ensinar calouros entediados a se importar com Tucdides 
e Herdoto e todos aqueles historiadores tremendamente antigos? Uma reunio ntima com a aluna linda era sem dvida a maneira perfeita de comear o dia.- Oi, Sr. 
Dalton. - Ela entrou na sala abarrotada, adorando tudo nele e adorando ele.Ele gemeu uma angstia fingida.
- Eric, por favor.-Ele indicou a poltrona de couro diante de sua mesa e Tinsley se sentou, alisando a saia e cruzando as pernas num gesto elegante e nico. Eric 
fingiu no perceber a fenda na saia e se sentou atrs da mesa. Remexeu numa pilha de pastas antes de puxar uma e abri-la. - Sempre achei que os alunos deviam poder 
chamar os professores pelo nome. Isso os deixa mais humanos. E faz com que eu me sinta menos velho.Tinsley no tinha dificuldades para pensar em Eric como humano 
- e um humano saudvel, homem de sangue muito vermelho. Talvez ela adquirisse um interesse maior por histria antiga se Eric fosse professor dela.Ele sorriu para 
ela.- E ento, como vo as coisas desde que voltou para a Waverly?Pergunta vaga, pensou ela. Que coisas? As aulas? Os meninos? Colegas de quarto irritantes?- 
Bem.  bom voltar. - Embora fosse empolgante viajar pelo mundo com os pais, havia algo de tranqilizador em estar de volta a Waverly, ao lugar em que ela sabia como 
deixar os professores tontos, entregar artigos nota A sobre Nathaniel Hawthorne em menos de uma hora e onde a comida no era to extica que beirava o incomvel.Ele 
se inclinou na direo dela.- Como seu orientador, devo ficar de olho em voc, garantir que coisas como o incidente do ecstasy no aconteam novamente. - Eric olhou 
severamente por um momento e Tinsley sabia que ele estava se divertindo, fingindo intimid-la.Ela assentiu com humildade, tentando parecer arrependida.- No vai.- 
timo - disse Eric, parecendo satisfeito. - Faz parte de meu trabalho cuidar para que voc fique no caminho certo.- No caminho certo?-perguntou Tinsley. -Achei 
que haveria mais de um.- Para voc, tenho certeza de que h - disse Eric com um sorriso, revelando um branco de creme dental que lembrou Tinsley de quando tinha 
11 anos e costumava treinar beijos em uma foto de Ashton Kutcher de 20x25. - E as universidades? Alguma idia?
- Bom, estive dando uma olhada em Columbia agora mesmo - mentiu Tinsley, odiando at pensar em universidade. Quando pressionada, ela dizia Columbia, mas na verdade 
Columbia, Princeton, Amherst e Williams pareciam todas verses maiores da Waverly, cheias de mimadinhos estafados exatamente iguais a ela.- A Columbia  uma boa 
universidade. E depois da faculdade? -Eric alisou a gravata no peito e olhou a pasta aberta em sua mesa. -Vejo que suas notas so slidas em todas as matrias... 
A-menos ou B-mais. Mas... Acho que no situo muito bem onde esto seus interesses.-Ele desviou os olhos da pasta e encontrou o olhar de Tinsley por um tempo mais 
longo do que o adequado. Um arrepio percorreu a espinha de Tinsley, parecia que ele estava tentando v-la por dentro. - Alem de tnis, desde que era caloura...-Eric 
tirou os olhos da pasta para erguer a sobrancelha apreciativa para Tinsley, como se dissesse que adoraria v-la na quadra um dia desses. - Sua nica atividade extracurricular 
 na Cinephiles, a sociedade de cinema.- Na verdade eu fundei a Cinephiles-respondeu Tinsley, meio na defensiva.- Bom, isso  mesmo impressionante.- No  grande 
coisa. - Agora Tinsley foi modesta. - Mas h uma sala de projeo de ltima gerao no poro do Hopkins Hall que s  usada quando um professor decide mostrar um 
filme  turma. - Tinsley sacudiu a cabea. -J desceu l? - A sala de cinema era um dos lugares mais sensuais do campus, com cadeiras de couro reclinveis e caras, 
uma tela de quatro metros de largura, iluminao high tech e som surround. S havia vinte lugares, ento era ntima, como o tipo de sala de projeo privativa que 
um diretor de Hollywood pode ter em sua manso de Beverly Hills.- No, no fui ainda.-Eric pareceu intrigado. - Nem sabia que a Waverly tinha uma coisa assim... 
Certamente no me colocaram a par.
- Sem dvida devia dar uma olhada. - Ela pensou em como seria excitante ficar sentada no escuro com Eric, vendo na tela alguma coisa sexy e dramtica, como Corpos 
ardentes. Ou no ver nada. Do lado de fora do prdio, uns nerds de alguma banda discutiam que msicas precisavam aperfeioar para o baile de ex-alunos. Mans.- 
Sabe o que eu penso? - perguntou Eric, plantando os cotovelos na mesa. Ela podia imaginar algumas coisas que ele devia estar pensando. Ela se mexeu graciosamente 
na cadeira e reprimiu a vontade de brincar com o cabelo, um gesto que ela pensava que as meninas usavam demais quando tentavam atrair a ateno dos homens, e, em 
vez disso, se concentrou em sustentar o olhar dele, o que era mais difcil do que ela esperava. Os olhos dele pareciam perfur-la, -Acho que voc  uma das rarssimas 
pessoas que tm muito talento e dificuldade para decidir qual deles  o correto.Isso era um enigma. O que significava, o correto?- No tenho certeza se entendi 
o que disse - falou ela friamente, puxando a saia por sobre os joelhos.- Nada de ruim-ele lhe garantiu rapidamente, abrindo seu sorriso ntimo.- s que voc  
inteligente e boa em tudo que faz. S estou tentando descobrir o que estimula voc.Tinsley de repente se encheu de coragem. Sem aviso algum, passou os dez minutos 
seguintes falando em detalhes de sua experincia na Cidade do Cabo e Johannesburgo, e a emoo de fazer um documentrio em um pas com um contraste to chocante 
de riqueza opulenta e pobreza desesperada enquanto o processo de definio de sua identidade ps-apartheid ainda estava em andamento. A empolgao de ver uma nao 
inteira tentando criar uma identidade a inspirou e lhe deu vontade de fazer mais documentrios, talvez at um sobre o pas confuso dela mesma. Foi um vero muito 
intenso. Ela podia sentir as bochechas brilharem enquanto falava, e se sentia  vontade e animada. As palavras simplesmente tropeavam para fora de sua boca.
Eric assentiu e fez algumas anotaes no bloco. Ela percebeu que ele tinha sardas bem leves nas mas do rosto. Tinsley parou de falar de repente.- Estou chateando 
voc?- Nem um pouco. - Tinsley podia imaginar os dois em um caf na Frana, tomando seu terceiro expresso e incapazes de terminar a conversa. - Leu o conto de Fitzgerald, 
"O Pirata de Alto-mar"?Tinsley sacudiu a cabea, o cabelo preto balanando delicadamente em sua blusa.- Voc me lembra a personagem principal. - Seus olhos cinza 
cintilaram, como se houvesse outra coisa que ele quisesse dizer. Tinsley esperou, mas ele no disse.- Bom, espero que isso seja um elogio.-Ela riu, j planejando 
ir  biblioteca no intervalo entre as aulas para ver o conto. Ser comparada a uma herona de Fitzgerald podia ser um insulto, mas Tinsley tinha a sensao de que, 
neste caso, no era. - Olha, odeio ter que ir embora, mas preciso ir para a aula. - Ela se levantou, relutante.- Sempre que precisar de alguma coisa. - Eric parecia 
estar se esforando muito para manter a expresso neutra. - Sabe onde me encontrar. - Ele se levantou e foi at a porta, olhando o relgio Cartier no pulso. Ao lado 
havia uma correntinha de platina gravada. Sem pensar, Tinsley estendeu a mo para toc-la. Dalton pareceu meio surpreso com seu movimento sbito, mas no a impediu.- 
 linda - sussurrou ela, a ponta dos dedos acompanhando o desenho delicado da corrente.-Meu pai tem uma exatamente igual, que foi roubada.  vitoriana? - Ela olhou 
para ele e percebeu que seu rosto estava a uns 15 centmetros do dela. Tinsley rapidamente virou a pulseira, passando o dedo no fecho e desfrutando a proximidade 
da pele dele nos prprios dedos. Se ela se movesse um centmetro para a direita, tocaria seu brao. Seu corao acelerou.
- Acho que tambm conhece antigidades. - Eric lhe abriu um sorriso rpido e no fez esforo algum para se afastar. - Sim, hummm,  vitoriana. Era de meu bisav, 
na verdade meu trisav. Foi um presente da famlia real por... No sei bem o motivo. - Seu peito subiu e desceu sob a camisa perfeitamente passada e a gravata. Estava 
claro que ele se sentia agoniado, mas Tinsley ainda no estava pronta para deixar que ele escapasse. Ela viu o rosto dele corar. Arregalou os olhos violeta, sabendo 
que, do ngulo dele, olhando de cima atravs das grossas pestanas escuras, eles eram irresistveis.- Acha que posso pegar emprestada?-Este, pensou ela, era o teste 
definitivo. Se ele lhe desse a pulseira, significava que estava pronto para esquecer Brett completamente e aproveitar a oportunidade que tinha com ela. - Adoraria 
saber como  us-la, s por um tempo.Eric piscou os olhos cinza. Sem falar nem se afastar do rosto de Tinsley, abriu o fecho da pulseira com a mo esquerda e entregou 
a ela. Em vez de peg-la, ela estendeu o brao, com a palma para cima, para que o prprio Eric a colocasse.- Mas tenha muito, muito cuidado com isso - ele lhe disse 
solenemente enquanto mexia no fecho, os dedos roando o brao de Tinsley. - Seu pulso  muito menor do que o meu, ento cuide bem dela. - Tinsley observou enquanto 
o olhar dele subia pelo brao magro at o seu corpo.- Vou proteger como se fosse minha vida - prometeu ela, os lbios incapazes de reprimir um sorriso de vitria 
e paquera. - E vou devolver da prxima vez em que o vir. Prometo. - Por impulso, ela ficou na ponta dos ps, pretendendo lhe dar um beijo no rosto. Ele tinha cheiro 
de sabonete Ivory e creme dental Crest. Mas assim que os lbios de Tinsley estavam prestes a tocar sua bochecha, Eric virou a cabea e a boca pousou a meio caminho 
de seus lbios.Oops, pensou Tinsley, feliz. Ela manteve a boca ali por um momento antes de finalmente se afastar. Eles se olharam.Eric falou primeiro, como se 
sua voz tentasse esconder alguma emoo.
- Ento espero v-la logo. - Ele abriu a porta para ela, mantendo os olhos no rosto de Tinsley o tempo todo. Havia outros alunos no corredor, apressando-se para 
a aula. Tinsley se demorou do lado de fora da sala enquanto passava os dedos na pulseira.- No se preocupe, me ver logo.
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................EasyWalsh: E a, como  q t?JennyHumphrey: Com tdio. 
Em um seminrio de pesquisa na biblioteca. J sei como usar o sistema decimal Dewey!EasyWalsh: Que saco... J soube que , humm, oficial com a Callie?JennyHumphrey: 
J... Vc t bem?EasyWalsh: T.JennyHumphrey: Que bom.EasyWalsh: Espero mesmo no parecer volvel, mas quer me encontrar no bosque hoje para o projeto de arte 
de que falamos ontem?JennyHumphrey: OK.EasyWalsh: Te digo como chegar l no almoo.JennyHumphrey: Tudo bem. Eu...EasyWalsh: ... Acho que sei o que quer 
dizer.................................................
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................BrettMesserschmidt: Posso te ver mais tarde? BrettMesserschmidt: 
Ando pensando em voc...[Eric Dalton desconectou-se na quinta-feira, 12 de setembro, 10:37h]................................................
11
UMA WAVERLY OWL NO POSA NUA NO PRIMEIRO ENCONTROJenny mal conseguia se concentrar na aula de ingls na quarta-feira, embora esta normalmente fosse uma de suas 
matrias preferidas. Ela adorava a disposio do ambiente, como se fosse uma sala de reunies - uma mesa oval gigantesca cercada de 15 cadeiras, repletas de alunos 
com suteres de cashmere e a ultrabaixinha Srta. Rose, que usava batom rosa-chiclete. Era um debate, o que significava que a Srta. Rose falaria por dez minutos e 
depois abriria a conversa para os alunos. No comeo Jenny ficou chocada com a intimidade e a sofisticao de tudo aquilo. Ningum levantava a mo nem dava respostas 
erradas, exatamente como imaginava que seriam as aulas na faculdade. J estavam em um tero de Madame Bovary e Jenny estava completamente enfeitiada por Emma e 
sua luta para viver com um homem que no amava. Fazia com que ela se perguntasse como seria jamais encontrar o amor ou ser obrigada a se acomodar a uma coisa inferior 
s porque era o que as pessoas faziam. Como seria ficar presa a um Charles Bovary quando ela sabia que havia um Easy Walsh l fora?- Jenny - disse a Srta. Rose 
enquanto os outros alunos pegavam seus objetos e saam da sala.-Est tudo bem? Voc ficou estranhamente quieta hoje. - Seu cabelo estava puxado num coque, deixando 
a aparncia um pouco mais severa do que a de costume, mas ela ainda estava bonita, como uma boneca chinesa vestida de cala solta de l preta Dolce & Gabbana. Sempre 
que algum fazia alguma observao que escapasse da questo, como talvez Emma Bovary fosse lsbica, ela dizia, "Tudo bem. Que apoio a isso pode encontrar no texto?", 
em vez de dizer ao aluno para calar a boca. Jenny achava que tinha aprendido mais com o modo como a Srta. Rose ensinava do que com as tarefas da aula.
- Ah, sim, estou bem! -Jenny meteu o caderno em sua bolsa de camura. Estava lotada de suprimentos de arte para sua sada com Easy. A viso dos pastis Rembrandt 
novos e a caixa de lpis Prismacolor afiados e prontos a lembraram novamente de que em vinte minutos ela ficaria sozinha com o recm-solteiro Easy. - S estou meio... 
distrada hoje.A Srta. Rose assentiu com simpatia.- Bom, gostei muito de seu trabalho comparando o imaginrio do romance com o estilo realista da pintura de Gustave 
Courbet. Achei fascinante que tenha feito estas ligaes. Meus parabns! -Ela entregou o trabalho a Jenny, com um enorme A+ no alto. Era a primeira nota que recebia 
na Waverly. Um bom sinal para o dia.Ela ficou nervosa com o bilhete que Easy lhe passara no almoo. Sentiu um frio em seu estmago. Jenny no tinha exatamente um 
histrico estelar de relacionamentos amorosos. E no foram muitos - seu breve lance com o chapado e lindo Nate tinha terminado quando ela percebeu que ele s a estava 
usando para voltar com a ex-namorada. Depois houve o relacionamento com Leo, que comeou bem, mas ela percebeu rapidamente que ele a entediava. Alm desses, seu 
histrico amoroso inclua ser molestada nas mos do assustador Chuck Bass e apalpada por Heath Ferro no primeiro dia na escola. Ela era to inexperiente com relacionamentos 
que no surpreendia que estivesse nervosa. No salo de jantar na hora do almoo, Easy lhe abrira um sorriso e largara um pedao de papel dobrado em sua bandeja. 
Ela se obrigou a pegar um sanduche de atum e preparar uma salada no balco. Depois se sentou a uma mesa vazia e afastada, grata por s haver lugares marcados em 
jantares formais. Deu uma mordida no sanduche e abriu o bilhete:
Como chegar ao campo de pintura Secreto. (Shhhhhh...) Atravesse o ptio principal na direo do bosque. Pegue o caminho para a casa de barcos. A meio caminho para 
o rio, tem um trecho de btulas  direita. Entre ali (cuidado com os galhos baixos) e ande uns vinte metros. Ele se abre em uma pequena clareira. Continue andando 
e chegar a uma clareira maior. Eu estarei l.Agora, andando pelo campus com os culos de aviador baratos comprados na feira da Union Square, Jenny tentou se acalmar 
e curtir a linda tarde. No estava acostumada com a terra molhada, a grama aparada e as folhas murchas que a recebiam a cada vez que ela saa de um prdio. Mesmo 
quando voc est no meio do Central Park e pode imaginar que no est em Nova York, nunca tem esse cheiro, e voc ainda pode ouvir buzinas de txis na Central Park 
West. A medida que Jenny se aproximava do bosque, os aromas agradveis ficavam ainda mais fortes-pinheiro, misturado com o cheiro de gua fresca de um Hudson que 
no estava poludo. Sentia-se grata por no estar pegando o nibus da Constance Billard para casa agora, como teria feito h um ano, vestida no uniforme medonho 
da escola.
Quando viu o trecho de btulas, o frio na barriga recomeou, mas ela se embrenhou pelas rvores, com o cuidado de manter os galhos longe dos cachos de seu cabelo. 
Sentia-se como se estivesse saindo da civilizao e entrando em um mundo particular, habitado somente por Easy. E agora por ela. Jenny atravessou a pequena clareira 
que Easy mencionara, percebendo um isqueiro Zippo perto de um conjunto de pedras. Este obviamente no era o lugar secreto a que ele se referira.Ela continuou pelas 
rvores enquanto elas ficavam mais prximas, e desaparecia qualquer vestgio de trilha. Sentiu-se um pouco preocupada em se perder - nunca fora bandeirante - antes 
de experimentar uma lufada de aguarrs no ar que cheirava a pinho e saber que Easy no podia estar longe. As rvores de repente deram lugar a uma clareira relvada 
muito maior, mas ela no comeo no o viu. Tinha de ser isso, pensou ela, baixando a bolsa numa pedra e admirando a beleza do ambiente. A relva era do tipo silvestre, 
que arranhava, e troncos altos de steres roxos e susanas-dos-olhos-negros cresciam na beira do bosque. Ela se aproximou mais de uma pedra enorme exatamente quando 
Easy se levantava de trs dela e o corao de Jenny perdeu o compasso, algo que ela achava que as pessoas s falavam por falar. A viso de Easy, e sua Levi's e a 
camiseta azul-beb que dizia Food Not Bombs, emocionou a tanto que seu corao realmente se esqueceu de bater.O rosto de Easy se abriu num sorriso.- Gosto de sua 
camiseta - disse-lhe Jenny timidamente, o cabelo crespo comprido dando coceira no alto dos braos. - Meu pai tem um bottom com essa frase.Easy olhou a camiseta, 
como que para se lembrar do que estava vestindo.- Meu pai odeia essa camiseta. Ele me chama de hippie quando me v com ela. - Ele tinha armado o cavalete e estava 
dispondo os tubos de tinta, pincis, frascos de leo e aguarrs e um pano manchado de tinta.Jenny se aproximou dele e comeou a pegar seus prprios suprimentos 
na bolsa, colocando-os em uma das grandes pedras cobertas de musgo.
- Bom, o meu pai  meio hippie, ento sei que ele aprovaria.- Sorte sua. - Ele no disse mais nada e Jenny imaginou que ele no se dava muito bem com o pai. Mas 
ela no queria pressionar. Em vez disso, ele sorriu para ela. - Que bom que voc me achou.-  lindo - disse Jenny, com sinceridade. - Entendo por que voc vem pintar 
aqui.  to sossegado.- ,  timo. - Easy esticou os braos no alto, a camiseta se levantando um pouco de modo que Jenny podia ver o alto da samba-cano Calvin 
Klein saindo de seus jeans. - E a, j viu a grade de artes?- Grade? -Jenny no fazia idia do que era uma grade de artes.-  - disse Easy, brincalho. - Sabe 
como , aquelas coisas que os professores entregam na primeira aula?- T, gnio, sei o que  uma grade.-Ela mostrou a lngua para ele. - S no me lembro de ter 
recebido a de artes.- Bom, o projeto de meio de perodo envolve incorporar retratos  paisagem. Qualquer meio que quisermos, qualquer modelo, qualquer local. -Ele 
olhou timidamente para Jenny. -Eu sabia que cenrio queria - ele indicou o campo em volta - e estava pensando que voc podia ser minha modelo.Jenny teve que segurar 
o queixo para no cair. Easy queria pint-la? Ali?- Voc no me disse que era por isso que queria que eu viesse! Pensei que ns dois amos... Humm, trabalhar.- 
Ah, pode trabalhar tambm - disse ele com um sorriso. - Pode falar, ou desenhar, desde que no se mexa muito - disse ele, repetindo as palavras dela na aula de artes. 
- No tive a chance de te desenhar na aula, lembra?- Nem acredito que j est trabalhando no projeto de meio de perodo!- Eu sei. - Os olhos azul-escuros de Easy 
procuraram os castanhos dela. - Normalmente no sou de produzir muito, por quaisquer padres. Mas as flores logo vo brotar, ento parecia a oportunidade perfeita. 
Eu sempre quis pintar algum aqui... - Ele parou depois dessa, parecendo nervoso de repente.
Eu sempre quis, pensou Jenny. O que significa, nunca fiz. Ele nunca pintou a Callie aqui? Uau. Era como se ele estivesse esperando por ela. Jenny mal acreditava 
que isso fosse possvel.- No preciso ficar nua, n? - perguntou Jenny de repente, e de imediato se arrependeu. Seu rosto corou. - E-eu no sei bem se estou pronta 
para toda a turma de artes me ver nua - gaguejou Jenny. - Mesmo numa tela. - A turma de artes que se danasse; Jenny simplesmente no conseguia imaginar o que Easy 
faria com os peitos dela. Iam estourar a tela!Easy franziu a testa numa decepo fingida.- Pode ficar de roupa, no tem problema. Jenny olhou em volta, desajeitada.- 
Devo posar ou coisa assim? -Ela mexeu no colar, uma folha de magnlia em um cordo de couro enrolado duas vezes no pescoo, ciente de repente de que a folha parecia 
uma seta apontando diretamente para o colo amplo. Como se Easy precisasse de alguma placa apontando para l.Ele se aproximou dela e segurou pensativo seu queixo.- 
Estava pensando em Klimt misturado com Modigliani, se isso faz algum sentido. Na relva, se no estiver molhada e se voc no se importar. Em um lugar com florezinhas. 
Sei que parece totalmente brega, mas acho que pode dar certo se eu no usar cor-de-rosa demais.Jenny pensou que era mais provvel que ela fosse comparada com as 
mulheres rechonchudas de Rubens do que com as figuras alongadas de Modigliani, mas Easy que visse nela o que quisesse. Era to legal ele conhecer arte. Nate tinha 
posado para uma srie de retratos que ela acabou destruindo, mas ele s olhava com aquele jeito de chapado sempre que ela falava qualquer coisa sobre arte. Se no 
envolvesse um cachimbo ou peitos, ele no se interessava.
Jenny olhou ao redor. Fazia um lindo dia ensolarado, a terra estava seca, o sol era quente, as folhas farfalhavam. Easy a levou a uma rea plana e ela se esparramou 
de lado, o bloco de desenho de frente para ela. Easy lhe deu seu iPod e ela procurou as msicas. Os dois tinham Nirvana e uma boa seleo de Bob Dylan, mas ele tinha 
mais Lucinda Williams e Emmy Lou Harris, enquanto Jenny tinha Weezer e Lemonheads. Ela escolheu um artista que no conhecia e pegou os pastis. O sol caa sobre 
ela, aquecendo seu rosto e sem dvida fazendo suas sardas se espalharem, mas ela no se importou. Fechou os olhos e deixou que o sol de final de vero entrasse pelas 
plpebras, perguntando-se se, anos depois, ela contaria aos filhos sobre este momento, no bosque com Easy, como se isso fosse o comeo de tudo. Como os pais deles 
se conheceram.Ela sentiu a mo no ombro.- Ei, dorminhoca. -Easy a sacudiu delicadamente. Seus olhos se abriram e o viram ajoelhado ao lado dela. Ele tinha uma 
mancha de tinta amarela no nariz. Jenny riu, esperando que o cochilo no tenha sido suficiente para dar mau hlito.- Nem acredito que dormi. No ronquei nem nada, 
n? - perguntou ela, sentando-se. Ele estava de p e estendeu a mo para levant-la. Ela tentou memorizar a sensao de seus dedos quentes envolvendo os dela. Mesmo 
de p, Easy era muito maior do que ela. Ele a fazia se sentir minscula.- No. - Ele sorriu e a puxou para o cavalete. - Mas falou enquanto dormia.Ela ofegou, 
sabendo que o irmo, Dan, em geral batia na porta do quarto dela  noite porque ela balbuciava dormindo.- T brincando! O que foi que eu disse?Easy coou a cabea 
e fingiu constrangimento.- Estava meio que murmurando, ento no posso ter certeza... Mas parecia... "Easy Walsh, voc  meu heri."Meu Deus, ele era to lindinho.- 
Muito engraado. Mas em geral s falo de estrelas de cinema quando durmo.- Por falar nisso, voc disse alguma coisa sobre eu me parecer com Jake Gyllenhaal.
Jenny riu, percebendo que ainda estavam de mos dadas. O ar tinha cheiro de aguarrs, sabonete Ivory e flores. Ele sorriu para Jenny e ela olhou seus dentes ligeira 
e adoravelmente tortos. O rosto dele estava to perto do dela, se ela s... se inclinasse... um pouquinho...- Vamos ver a tela. - A voz dele era abertamente alta 
para abafar o rudo de seu corao. Jenny teve um milho de fantasias de beijar Easy, mas ele s terminou com Callie no dia anterior. O mais maravilhoso era que 
ele parecia entender. -  s um esboo bsico, ento no fique decepcionada nem nada disso.Quando viu a tela, Jenny no reconheceu a si mesma. Era o close de uma 
garota, estendida na relva ensolarada, cercada de flores silvestres, exatamente como deve ter passado as ltimas duas horas. Um bloco de desenho aberto na frente, 
os fones de ouvido brancos de um iPod, a mesma camiseta branca, jeans e sapatos cor-de-rosa, a cabea pousada no brao, os cachos castanhos caindo em cascata. Porm 
o rosto-era a parte mais acabada da pintura, mas no podia ser o dela. A pele de porcelana perfeita, bochechas rosadas, boca meio aberta, olhos sonolentos cobertos 
de clios grossos e luxuriantes - era muito onrico e surreal, como se Easy soubesse que Jenny queria ser assim. Ser possvel que ele realmente a visse desse jeito? 
Toda a tela, mesmo s semi-acabada, parecia capturar o que ela sentia, deitada ali, ouvindo a msica de Easy, curtindo seu espao secreto e privativo com ele como 
se fosse o nico lugar da terra. Easy deve ter sentido o mesmo.- Uau - disse ela por fim.- Espere s at eu acabar - disse ele, meio sonhador. Eles guardaram os 
objetos lentamente. Easy puxou os galhos para Jenny enquanto eles passavam pelo bosque. Depois que saram, andaram lado a lado pelo caminho de volta ao ptio, as 
pernas roando uma na outra confortavelmente enquanto Easy erguia as telas grandes pelos caixilhos de madeira.
Foi quando eles viram Tinsley atravessando o ptio na frente deles, toda de preto, portando uma minscula bolsa de camura vermelha Marni. Jenny de imediato se afastou 
de Easy e sentiu como se tivesse sido flagrada, embora Tinsley no parecesse ter notado a presena deles a caminho da casa de barcos.- Est tudo bem - sussurrou 
Easy. - Ela no vai morder. Ela nem viu a gente.Mas Jenny no tinha tanta certeza de nenhuma das duas coisas.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: TinsleyCarmichael@waverly.edu; BrettMesserschmidt@waverly.edu 
De: CallieVernon@waverly.edu Data: Quinta-feira, 12 de setembro, 15:25hAssunto: URGENTEOi, meninasEst um lindo dia - lindo demaaaais para ir treinar. Idia 
melhor: vamos passar a tarde no bar do Waverly Inn tomando gim-tnica e sem falar de um certo cara cujo nome comea com a maldita letra E e que F-E-D-E.Levem a 
identidade falsa e paream sofisticadas. O barman  velho, ento abram o melhor sorriso pervertido e estaremos seguras.E o que foi aquela escapulida no meio da 
noite? Conheo voc muito bem, Brett Lenore Messerschmidt, e sua mscara vai cair. A reunio forada do trio de grandes amigas comear s 4 da tarde. Vejo vcs l...BjsC.......
.........................................
OwlNet -------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: JennyHumphrey@waverly.eduDe: EasyWalsh@waverly.eduData: 
Quinta-feira, 12 de setembro, 16:16hAssunto: Domingo?Oi,Obrigado por me deixar te pintar hoje. Foi uma tarde genuna e seriamente excelente.Quer conhecer Credo 
no domingo?Espero que sim...Easy................................................
12
UMA WAVERLY OWL SABE APARENTAR MATURIDADE ENQUANTO FINGE. E VICE-VERSA.O Waverly Inn ficava a uma curta caminhada do campus e Brett se arrependeu de estar usando 
os escarpins pontudos de pele de cobra Kate Spade que pareciam sensuais e sofisticados, mas apertavam seus ps. Com a nova saia apertada Marc by Marc Jacobs de cetim 
preto e a blusa ultrafeminina de manga bufante rosa-concha Catherine Malandrino, Brett se sentia surpreendentemente feliz por estar a caminho de uma "reunio forada 
do trio de grandes amigas", independentemente da merda que isso significasse. Mentalmente, ela jurou ser mais legal com Tinsley. Afinal, Tinsley tinha livrado sua 
pele ao assumir a culpa pelo incidente do ecstasy e passara o vero todo pensando que fora expulsa -mesmo que provavelmente tenha sado com caras sul-africanos o 
tempo todo - e ela foi totalmente deslocada por Jenny. Mas Brett no ouviu falatrio algum sobre ela ser uma tremenda mentirosa de Jersey, ento talvez devesse dar 
um tempo para Tinsley.Ela entrou no saguo do Waverly Inn, passou pelo piano de cauda empoeirado e foi direto para o bar. O hotel era o mais prximo do campus, 
onde os pais costumavam se hospedar, e sua aparncia de opulncia esfarrapada parecia combinar com a escola. O bar claramente j passara por sua era de ouro e cara 
em um perodo de declnio lento e decadente. Estava quase vazio, a no ser por Tinsley e Callie, j sentadas em uma banqueta de madeira no canto com trs bebidas 
diante delas.- Seu drinque - Tinsley recebeu Brett, indicando o nico drinque que no estava pela metade.Brett sentou-se ao lado de Callie, que parecia uma produtora 
de cinema ou dona de galeria com sua concha de seda esmeralda e um cardig tosquiado Theory com um boto de madreprola bem abaixo dos seios, o cabelo louro e ondulado 
afastado do rosto por um par de grampos de ouro. Ela teria ficado muito bonita, mas seu rosto parecia meio angustiado, como se no tivesse tirado suas necessrias 
dez horas de sono de beleza.
- Vocs esto incrveis. - Brett pegou a taa e tomou um golinho. Forte, exatamente como gostava, mas ainda a fazia estremecer ao engolir. Tinsley vestia uma camiseta 
preta bsica de manga curta e jeans mas, com os lbios vermelhos (batom Guerlain KissKiss, como sempre), tinha o ar de uma estrela de cinema escapulindo para um 
drinque rpido sob o radar dos paparazzi.Brett se recostou na banqueta de madeira e olhou os desenhos a bico de pena do campus da Waverly no estilo Currier & Ives.- 
Faz muito tempo desde que estivemos aqui. Eu meio que senti falta disso.- No parece ter recebido uma faxina desde a ltima vez em que viemos. - Callie farejou 
o ar embolorado.-Mas os mendigos no podem ser seletivos. - Ela tomou outro grande gole de seu drinque e Brett percebeu que o copo j estava quase vazio. Putz. Ela 
estava mesmo conduzindo muito mal o trmino com Easy.- Como foi seu dia, Callie? - perguntou Brett sem jeito, e Callie enrijeceu, como se soubesse que Brett lamentava 
por ela.- Foi bom. Sabe como , eu vou sobreviver. Mas eu... No queria falar do Easy por enquanto, est bem? - Callie olhou melancolicamente para as amigas e girou 
uma mecha loura no dedo. -Vamos falar de outras coisas.- Outros caras, quer dizer? - disse Tinsley, secando o drinque. - Comece sem mim. Vou pedir outra rodada. 
- Ela deslizou da banqueta.Brett ainda estava sorvendo o primeiro drinque e j se sentia meio avoada.- Como est Mister D? - perguntou Callie de repente.- Mister 
D? - repetiu Brett. - O que  isso, parece que ele  um DJ ruim ou um pervertido que s gosta de mulheres de peites.- E no  assim? - Callie ps os cotovelos 
na mesa e se inclinou para a frente.-No gosta s de mulheres de peites?- Ao que parece, no. - Brett empinou os peitos que mal cabiam no tamanho M. -Ele parece 
achar que estes so timos.- Como foi que ele soube deles? - Callie riu, depois chupou o canudo do coquetel, fazendo os cubos de gelo girarem no copo vazio.
- Eu diria que eles so conhecidos. - Brett mexeu nos brincos de ouro. A primeira metade de seu drinque subira direto para a cabea e ela comeava a se sentir mais 
faladeira do que o normal.  assim que voc se mete em encrenca, pensou ela. Por algum motivo, ela se lembrou da noite do primeiro ano em que ela, Callie e Tinsley 
compraram biscoitos de centeio, chocolates Hershey e marshmallows e foram para a casa de campo. Atrs, havia uma gigantesca churrasqueira a carvo que s vezes era 
usada em reunies pr-jogos e piqueniques da Wavery. De algum modo elas conseguiram acender, e as trs tostaram marshmallows, fizeram doces de chocolate grudentos 
e beberam uma garrafa de vinho tinto. Tudo teve um gosto muito melhor porque o resto do campus estava dormindo.Brett sentiu um surto de calor humano com relao 
a Callie e estava prestes a dizer mais alguma coisa sobre Eric quando Tinsley reapareceu com o barman vov a reboque, trazendo uma bandeja com trs taas de champanhe 
e uma garrafa de Mot & Chandon.- Para que isso? - guinchou Callie, deliciada. Ela adorava champanhe. Era a nica coisa que tornava os casamentos e bailes de debutantes 
suportveis.Depois que o barman saiu, Tinsley disse:- Meu presente. Pensei que a gente podia brindar a nossa primeira sada s de meninas e ao advento da sociedade 
secreta! -Callie sentiu os homens no bar olhando-as, tentando ouvir o que diziam. Mas em vez de isso assust-la, fez com que se sentisse sexy e ousada. Agora ela 
podia desfrutar de alguma ateno masculina, mesmo de alcolatras de meia-idade que olhavam de banda. - Tintim! - Callie ergueu a taa e bateu na de Brett. Engole 
essa, Easy, pensou ela ao tomar o primeiro gole. Depois ela virou a taa para parar de falar nele em sua cabea.- E a - disse Brett com uma voz risonha, a champanhe 
claramente fazendo o efeito desejado. - O que uma sociedade secreta faz exatamente?
- S acho que  uma boa idia as meninas se reunirem, conversarem e fazerem coisas que deixem a gente se sentindo sexy e m - props Tinsley.- Como uma espcie 
de poder feminino? - perguntou Callie, ctica. -Vamos ter que queimar os sutis? Porque no preciso do meu mesmo. -Ela riu, indicando o peito quase achatado.- Eu 
entendi o que a Tinsley quis dizer - disse Brett, surpreendendo Callie. Apesar de sua sugesto de que elas voltassem ao comportamento normal de grandes amigas, ela 
pensava que a tenso entre as duas tinha vindo para ficar. - Brianna disse que sempre que termina com um cara, ela tem um esquema de apoio to forte das amigas que 
quase no importa.Brianna era a irm mais velha e descolada de Brett, aquela que trabalhava na revista Elle e com quem Callie sempre tentava se entender bem, s 
para o caso de sobrar uma das incrveis roupas de grife do armrio de moda da revista. Bem que podia acontecer.- Que tal chamar de Caf Society?-perguntou Callie. 
-Assim no parece um bando de meninas sentadas em roda, bebendo, contando histrias sexuais, dando conselhos e reclamando juntas, n? Mas uma Paris, nos anos 1920?Tinsley 
e Brett sorriram meio bbadas uma para a outra e Callie definitivamente deixou que o gelo entre elas derretes se. Olha s como essa histria de poder feminino  
tima!, pensou ela, a cabea comeando a ficar meio agradvel e s um pouco tonta.- Gostei - disse Tinsley. -A gente pode se produzir... E vir aqui ou ter minifestas 
no nosso quarto! Sem nenhum dos meninos por perto para nos incomodar. - Ela balanou o cabelo e deu um sorriso contagiante.-  engraado como falar de sexo deixa 
a gente mais sexy, n? - disse Brett.- Conta pra gente suas aventuras sexuais do vero, Tinsley. Voc deve ter novidades excitantes para revelar.-Callie se virou 
para Tinsley. Estava morrendo de vontade de saber das conquistas de Tinsley desde o momento em que ela reapareceu do nada. - Onde foi que conseguiu esse dente de 
tubaro?
- Ah, Chiedo-respondeu Tinsley sonhadoramente. - Era nosso guia na frica do Sul. - Ela se recostou na banqueta e fechou os olhos, parecendo muito teatral. -Vocs 
no iam acreditar em como ele era sexy. Todo musculoso, e toda vez que me tocava ou s olhava para mim, eu achava que ia explodir. Ele fez com que eu me sentisse 
to... dissoluta e livre. -Ela estremeceu, como se s a lembrana dele lhe desse calafrios. -Ele foi o segundo. - Ela abriu um lindo olho violeta para avaliar a 
reao das duas.- O segundo! - Callie ouviu-se arfando. Nem tinha conseguido transar com Easy nesse vero e ele era namorado dela.- Antes de conhecer Chiedo, tive 
um lancezinho com um universitrio holands na Cidade do Cabo. Ele era meio parecido com o Derek Jeter, s que mais novo e com sotaque. Mas no era nada se comparado 
a Chiedo.Brett esfregou as mos. Embora Tinsley no tivesse dito exatamente que tinha transado com eles, Brett podia imaginar isso. No conseguia deixar de se perguntar 
qual era o problema dela, levando tanto tempo para perder a virgindade, quando Tinsley podia fazer isso com dois caras mais velhos e insuportavelmente gatos em apenas 
um vero. Se ela no conseguisse transar com Eric, com quem conseguiria?- Easy e eu nunca transamos. No  estranho? - perguntou Callie de repente.- No - disse 
Brett, ao mesmo tempo em que Tinsley dizia: "". Isso foi hilrio para elas.- E voc, B? Se no est com o Jeremiah, com quem anda saindo? - Tinsley arqueou uma 
das sobrancelhas escuras.Brett sentiu o rosto plido se encher de cor e pigarreou.- Sabe como , eu meio que estou dando um tempo dos meninos. Pode ser muita distrao.- 
Como , agora  s com meninas? - Tinsley se inclinou por sobre a mesa, os olhos lampejando de intensidade. - Ou homens?Brett a olhou nos olhos.
-  o que veremos. - Ela no tinha dvidas de que se Tinsley descobrisse sobre ela e Eric, encontraria uma tima forma de largar a bomba na frente dos meninos, ou 
de todo o alojamento, ou do reitor Marymount. Tinsley era famosa por causar sutilmente o equivalente a um tsunami de fofoca. - De qualquer forma, pensei que as regras 
da Caf Society no permitissem namorados.- Os namorados so diferentes dos homens - disse Tinsley com um bocejo, arqueando as costas e se espreguiando como um 
gato. - Os homens so incentivados a entrar.- Por que no comemos uma pizza? - interrompeu Callie.-Estou morrendo de fome.-Alguma coisa em Callie, cuja magreza 
recente apontava para um problema maior, dizendo que estava morrendo de fome imediatamente aplacou as duas meninas e as colocou em movimento.- Claro - disse Tinsley, 
terminando a taa de champanhe e colocando-a delicadamente na mesa meio pegajosa. - Vamos nessa.- Colonial? - disse Brett. - Ou Ritoli's? - Ela podia mesmo comer 
alguma coisa para aliviar a bebida no estmago, e as pizzarias ficavam na cidade.- O Ritoli's tem mais ambiance-sugeriu Tinsley, claramente referindo-se aos rapazes 
italianos que trabalhavam l. Era um restaurante de administrao familiar localizado a vida toda no centro de Rhinecliff e era o preferido da populao feminina 
da Waverly. Havia pelo menos trs jovens trabalhando o tempo todo, todos morenos, musculosos e lindos.- Pergunta idiota - disse Brett, e as trs riram e saram 
do hotel, deixando na mesa uma gorjeta generosa para o barman.Brett s percebeu que estava com fome quando elas entraram no Ritoli's e uma lufada quente de cheiro 
de massa as envolveu.
- Hummm-disse Tinsley, afagando a barriga. Depois cutucou Brett de lado ao ver o lindo rapaz indo na direo delas com os cardpios.- O que vocs vo querer? - 
perguntou Tinsley.- Que tal ele? - cochichou Callie meio alto demais. Hipcrita, pensou Brett.- Querem dar uma olhada no cardpio ou j sabem o que pedir? - perguntou 
o rapaz, abrindo-lhes um sorriso malicioso. Ele parecia ter uns 17 anos, com olhos escuros e pele morena macia e os maiores clios que Brett j vira. Ele a fez se 
esquecer de Eric Dalton por alguns segundos.- Trs Cocas Diet-disse Tinsley, abrindo-lhe seu sorriso de um milho de watts. - Mas ainda no decidimos o que mais.- 
Tudo bem. Voltarei daqui a pouco.Estava quente l dentro, e Brett abanou o rosto com o cardpio e se lembrou de que no ano anterior, depois da primeira grande partida 
de lacrosse, ela e Jeremiah tinham encontrado Easy e Callie, e Tinsley e Heath, ali na pizzaria. Tiveram que pedir outra pizza porque os meninos devoraram a primeira 
rpido demais. Ela e Eric nunca poderiam sair com os amigos dela desse jeito, pensou ela com certa tristeza.Mas eles eram diferentes - no tinham que ficar comendo 
pizza enquanto os meninos tentavam colocar uma pepperoni na bebida dos outros. Este seria seu primeiro caso de amor verdadeiro, com muito mais em jogo. Tinsley e 
Callie conversavam sobre o boato de que toda a famlia da pizzaria era extremamente bem-dotada e se elas podiam ou no provar isso. O garom voltou e Tinsley pediu 
uma pizza de massa grossa com queijo extra e champignon na metade.- Terra chamando Brett. - Tinsley agitou o brao magro diante do rosto de Brett. - Algum em casa?
Brett no respondeu. Seus olhos estavam fixos na pulseira de platina no brao direito de Tnsley. Ela encarou. Era a de... Eric? Parecia exatamente igual quela 
que percebera nele quando eles foram a Newport. Aquela do trisav dele. Como  que Tinsley podia estar com ela?- Pulseira legal-observou Brett, tentando manter 
a voz em tom alto embora soasse como um soprano de pnico. - Onde conseguiu?- Ah, minha tia maluca Elinore me deu da ltima vez em que a vi-respondeu Tinsley, girando 
o pulso para admirar a pulseira. - Ela est ficando meio gag e d as merdas dela sempre que aparece algum na casa. Eu sa com esse colar de prolas tambm.Arr. 
Qual era a probabilidade de duas pulseiras antigas de platina, incrivelmente raras e valiosas, que eram exatamente iguais, aparecerem na minscula cidade de Rhinecliff?Muito 
pequena mesmo.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: EricDalton@waverly.eduDe: TinsleyCarmichael@waverly.eduData: 
Quinta-feira, 12 de setembro, 21:43hAssunto: Melindrosas e filsofosEric,Foi um prazer conhec-lo hoje de manh. E,  claro, li o conto que sugeriu. Tenho um 
vestido melindrosa fino e pecaminoso que  exatamente igual ao que usaria a heroina de Fitzgerald... Pensei que um dia quisesse me ver nele.Embora eu ame ter voltado 
 boa e velha Waverly, s vezes morro de vontade de sentir a calada da cidade batendo sob meus saltos de novo. J sentiu o impulso de desaparecer e se enfiar em 
um luxuoso quarto de hotel, vadiando na cama a tarde toda e pedindo Dom 1958 para o servio de quarto? Pensei que devanear pudesse ser outra coisa que temos em comum...T........
........................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................BrettMesserschmidt: Acabo de terminar uma garrafa de Mot e 
sabe de uma coisa? Acho que a gente j pegou leve o bastante. Quando vou te ver?EricDalton: Brett, andei pensando...BrettMesserschmidt: Coisas boas, espero.EricDalton: 
O caso  que no acho mais que seja uma boa idia - no  inteligente. Desculpe.BrettMesserschmidt: Como ???EricDalton: Podemos fazer isso pessoalmente?EricDalton: 
Brett, ainda est a?BrettMesserschmidt: Tem outra?EricDalton: Claro que no. Mas precisamos voltar a uma relao puramente de professor e aluna, OK?EricDalton: 
Oi?EricDalton: Brett?BrettMesserschmidt: Sim, senhor. Acho que entendo. Perfeitamente.................................................
13
UMA WAVERLY OWL INTELIGENTE SABE RECONHECER UMA INIMIGA NA AMIGA.- Eu no entendi direito, n? Como pode ser culpa minha? - Callie gritava ao celular, j cansada 
de ter que ouvir mais uma reclamao de Nicholson Adams, o relaes-pblicas da me. Ao que parecia, uma foto tirada de Callie numa festa na piscina no ltimo vero 
aparecera na seo de fim de semana do Atlanta Journal-Constitution, com a legenda maliciosa Mary Kate Olsen, Nicole Richie e a Filha da Governadora Vernon: Loucas 
por Ateno? E da que ela tenha emagrecido em Barcelona, lamentando o desastre que era seu relacionamento com Easy? Isso era da conta de quem, afinal? No era da 
conta do Journal-Constitution e certamente no era da conta do puxa-saco do Nicholson Adams.Callie estava de p no quarto vazio, de camiseta e short masculino de 
cs baixo Hanky Panky, e o telefone tocou quando ela estava prestes a vestir o pijama. Enquanto Nicholson continuava o sermo sobre como um distrbio alimentar podia 
repercutir mal na viso que os eleitores tinham dos valores familiares da me dela, Callie se olhou no espelho. Virou-se para olhar o corpo fino de vrios ngulos, 
mas em lugar algum via alguma coisa parecida com os corpos esquelticos de todas as revistas. Sem dvida ela no era anorxica nem nada - acabara de devorar trs 
fatias da pizza gordurosa do Ritoli's e meia garrafa de champanhe.- Minha me est preocupada que a filha dela tenha um distrbio alimentar, ou que as pessoas pensem 
que a filha dela tem um distrbio alimentar? Se ela realmente estiver preocupada comigo, diga a ela que da prxima vez pode ligar ela mesma.Ela estava prestes a 
desligar quando ele disse:- Procure comer alguma coisa de vez em quando, est bem?- Coma isso! - gritou ela antes de desligar. Depois Brett passou pela porta, 
parecendo ter testemunhado um acidente de carro. Tinha sado com o celular quando Nicholson ligou.Callie vestiu a cala do pijama de cetim vermelho.
- Que foi, lindinha? - Sua voz se suavizou de imediato e ela ficou surpresa ao ver como a palavra "lindinha" saiu de sua boca sem esforo algum. Em sua existncia 
ps-Easy, ela devia estar transferindo seus afetos reprimidos para as amigas.- Acabo de receber uma mensagem de Eric - soltou Brett, a voz cheia de descrena. Seu 
rosto normalmente plido era de uma lividez fantasmagrica. - Ele... Ele acha que a gente no deve se ver mais.- Como ? - Callie gelou. Que merda. Parecia coisa 
da Tinsley. Ser que ela realmente chegou no Sr. Dalton? J? - Ela disse o porqu?- Disse que no era "inteligente"-Brett sacudiu a cabea de leve. -Mas havia dois 
dias ele no ligava se era inteligente ou no, quando estvamos praticamente pelados na cama dele.- Mudou alguma coisa, para ele perceber os problemas em que estava 
se metendo? - perguntou Callie, na dvida. - Ser que ele esbarrou em Marymount e amarelou?- Talvez-Brett mordeu o lbio e parecia estar a ponto de chorar. - Mas 
no sei. Ele no falou nada de Marymount.Callie se perguntou se Brett desconfiava que isto tivesse alguma coisa a ver com a volta de Tinsley, mas  claro que no 
ia dizer nada. Meu Deus, por que tudo era uma droga de segredo este ano?- Bom, foi s uma mensagem instantnea, n? O quanto ele pde dizer?Brett olhou Callie 
com a expresso vaga.- Mas eu me senti... To prxima dele. Ns quase... Transamos. - Com essa, os joelhos de Brett pareceram ceder e ela caiu teatralmente na cama. 
- E depois eu s disse a ele que finalmente queria que fosse pra valer. E ele escreveu, dizendo que tinha acabado. Isso me deixa to... irritada e... feito uma idiota. 
Como se eu fosse uma criancinha boba e ele tivesse perdido a pacincia comigo.- Ento, ele que se foda.  um babaca mesmo - disse Callie com veemncia. E claro 
que ela queria desesperadamente animar Brett, mas tambm sentia uma pontada de alvio por no ser a nica abandonada no quarto 303 do Dumbarton.
- Quem  um babaca? - perguntou Tinsley, parada na porta aberta com o BlackBerry se projetando do bolso canguru do moletom de mangas cortadas.Ningum respondeu 
de imediato e, justamente quando estava prestes a ficar esquisito, Callie preencheu o silncio, sem convencer:- Nicholson, o relaes-pblicas da minha me. - Se 
Brett e Tinsley no resolvessem seus problemas logo, ela ia cair fora. - Ele que se foda, me dizendo que estou magra demais.Tinsley sorriu com complacncia. Ia 
continuar fingindo que acreditava que elas estavam falando disso se Brett achava to impossvel falar quando ela estava no quarto. Tudo bem. Tinsley estava cansada 
de dar espao para as manias de Brett - ela que continuasse com isso e fosse  merda.- Voc est tremendamente magra, Cal. Suas roupas parecem um saco. - O que 
era a verdade.Callie revirou os olhos e lanou um olhar de muito-obrigada -por-nada a Brett quando Tinsley estava pendurando a toalha, mas Brett estava deitada 
na cama, ainda com os mocassins. de borracha Kate Spade amarelo-txi, uma nica folha amarelada presa na sola de um dos sapatos, encarando o teto, claramente em 
seu prprio mundo deprimido. Callie se perguntou o que poderia distra-la e de imediato pensou na Caf Society.- Cad a quarta mosqueteira? - Tinsley apontou a 
caminha de Jenny.Brett olhou, desinteressada.- Est no Sage, no quarto da Emily. Elas tm prova de francs amanh.Tinsley revirou os olhos e ligou o aparelho 
de som Harmion Kardon preto que tinha colocado no peitoril de uma das janelas. Os alto-falantes surround berraram Radiohead e Tinsley diminuiu um pouco o volume, 
caindo de barriga ao lado de Callie. A samba-cano de bolinhas rosa PJ Salvage mostrava as pernas longas e tonificadas.- Temos um assunto importante para discutir, 
meninas. Precisamos bolar as diretrizes da Caf Society.
- Regras? - perguntou Brett, sentando-se para poder olhar o pulso de Tinsley novamente, que agora estava nu. Muito conveniente. Ou era s parania dela? Brett foi 
at a cmoda e pegou a roupa de dormir favorita na gaveta de cima, uma das velhas camisas J. Crew de Jeremiah, macia como um leno de papel e to desbotada que mal 
se viam suas listras azuis. Brett dormiu com ela por tanto tempo que teria sido estranho devolver depois que terminaram.- Mais como objetivos - disse Tinsley rolando 
de costas e cruzando os tornozelos.-Nossas metas, se preferirem.De repente Brett sentiu como se estivesse numa festinha de dormir com as melhores amigas, quando 
estava na quarta srie. Ela pegou o frasco de Crme de Corps de Kiehl e se empoleirou na beira da cama de Tinsley. Suas pernas nuas estavam lisinhas na expectativa 
de uma noite com Eric. Ento ela tinha perdido tempo, mas ainda era bom ter pernas recm-depiladas.- Nmero um. Nada de namorados - disse Brett, forando um sorriso 
para Callie e Tinsley.Tinsley assentiu para o entusiasmo sbito de Brett,- Exatamente.  fundamental para nosso crescimento como jovens mulheres no sermos estorvadas
por namorados reclames e egostas que s esto tentando estragar nosso estilo.- Dois-piou Callie, o rosto brilhando de interesse. - Sempre deve haver lcool.-
Trs. - Tinsley separou o cabelo no meio e alisou cada lado para parecer uma hippie. -As integrantes da sociedade so estimuladas a ficar com meninos lindos, aleatoriamente 
e pr-aprovados de um jeito nada-de-namoro, s para se divertirem.- Como ? - De repente Brett se perguntou se o projeto era s outra maneira de Tinsley reafirmar 
seu domnio sobre todos. - Pensei que era s para falar das ficadas.- O que h de divertido nisso?-perguntou Tinsley. - Mas  claro que no estou falando de sexo 
grupal, nem nada disso. Pelo menos, ainda no. - Ela abriu seu sorriso cruel, aquele que fazia a gente se perguntar se ela falava srio ou se a vida era s um enorme 
jogo para ela.
Talvez seja por isso que Tinsley nunca tenha se magoado, pensou Brett. Isso e uma cara que daria vergonha a Helena de Tria.- E quem so esses meninos lindos?-perguntou 
Callie, passando protetor Dr. Hauschka nos lbios e entregando-o a Brett.- Qualquer um que a gente queira. - Tinsley abriu as mos como quem indica que esses meninos 
lindos estavam bem aqui diante delas, s esperando para ser escolhidos.- Parker Dubois-sugeriu Callie.-Ele  sexy.-Callie gostava de pensar em si mesma como uma 
boa casamenteira por ter reunido e desfeito tantos casais famosos na Waverly com suas maquinaes de bastidores. E embora ela tivesse certeza de que Parker e Brett 
ficariam timos juntos, os dois eram artsticos e rabugentos, Parker era to gato que Callie no se importaria de abocanh-lo tambm.- E Charlie Soong? - props 
Brett. Charlie era um primeiranista de Taiwan que em geral podia ser visto com um violo e supostamente era um astro pop em seu pas, mas ele no falava no assunto. 
As meninas procuraram o nome dele no Google uma vez no ano anterior e descobriram que havia centenas de sites criados por fs adolescentes radicais de Taiwan, trocando 
fofocas, fotos, flagras e se perguntando como era a vida dele na privacidade do internato que ele freqentava nos Estados Unidos. Foi muito surreal. - Ele tem aquelas 
pernas timas de jogador de futebol, apesar de cantar a cappella.
- Ele  uma possibilidade - refletiu Tinsley, perguntando-se como seria beijar um pop star taiwans. Talvez eles fizessem diferente. Ela se levantou e andou at 
o antigo espelho de carvalho para examinar as sobrancelhas, procurando por plos errantes. Um dos objetivos de Tinsley para si mesma, e que ela jamais compartilharia 
com seu orientador, era namorar algum de cada pas da terra. Ou pelo menos aqueles que ela podia conseguir sem um pra-quedas ou um tren de ces. E aquele cara 
bem alto que ela viu saindo do bosque com Brandon e os outros meninos? Qualquer que fosse seu nome, ele no seria calouro para sempre. Podia entrar na lista.- Sabe 
quem tem que ser o primeiro? O cara da pizzaria - disse Callie ansiosa, ainda pensando nos olhos castanhos e calorosos e no cabelo preto e curtinho dele. Ele sempre 
tinha cheiro de pizza fresca, o que seria ainda melhor do que ter que com-la. - Me passa meu South of the Highway? - pediu Callie a Tinsley, que estava parada bem 
perto da cmoda de Callie para pegar seu esmalte.- Angelo-disse Tnsley, entregando o esmalte cor-de-rosa. - Sim. - As outras meninas a encararam, perguntando-se 
como  que ela sabia o nome dele. - Eu perguntei - disse ela simplesmente. -Achei que podia ser til.- Parece que vamos ter uma festa de pizza, ento-disse Brett, 
sem querer dar a impresso de que era imatura demais para esse tipo de coisa, embora tivesse suas dvidas. No seria estranho ficar com algum que voc mal conhecia? 
Ela observou Callie reaplicar o esmalte com habilidade nas unhas rodas da mo esquerda.- Acho que  melhor decidirmos quem queremos convidar para a Caf Society, 
alm da gente - observou Tinsley.
- Jenny,  claro - respondeu Brett, pegando o esmalte de Callie quando chegou a hora de pintar os dedos da mo direita. Como matou o treino e depois o jantar, Brett 
no via Jenny desde esta manh, e de repente sentiu-se culpada por abandonar a nova amiga. Em especial porque foi ela que basicamente disse a Jenny para evitar Callie 
e o quarto por um tempo. Brett se perguntou se ela estava bem.Tinsley revirou os olhos para Callie e franziu o nariz perfeito.- Mas ela  do segundo ano.- , 
mas ela  legal - argumentou Brett, na defensiva. Havia alguma coisa em Jenny, uma espcie de calor, que fazia com que Brett sentisse saudade quando ela estava ausente.- 
Ela ?-Tinsley fingiu examinar as pontas brancas das unhas bem-cuidadas.-Quer dizer, ainda no conversei bem com ela, O que voc acha, Cal?- Acha que est rolando 
alguma coisa entre ela e Easy? - perguntou Callie, hesitante.- Vamos saber, no vamos?-respondeu Brett com lgica, embora no parecesse convincente. - Quer dizer, 
ela mora com a gente. De qualquer forma, seria cruel deix-la de fora da Caf Society.Callie deu de ombros. Era difcil saber se Jenny era uma ameaa sria.- E 
Benny? Ela precisa entrar nessa tambm.- E Celine, e Alison. E Emily? - disse Brett.- Eca. Emily  to acanhada. Ela pode ficar de fora. - Tinsley fez uma careta. 
-A gente devia convidar a Sage Francis, embora ela possa ser uma cretina. Ela  meio divertida.- E Verena Arneval? - perguntou Callie. Verena era uma veterana de 
Buenos Aires cuja me era produtora de uma novela argentina de sucesso. Tinha um sotaque sexy e um corte de cabelo supercurto, e sempre andava produzida e de saltos, 
como uma estrela de cinema de antigamente. - Ela  bacana - disse Callie.As trs olharam quando ouviram vozes no corredor.- A gente se v na aula-disse Jenny ao 
abrir a porta do quarto 303 do Dumbarton. Quase pulou quando viu as trs colegas encarando-a.
- Ah! Oi, gente... -Jenny olhou para Brett. - O que  que t pegando? - Ela ficou parada na soleira da porta por um momento, preocupada por ter invadido alguma coisa 
particular. Colocou as mos nos bolsos do cardig de l Citizens of Humanity. - Estou interrompendo alguma coisa? Porque posso pegar minha escova de dente ou...- 
No, entra - disse Brett, dando um tapinha na cama ao lado dela. - Voc sem dvida est nessa. - Brett lanou um olhar para Tinsley e as duas se encararam por um 
momento longo e estranho. Jenny fingiu no perceber e afundou na cama de Brett.- -comeou Tinsley depois de uma longa pausa. - Estamos criando nossa sociedade 
secreta. E queremos estender o convite a voc. - Ela abriu um sorriso generoso para Jenny, e o corao de Jenny martelou. Tinsley queria inclu-la? Jenny teve que 
reprimir o impulso de pular e abraar a todas no quarto - ela estava dentro!  claro que ela sabia que no seria a coisa mais elegante de se fazer, ento conseguiu 
se conter, embora no tenha resistido a esfregar as mos de empolgao.- Uma sociedade secreta? - perguntou ela, meio tonta. - Parece muito divertido.- A idia 
 essa. - Tinsley balanou o cabelo longo e preto nos ombros e se recostou nos travesseiros de sua cama. Como Clepatra, pensou Jenny.-Mas primeiro queremos falar 
de uma coisa com voc.O estmago de Jenny desabou.  claro que no podia ser assim to fcil. Ela devia saber que haveria condies, como Tinsley querer que ela 
fosse a faxineira da sociedade ou coisa assim.Callie se levantou abruptamente e foi at a cmoda. Pegou a escova de plo de javali e comeou a escovar o cabelo, 
mas Jenny sabia que ela a estava observando pelo espelho.
- Todas ns sabemos como os boatos podem ser perigosos - continuou Tinsley. - Que podem acabar magoando todos os envolvidos. E eu acho... e sei que vai concordar 
comigo... que devemos esclarecer um determinado boato. - Tinsley parou para dar efeito dramtico e sorriu para Brett e Jenny. -Jenny, sei que Callie lhe pediu para 
paquerar Easy para ela no ser acusada de receb-lo aqui no quarto. E foi muito legal de sua parte concordar e ajudar Callie a se livrar desse problema. - Tinsley 
olhou para Callie. - Mas o caso  que agora acabou... Ningum mais est encrencado. E no entanto ainda estou meio que ouvindo coisas sobre voc e Easy - Tinsley 
fez um biquinho e olhou diretamente para Jenny. - Existe alguma coisa que devamos saber?O queixo de Jenny quase caiu. Alguma coisa que elas devessem saber? Tipo 
assim, o quanto Jenny queria beijar Easy? Passar as mos nos cabelos dele? Que ela ia -Aiii! - cavalgar com ele no domingo?- Er, no... Quer dizer, o Easy  legal. 
Gosto dele. - E antes que pudesse se conter, as palavras tropearam para fora de sua boca. - Quer dizer, como amigo. Sabe como , somos colegas do curso de artes. 
Mas  s isso.Tinsley assentiu, mas no disse nada. Callie continuou a escovar o cabelo e observar Jenny pelo espelho. Jenny no conseguia olhar para Brett, que 
sabia de sua paixo por Easy, mas no estava dizendo nada.Jenny sentiu que comeava a entrar em pnico e no estava raciocinando muito bem. Este momento, com as 
quatro no quarto do alojamento, preparando-se para dormir, era o tipo de cenrio com o qual ela sonhou - ela precisava entrar para a sociedade secreta. Era sua chance 
de ser uma delas. Como poderia deixar que isso escapulisse entre os dedos?
- Ah, gente - disse Jenny com sensatez -, Easy no pode estar interessado em mim. No depois de voc, Callie. -Jenny quase sufocou com as palavras, era to difcil 
pronunci-las. Mas no estava inventando, ela meio que acreditava no que dizia. - Voc parece uma estrela de cinema. Eu sou s... eu.O nariz de Callie franziu ao 
olhar o prprio reflexo. Jenny podia imaginar o que ela pensava, talvez at como o bobo do Easy ficaria com ela, a baixinha-eu-sou-s-eu Jenny Humphrey. Jenny mordeu 
o lbio.Callie girou abruptamente e abriu um sorriso malicioso para Tinsley.- Ela tem razo. Easy  meio alto para ela. - As duas dividiram o mesmo olhar convencido 
e Jenny de repente se sentiu cem vezes pior do que antes de abrir aquela boca enorme.- Que bom.-Tinsley bateu palmas. - Ento, est resolvido. Bem-vinda  Caf 
Society, Jenny. Sei que ainda vamos ser grandes amigas.Jenny mordeu o lbio com mais fora ainda. No tinha l muita certeza disso.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: CallieVernon@waverly.edu;BrettMesserschmidt@waverly.edu; 
SageFrancis@waverly.edu; CelineColista@ waverly.edu; BennyCunnIingham@waverly.edu; AlisonQuentin@waverly.edu; JennyHumphrey@waverly.edu; VerenaArneval@waverly.edu 
De: TinsleyCarmichael@waverly.edu Data: Sexta-feira, 13 de setembro, 10:05h Assunto: Caf SocietyMinhas mais amadas, adoradas e suntuosas amigas,Todas esto 
oficialmente convidadas a um novo empreendimento denominado Caf Society, um clube secreto apenas para as Waverly Ows mais interessantes e charmosas. Somos criaturas 
jovens e sexies. O mantra de nossa sociedade : Produza-se. Demonstre. Seja. Ostente.A primeira reunio extra-oficial acontecer amanh, s 7 em ponto, no Ritoli's.Observao: 
Exigem-se trajes apropriados. Namorados sero motivo de expulso imediata. Levem seus drinques preferidos e sua malcia.Com amor, da pouco comportada,T.........................
.......................
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: RufusHumphrey@poetsonline.comDe: JennyHumphrey@waverly.eduData: 
Sexta-feira, 13 desetembro, 17:55hAssunto: OBRIGADA!Querido papai,Vou sair para jantar agora, mas saca essa: estou mandando o mail de MEU TELEFONE NOVO. No 
 incrvel??? Muiiito obrigada. Prometo escrever mais no fim de semana.Te amo,JennyP.S.: Diga a Vanessa que agradeci tambm!P.P.S.: Sempre gostei daquele suspensrio 
de arco-ris.  srio!................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................EricDalton: Recebi seu e-mail. Idia interessante, uma viagem 
de campo.TinsleyCarmichae!: Achei que poderia gostar.EricDalton: Sim, e muito...................................................
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COM A PRODUO CERTA, AT OS NERDS DE HISTRIA EM QUADRINHOS PODEM SER CORUJAS SEXIES.Tinsley entrou no salo de jantar dez minutos antes do horrio oficial de 
encerramento, plenamente ciente de que as pessoas esperavam que ela aparecesse. O salo de jantar ficava em um prdio magnfico com teto cavernoso de catedral e 
vitrais em cores vivas, mesas enormes e cadeiras de carvalho almofadadas e pesadas que muitas meninas mais franzinas, com aquele ar de abandono, tinham dificuldade 
de puxar. A entrada ficava no lado oposto da rea do buf e assim, depois que voc entrava, ainda tinha que atravessar a sala diante de centenas de olhos que o observavam 
para pegar sua bandeja e comear a empilhar frango cordon bleu ou qualquer gororoba que estivesse sendo servida. Tinsley no se incomodava com isso, enquanto a maioria 
das pessoas que entrava sozinha no salo de jantar tinha plena conscincia da jornada longa e tortuosa que precisava fazer antes de se esconder atrs das enormes 
tigelas de cereais.Ela deu uma olhada no ambiente, os olhos varrendo habilidosamente as mesas em busca das amigas. Localizou Benny, Brett e os meninos em uma das 
mesas compridas de sempre, perto da lareira. Assentiu para eles, com o cuidado de no olhar para Brett, e continuou a caminhar para a fila da comida.Pegou uma das 
bandejas de plstico bege e percebeu Heath Ferro esperando que lhe servissem um fumegante prato de berinjela ao parmeso. A viso de sua bunda dura com a cala Lacoste 
marrom de listras laterais douradas fez Tinsley sorrir. Ela se aproximou por trs e disse numa voz rouca, diretamente em seu ouvido, antes que ele pudesse se virar:- 
Adivinha quem ... Seno, voc tem pau pequeno. Heath riu ao pegar o prato da funcionria que lhe servia e colocar em sua bandeja.- No vai me enganar com essa 
voz, Tinsley. Eu a ouo em meus sonhos. Se quiser que eu baixe as calas,  s pedir.
Tinsley gemeu e Heath se virou, os olhos verdes com pontinhos dourados piscando preguiosamente ao focalizarem seus lbios cor de ma. Tinsley bateu o quadril no 
dele, depois deslizou a bandeja pelo trilho de metal at as vagens.Vestido num avental branco e usando um bon da Notre Dame, Lon Baruzza estava atrs do balco 
de vidro diante da tigela enorme de vagem, segurando uma colher imensa. Era um bolsista de Chicago e Tinsley sempre gostava de v-lo, mesmo que o coitado tivesse 
de colocar vagens nos pratos de crianas ricas e mimadinhas - ele era mais bonito do que qualquer outro dos funcionrios do salo de jantar.- Estou vendo que hoje 
est encarregado da vagem - disse Tinsley. -  uma promoo em relao ao creme de milho de ontem?- No - disse Lon que, embora estivesse namorando Ticia Rieken, 
claramente gostava de servir um prato de comida a Tinsley. - Na verdade  um rebaixamento... Me pegaram fumando no meu intervalo de ontem. Ento, por ora, s os 
verdes para mim.- Que bom - disse Tinsley. - S peguei milho ontem porque queria falar com voc. Prefiro vagem.-Enquanto ele lhe passava um prato por cima do balco, 
ela abriu o sorriso de ultrapaquera para ele e olhou para Heath, que tinha passado  sesso de hambrgueres, obviamente amuado por ela estar falando com Lon. Ela 
sorriu para si mesma. Um dos maiores prazeres da vida era paquerar meninos na frente de outros meninos. Fazia com que eles percebessem que tinham que lutar por ela.Ela 
deslizou a bandeja para junto da de Heath enquanto ele lutava com uma pina complicada, tentando pegar um po de gergelim, e fingia no perceber sua aproximao. 
Por fim, ele desistiu e o pegou com a mo.- Que feio-disse Tinsley.-Isso est aqui por um motivo, para que meninos como voc no coloquem as patas nojentas na comida 
dos outros. - Ela manuseou a pina com habilidade e colocou um pozinho no prato.
- Ah, no percebi que voc estava a. Pensei que ainda estivesse azarando o Baruzza - disse Heath numa surpresa fingida. Ela sabia que ele no se incomodava realmente 
com isso - Heath era sua contraparte masculina, sempre sabendo quando abrir o sorriso arrasador e quando dar uma piscadela brincalhona. Se algum entendia a emoo 
por trs das paqueras inofensivas, era Heath.- Desculpe, querido. Nunca vou falar de novo com outro menino. Feliz assim?-Tinsley apunhalou um hambrguer vegetariano 
cozido demais com o garfo comprido e o largou em seu prato. Desde que seu pai produziu um documentrio sobre matadouros, quando Tinsley tinha oito anos, ela no 
conseguia comer tipo algum de carne vermelha. Dava-lhe arrepios. Infelizmente, no tinha a mesma facilidade para tomar a deciso de no comprar couro.- S est 
irritada comigo porque no vamos deixar voc entrar na nossa sociedade secreta.-Heath piscou para ela por sobre o ombro enquanto ia para a mquina de refrigerante, 
pegava um copo na pilha enorme e colocava Pepsi at a metade, completando depois com Dr. Pepper. Tinsley o seguiu e encheu o copo com Pepsi Diet.- No exatamente. 
S fui em frente e criei a minha. S de meninas.- O que vocs vo fazer... Dar festas de cosquinhas? De calcinha e suti? - Heath lambeu os lbios com a idia.- 
Um pouco mais sofisticado do que isso. E um pouco mais picante.- Ah, ?-disse Heath, gostando do que lhe parecia. - Talvez nossas sociedades secretas possam ter 
uma reunio secreta juntas. Num lugar sexy e proibido.-Heath parecia estar brincando quando comeou com aquela idia, mas depois um olhar sonhador atravessou seu 
rosto, como se de repente ele estivesse imaginando uma reunio clandestina em que Tinsley, Jenny e as outras meninas, de suti e calcinha, faziam uma guerra de travesseiros 
de penas, o cabelo ficando todo embaraado e pegajoso. - Tipo em Boston. Vamos alugar uns quartos no Ritz-Bradley.
Tinsley colocou o copo na bandeja. Imaginou dois quartos enormes e cheios de estilo no Ritz, a porta de comunicao entre eles aberta enquanto meninas de vestido 
melindrosa e meninos de smoking iam e voltavam, passando taas de champanhe e dividindo abraos chiques e elegantes.- Pode ser a melhor idia que teve na vida, 
Heath. Heath continuou.- Todos podemos usar fantasia, como os Superamigos.- Nossa, agora voc est viajando.-  srio. Viu aquele episdio de OC em que Summer 
se veste de Mulher Maravilha? Foi a coisa mais sexy do mundo. - Heath baixou a bandeja e olhou objetivamente para Tinsley. - Voc daria uma Mulher Maravilha tima. 
Tem o corpo para isso. E o cabelo. - Heath aproveitou a oportunidade para tocar as mechas longas e pretas de Tinsley. Ela afastou a mo dele, embora pudesse imaginar 
a si mesma como uma herona de quadrinhos, com o cabelo em ondas pretas e luzes azuladas. E usando um traje pequenininho,  claro. - E o Ritz ser nossa Liga da 
Justia.Ela o encarou com a expresso vaga.- Nossa Liga da Justia?- Sabe como , a sede. Nossa base. Para nossas misses, entendeu?- Agora est comeando a 
me assustar. Podemos falar a srio por um momento? Precisamos combinar isso.-Tinsley pegou um par de talheres nos tubos de plstico e olhou para sua mesa de amigos, 
que agora terminavam a refeio. Callie acenou.- Fechei com voc - concordou Heath. - No fim de semana que vem, no Ritz. Podemos reservar quartos vizinhos.- Vamos 
a rigor. No como super-heris - acrescentou ela rapidamente, percebendo a excitao de Heath. - S produzidos. -Ela pensou maliciosamente na roupa que pretendia 
usar em seu encontro com Dalton em Nova York: o vestido de chiffon coral sensual, apertado no tronco, com a saia rodada coberta de delicadas contas prateadas.- 
Confie em mim. No h nada mais sexy do que a malha da Mulher Maravilha.- Pode ser. Mas vamos com uma coisa um pouco mais sofisticada.Heath sacudiu a cabea.- 
No  possvel.
- Devo dizer que nunca vi este seu lado, Heath.- Que lado?- O lado nerd.Heath fingiu rosnar para ela.- No comece a sacanear os quadrinhos. Por favor. Tenho 
voc em alta conta e no quero que isso mude.Tinsley sorriu. Era bom Heath no ter medo de que ela o achasse um imbecil. E era cativante que ele ficasse to excitado 
com a idia da Mulher Maravilha com sua malha colante. Talvez um dia ela comprasse um traje desses s para ele ter um ataque cardaco. Ela olhou em volta e percebeu 
que Benny, Callie, Alan e Teague estavam vendo os dois, perguntando-se por que eles no vinham para a mesa.- Vamos nos sentar. Vamos conversar sobre isso mais tarde, 
Batman.- Pode rir - alertou ele. - Vai nessa, vou pegar um biscoito.Tinsley foi sozinha para a mesa, percebendo Callie olhando triste para o outro lado do salo 
de jantar.Ela seguiu os olhos de Callie e viu o que ela olhava: Easy. Ele estava sentado a uma mesa com Jenny, Alison Quentin e alguns outros alunos de artes. Todos 
davam gargalhadas.- Voc est bem, Cal? - perguntou Tinsley enquanto baixava a bandeja. -Jenny garantiu que no h nada entre eles.- Eu sei. - Uma bandeja cheia 
de comida estava na frente de Callie, intocada. - Mas no tenho certeza. Voc tem?-  claro que no est rolando nada - respondeu Tinsley. Como poderia estar? Jenny 
era baixinha e praticamente desfigurada, os peitos to gigantescos. Tinsley olhou a mesa de nerds de artes. Easy ouvia Jenny, arrebatado, sorrindo e piscando os 
clios escuros, todo satisfeito. Ooops. Ela conhecia esse olhar. Era o olhar de adorao total e completa que ele lhe dera na noite em que os dois ficaram no Alasca, 
o mesmo olhar que ela viu, com algum cime, ele lanar a Callie umas cem vezes. Certamente havia alguma coisa rolando ali. Ou haveria logo. Tinsley tinha certeza 
disso.
- Eu s... - Callie interrompeu sua epifania. Pegou o garfo e baixou-o novamente. - Eu s queria no ter que v-lo todo dia, sabe? Sempre que acho que estou bem, 
eu o vejo andando pelo ptio ou sentado a uma mesa rindo com Jenny. - Ela fez um gesto para a mesa do outro lado do salo.Tinsley de repente se lembrou de ter visto 
Easy e Jenny saindo do bosque juntos na quarta-feira  tarde, parecendo cheios de conspirao. Que canalha. O que  que ele estava fazendo, magoando Callie em troca 
dessa monga? Como ele se atreve?Tinsley semicerrou os olhos, vendo o modo como Easy olhava para Jenny. Mesmo do outro lado do salo, Tinsley sabia que os dois estavam 
em seu prprio mundo. Mas no por muito tempo, se ela pudesse interferir de algum jeito.- Voc deve querer que ele desaparea ou coisa assim, n? - sugeriu Tinsley.- 
.-Callie pegou um pedao de brcolis com o garfo e o examinou.Bom, pensou Tinsley. Talvez eu possa dar um jeito nisso.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................BrettMesserchmidt: Parece que agora vc pode parar de evitar 
o quarto 303, J.JennyHumphrey: No vejo a hora.BrettMesserchmidt: Ento vc e EZ no esto...JennyHumphrey: No... No aconteceu nada, mas sabe como .BrettMesserchmidt: 
Sei.JennyHumphrey: Vc estava muito quieta ontem  noite.BrettMesserchmidt: Acabou. Oficialmente.JennyHumphrey: Eu sinto muito. Vc t legal?BrettMesserchmidt: 
T... Mas pode me perguntar depois, para ter certeza?JennyHumphrey: Pode contar com isso.................................................
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UMA WAVERLY OWL  SEMPRE CAUTELOSA.Brandon adorava as manhs de sbado na Waverly. As festas de sexta  noite nunca eram to loucas nem to regadas a lcool como 
aquelas das noites de sbado, e os alunos no andavam por ali parecendo totalmente destrudos como faziam nas manhs de domingo. As manhs de sbado sempre pareciam 
mais saudveis, com as meninas e os meninos usando seus moletons marrons amarrados na cintura, indo assistir s partidas de futebol ou aos jogos de hquei. A galera 
da cidade pegava o trem para passar o fim de semana em suas coberturas no Upper East Side e iam para a balada  noite com seus lindos amigos de escolas particulares 
ou outras escolas preparatrias da Nova Inglaterra. Brandon era de Connecticut - nascido e criado em Greenwich - e embora os gramados lindamente bem-cuidados da 
Waverly no lhe fossem exatamente uma paisagem estranha, a Waverly lhe parecia muito mais com um lar do que Connecticut. Seu pai se casara de novo h trs anos e 
a madrasta era um pesadelo de mulher, uns dez anos mais velha do que Brandon, e agora os meios-irmos gmeos engatinhavam pela casa, roendo e vomitando na moblia 
cara enquanto a me deles babava por eles serem to inteligentes. A madrasta, cujo nome ele jurou que no passaria por seus lbios, parecia estar convencida de que 
ele era gay e lhe disse uma vez que se um dia ele assumisse, o pai "provavelmente ainda o amaria". Pelo menos ele nunca sentia saudade de casa.
O dia estava ensolarado, mas meio frio. Brandon atravessou o ptio, os mocassins Bruno Magli pegando pedaos de grama ainda molhada do orvalho. Ele foi para o Maxwell 
Hall, um prdio de H. H. Richardson que abrigava o centro estudantil, um caf, a sala de correspondncia e algumas de estudo, e servia de nexo social do campus. 
Devia-se ir  biblioteca quando se estava estudando para uma prova ou escrevendo um trabalho cuja nota no podia ser menor do que C. As pessoas que iam ao Maxwell 
estavam interessadas em um estilo de estudo mais social, o tipo preguioso que adora o barulho das mquinas de cappuccino e as interrupes de membros atraentes 
do sexo oposto. Talvez Callie estivesse l, tomando o expresso duplo e lendo a ltima edio da Vanity Fair em vez de estudar clculo. Brandon pretendia desabar 
por algumas horas em uma poltrona enorme em um dos nichos na sacada, tomar seu latte e comear Democracia na Amrica, de Tocqueville, um livro to chato que se os 
Pais Fundadores tivessem sido obrigados a ler, certamente teriam criado uma ditadura.O espao principal do Maxwell, com suas paredes de pedra macia, arcos romanescos 
e uma lareira enorme que jamais era acesa, parecia uma caverna e era aconchegante. Estava lotado de gente e Brandon, depois de colocar os trs sachs de Splenda 
na bebida, seguiu para a escada rangente dos fundos at um dos nichos escuros no andar de cima, onde se podia olhar a rea de estar principal e ver todo mundo que 
entrava.No comeo Brandon ficou decepcionado ao ver um emaranhado de cachos escuros em vez das mechas longas e louras de Callie, mas depois reconheceu que eram 
de Jenny.
- Oi - disse ele, satisfeito por ela de algum modo ter ido para o lugar do prdio que ele mais gostava. Havia duas poltronas imensas viradas uma para a outra, com 
uma mesinha de madeira entre elas. Brandon passou muitas horas sentado aqui com seu iPod, desejando Callie. Havia alguma coisa to ntima em ler ao lado de algum, 
de vez em quando tirando os olhos do livro para trocar olhares e talvez se beijar um pouco.Jenny levantou a cara do livro, evidentemente imersa em pensamentos. 
Precisou de um momento para focalizar Brandon mas, quando conseguiu, seu rosto se abriu num sorriso doce. Suas bochechas eram de um rosa-claro, e o nariz pequeno 
e meio arrebitado era pontilhado de sardas. Ela vestia uma blusa florida J. Crew que no era exatamente apertada, mas conseguia envolver suas curvas, uma saia jeans
curta e desbotada, legging preta e sandlias de camura cinza que pareciam sapatos de criana. As pernas estavam cruzadas delicadamente nos tornozelos.- Oi, Brandon!
E a?Brandon ficou distrado por um momento pelo movimento dos peitos de Jenny quando ela se sentou ereta, mas ele no queria ser um daqueles caras que s conseguiam 
olhar para os peitos de uma garota, mesmo que fossem convidativos, ento obrigou seus olhos a voltarem para o rosto dela.- Importa-se se eu me sentar aqui? - perguntou 
ele, indicando a outra poltrona.- Claro que no. Estava ficando meio solitrio aqui, s eu e Madame Bovary.Brandon riu, percebendo que no tinha pensado em Callie 
nos ltimos trinta segundos. Est vendo, ele no era um obcecado. Ele se lembrou de que no queria falar com ningum semanas depois que Callie terminou com ele. 
Com sorte, ela no levaria tanto tempo para superar Easy. Brandon afundou na poltrona ao lado de Jenny, colocando a xcara na mesa entre eles.- Como est Callie? 
- ele baixou a voz, de repente achou que era um absurdo falar to gravemente de um rompimento. Como se Callie estivesse em coma ou coisa assim.Jenny balanou os 
ombros.
- No a tenho visto muito. Tinsley e Brett tm ficado com ela praticamente o tempo todo. -Jenny parou e mordeu o lbio. - Mas no acho que ela v me escolher para 
conversar sobre esse assunto - acrescentou ela, os olhos castanhos baixando de culpa.- Quer dizer que h realmente alguma coisa rolando entre voc e o Walsh? - 
perguntou Brandon. Ele ficou feliz por ter Easy fora da vida de Callie, mas no queria exatamente que ele estivesse na vida de Jenny. E isso o fez se sentir mal 
por Callie, uma vez que ele sabia muito bem o quanto doa ver uma pessoa que voc amava nos braos de outro logo depois do rompimento.Jenny encontrou os olhos dele 
de novo.- Na verdade eu no sei - admitiu ela. - Quer dizer, ns somos amigos, mas...Brandon se sentou direito na poltrona.- Bom, espero que d certo - interrompeu 
ele. As palavras saram mais frias do que ele pretendia. Ele queria que Jenny se desse bem com Easy; queria de verdade. Mas no queria que Callie acabasse odiando 
Jenny, como ele odiava Easy. Em especial porque as duas tinham que morar juntas.- No sei o que h nele - soltou Jenny em voz baixa. Eu sei, pensou Brandon. Ele 
 alto e parece um modelo da Ralph Lauren. Monta cavalos,  artista e "profundo". Ele tentou no revirar os olhos. No  para amar?- Sabe como , s procure se 
lembrar de como isso vai magoar Callie por um tempo. Quer dizer, este campus  pequeno. Vai ser difcil para ela se afastar dele.
Brandon de repente se lembrou de como ele entrou na sala de correspondncia um dia depois de Callie ter terminado com ele e viu Callie e Easy encostados numa parede 
de caixas de correio se agarrando-Callie com o suter de cashmere azul-claro Diane von Furstenberg que Brandon dera a ela no aniversrio de um ano. Ele sabia que 
ela no faria isso por maldade; Callie nunca magoava as pessoas intencionalmente. Bom, no ele, de qualquer forma. Mas s a idia de que ela estava to arrebatada 
por Easy que nem pensou duas vezes de onde vinha o suter e o que ele significava, fez Brandon querer ir at l e dar um murro no sorriso perfeitamente torto de 
Easy.-  um quarto de alojamento pequeno - assinalou Jenny. - E j me sinto bem estranha. No  que exista alguma coisa entre ns. E s que pode caminhar desse 
jeito.Brandon assentiu.- Acha que tenho chances de voltar com Callie?- perguntou ele, meio timidamente. Ele era to lindo, pensou Jenny. Podia ter a maioria das 
garotas da Waverly, mas ainda assim s queria Callie. Ocorreu a ela que se Callie entendesse como era fcil ficar encantada com Easy Walsh e se esquecer completamente 
de um cara timo como Brandon, ela podia perdoar Jenny por tambm ficar encantada com Easy. Jenny suspirou. Ou talvez no.- Acho que agora ela deve estar querendo 
algum espao. -Jenny tomou um gole do ch verde, agora frio. -Ela ainda no quer sair com ningum. Alm disso, estamos naquela sociedade nova, e no  permitida 
a entrada de namorados.Brandon gemeu.- Voc tambm est na sociedade da Tinsley?-Ele abriu o zper da bolsa de couro, to maravilhosamente envelhecida que parecia 
ter vindo da Segunda Guerra Mundial, e pegou um livrinho. Ele precisava pelo menos fingir ter algum trabalho a fazer.
- -admitiu Jenny, ainda empolgada por ter recebidido o e-mail de Tinsley no dia anterior. Talvez Tinsley finalmente estivesse disposta a perdo-la por ser a garota 
nova e esquisita que roubou sua cama. Tinsley era a rainha coroada da Waverly. Era tranqilamente a menina mais descolada e mais linda do campus, o tipo de pessoa 
que no espera que coisas bacanas aconteam, ela sai e faz com que aconteam. Se Jenny no podia ser a Tinsley, ser amiga dela era a segunda melhor coisa do mundo. 
Talvez parte do glamour passasse para ela por osmose. - Parece divertido.- Claro que  - disse Brandon com um sorriso. - Tinsley no se envolve em nada que no 
seja divertido.- No parece um jeito ruim de ser, no necessariamente. Brandon hesitou.-  mais do que um jeito de ser para Tinsley Ela transformou a diverso 
numa forma de arte. A qualquer custo.Jenny se recostou na poltrona e tentou digerir as palavras de Brandon. Sabia que ele tinha razo - afinal, Tinsley fora suspensa 
da Waverly por ter "se divertido"-e no entanto no parece que ela tenha perdido nada de seu fascnio. Deve mesmo ter aumentado. Tinsley fazia o que queria.- Olha, 
se isso significa que ela vai ser legal comigo, vou aceitar. Por causa dela e de Callie, eu passei todo o fim de semana com medo de ir para o meu quarto.- Tenha 
cuidado - aconselhou Brandon, os olhos castanho-dourados de repente srios. Em geral Jenny achava que era injusto que estes clios lindos pertencessem a um homem, 
mas eles deixaram Brandon to elegante. Lembrava a ela um astro de cinema mudo com aquele queixo macio, os olhos expressivos e o cabelo estrategicamente desarrumado. 
E ele era legal. Callie no sabia a sorte que tinha por ter um cara como Brandon louco por ela.
- Vim de uma escola que era cheia de meninas como a Tinsley. -Jenny jamais se esqueceria das Blair Waldorfs com que ela crescera meio temendo, meio invejando, meninas 
que faziam voc se sentir que no existia, at que por acaso precisassem de alguma coisa de voc. Elas achavam que voc estaria disposta a largar tudo por elas, 
o que,  claro, voc faria mesmo. Mas as meninas verdadeiramente perigosas eram as Serena van der Woodsens do mundo, porque elas eram to perfeitamente lindas e 
legais, que eram quase inumanas. Tinsley estava em algum lugar entre as duas: tinha todas as perfeies fsicas de Serena, e mais a mente que ficava sempre maquinando 
como a de Blair, sempre querendo mais.-Posso lidar com ela. - Mas Jenny de repente ficou totalmente insegura de si. Nunca seria uma Blair, uma Serena ou uma Tinsley, 
s uma Jenny. Ser que ela sempre ficaria na vontade?- Bom, tem alguma coisa anormal na Tinsley... Ela faz com que voc queira ser amigo dela, mas voc no pode 
confiar nela. Nunca.Ele era to veemente que Jenny se perguntou se acontecera alguma coisa entre eles.- Tudo bem. Vou dormir de olho aberto. Brandon riu.- No 
 m idia.
16
UMA WAVERLY OWL JAMAIS ABANDONA SEUS COMPROMISSOS. A NO SER QUE TENHA UM MOTIVO MUITO, MUITO BOM.Prezado Sr. Dalton, receio no poder mais ajud-lo em suas tarefas 
no escritrio. Continuarei,  claro, meu trabalho no Comit Disciplinar como representante da turma, uma vez que levo a srio meu compromisso nesta funo. Obrigada 
por sua compreenso.
Brett olhou o bilhete, escrito em sua caligrafia inclinada para trs em um dos cartes de correspondncia Crane verde-lima com monograma. Seria pessoal demais usar 
um deles? Talvez ela s devesse mandar um e-mail. Mas no, parecia mais adequado terminar seu malfadado caso escrevendo um bilhete em seu papel caro, com BLM gravado 
no canto. Talvez, ela pensou absorta, isso o fizesse se perguntar qual era seu nome do meio. Alm disso, talvez a fizesse se sentir uma herona de romance de Jane 
Austen, uma mulher magoada to elegante que conseguia escrever uma carta educada ao homem que a trara.No que ela estivesse com raiva. S se sentia desanimada 
e confusa. Se Eric queria que nada acontecesse entre os dois, devia ter freado as coisas nas muitas oportunidades que teve de faz-lo. Mas ele a estimulou, no foi? 
Brett odiava ficar to na defensiva com isso, perguntando-se se ela s imaginou que um dia houve alguma coisa entre eles.
No, isso no era certo, respondeu Brett a si mesma enquanto atravessava o campus na direo do Stansfield Hall, aberto mas em geral silencioso nos fins de semana. 
Ela voltou a pensar no dia em que conheceu Eric Dalton, pensando no incio que ele era um aluno. Ela foi incapaz de se livrar da sensao de que, desde o comecinho, 
embora ele tenha ficado meio intimidado pela atrao que sentia por ela, ele no tentou escond-la. E no foi s uma paquera casual-ele a convidou para jantar fora, 
levou-a em seu avio  casa dele em Newport e tinha bebidas esperando por ela no barco. Ele lhe dera vinho, acendera velas para ela, mandara um carro para peg-la 
e lev-la de volta ao campus, convidara-a para passar a noite com ele, tirara as roupas dela... Esta no era uma atitude de um homem que tinha medo de ser inadequado.Ela 
subiu os trs lances da escada de mrmore at a sala dele, os saltos ecoando alto, e parou quando ouviu l dentro um arrastar e uma msica suave. Em silncio, colocou 
o bilhete na frente da porta e voltou na ponta dos ps pelo longo corredor.Uma hora depois o sol estava caindo no cu da tarde e Brett ainda vagava a esmo pelo 
campus. Era uma linda tarde quente de outono e ela estava deprimida demais para ficar entre quatro paredes e passar seu sbado na biblioteca sozinha, sem nem um 
cara bonitinho para trocar mensagens.Brett enxugou o nariz pateticamente nas costas da mo. No falava com Jeremiah havia uma semana, desde o Sbado Negro, quando 
ele a pegou saindo do veleiro de Dalton nas docas. De repente ela sentiu uma pontada de anseio no estmago, lembrando-se como era bom s sair com Jeremiah, fumar 
Parliaments e zombar, juntos, das famlias dos dois. Brett se viu com saudade de seu sotaque de Boston que somente na ltima semana ela achara to irritante.
Sem pensar no que estava fazendo, os Jimmy Choos de Brett a levaram pelo caminho que passava na extremidade norte do campus da Waverly, na direo do antigo cemitrio. 
Callie pensava que ela era mrbida por gostar de andar por ali, mas era um lugar retirado, a lpide mais moderna datava do final dos anos 1800 e ela e Jeremiah sempre 
o acharam tranqilo e romntico por baixo do dossel do bosque, atrs da estrada principal. Era uma boa caminhada, passando dos portes da Waverly. Ela se lembrava 
de como ficou empolgada na noite em que o carro de Dalton veio busc-la. Brett sacudiu a cabea, tentando se esquecer de como foi idiota e infantil, e se concentrou 
na linda tarde quente.Mas quando passou pelo enorme porto enferrujado, percebeu um conhecido corpo atltico encostado no muro de pedra musgosa. Sua respirao 
ficou presa na garganta. Jeremiah. Caramba. Ser que ela o conjurou de algum jeito?Jeremiah olhou ao ouvir algum se aproximando e se surpreendeu ao ver Brett. 
Ela ficou paralisada por um segundo, sem ter certeza se devia se aproximar dele, mas depois um sorriso de boas-vindas se abriu nos lbios de Jeremiah.- Ei - disse 
ele, olhando-a de cima a baixo, feliz. Brett colocou no alto da cabea os culos de sol espelhados em dourado Oliver Peoples e tentou no corar. Parou sem jeito 
a alguma distncia de Jeremiah, sem saber se devia lhe dar um abrao ou sei l o qu.- Ei - respondeu ela. - Achei que tinha jogo hoje.- No, foi ontem  noite. 
A gente arrasou. O treinador me colocou de quarterback. -Jeremiah corou de modstia e se iou no muro a suas costas. -  bom ver voc de novo.- Voc tambm - admitiu 
ela timidamente.- Como  que est? - Seus grandes olhos azuis brilhavam e pareciam felizes.Brett se viu meio distrada pelo familiar cheiro de recm-sado-do-banho 
de Jeremiah. Chutou um montinho de grama e depois subiu no muro de pedra ao lado dele, os sapatos pendurados a vrios centmetros do cho.
- J estive melhor. - Ela deu de ombros e o olhou atravs de uma cortina de cabelos vermelhos, percebendo a testa franzida de preocupao dele. - No vai querer 
saber.- Como sabe, se no me d a oportunidade? - Ele se apoiou nos cotovelos, o cabelo castanho e solto caindo do rosto. - Sou um bom ouvinte. -Jeremiah era mesmo 
um ouvinte incrvel, paciente e sempre interessado no que quer que ela dissesse. Seria totalmente estranho e egosta falar com ele sobre todo o problema com Eric 
Dalton. Mas Jeremiah era a pessoa mais gentil e mais franca que ela conhecia. Se ele no quisesse saber, no teria perguntado.Brett respirou fundo e olhou uma das 
lpides esfarelentas diante deles.- Eu s... Bom, no ando no meu juzo perfeito ultimamente, sabia? - Ela o olhou atravs dos clios. - Eu meio que me envolvi 
numa coisa. Eu, er, no sei o quanto voc sabe... - Brett parou, sentindo-se culpada e com nojo de si mesma.- Bom, acho que sei o bsico. - Ele lhe abriu um sorriso 
de estmulo. - As novidades viajam rpido. Dizem que voc est caidinha pelo famoso e encantador Sr. Dalton. - Jeremiah pigarreou. - Mais do que isso... voc vai 
ter que me dizer.- Bom, acho que  um resumo adequado. - Brett deu uma risadinha seca. -  meio idiota... Ns s, bem, passamos algum tempo juntos, e acho que eu 
fiquei meio convencida de que de gostava de mim. - Brett suspirou e puxou os ps para cima do muro. - At que recebi uma mensagem dele outro dia que meio que dizia: 
"Foi bom, mas acabou." - Ela deu de ombros de novo. - E foi isso.Jeremiah soltou o ar lentamente, como se estivesse prendendo a respirao durante todo o tempo 
em que Brett falava.- Bom, quer ouvir minha opinio profissional?Brett riu. Estava surpresa de como se sentia bem em compartilhar o que aconteceu com algum. Ou 
talvez fosse s Jeremiah?- Sim, por favor.
- Pelo que entendo, voc no imaginou nada.  bvio que Dalton gostou de voc... Por que no gostaria? Voc  a Srta. Brett Lenore Messerschmidt... A ruiva mais 
inteligente, mais gpstosa e mais talentosa a vir para a Waverly desde Rita Hayworth.  claro que ele no resistiu. -Jeremiah sorriu e, embora seu tom fosse simptico, 
Brett pensou ter detectado alguma amargura em sua voz. -At que de repente... Talvez ele tenha percebido que estava infringindo a lei e violando cada tica de professor 
imaginvel... Ele se lembrou, pera um minutinho, voc tem 16 anos. Ele  um adulto. Devia saber muito bem que no d.De repente Brett se lembrou da poca em que 
Jeremiah a levara ao Fenway Park para ver um jogo dos Red Sox. Os pais dele tinham ingressos para lugares que ficavam praticamente em cima do campo. Eles ficaram 
to perto que Brett achou que podia sentir o cheiro do suor dos jogadores - um nojo, mas tambm meio sexy. Ela estava distrada olhando o center filder gato quando 
uma bola foi mandada voando para a cabea dela - ela nem percebeu, at que Jeremiah estendeu o brao e pegou a bola com a mo nua um segundo antes que a atingisse 
no rosto. Todos em volta comearam a dar os parabns a Jeremiah pela bela pegada, mas ele os ignorou-s queria ter certeza de que Brett estava bem.E agora, depois 
de tudo, ele ainda era igualmente meigo.- A Rita Hayworth veio para a Waverly?- No-disse Jeremiah. - Mas essa  a nica parte que no  verdade.Brett sentiu 
um sorriso bobo cruzar seu rosto e fingiu tirar uma pedrinha do sapato. No conseguia acreditar no quanto se sentia melhor depois de falar com Jeremiah s por dez 
minutos.- E a, voc, er, sabe como ... - comeou Jeremiah numa voz baixa, parando no final.
- Se transei com ele? No! - Brett definitivamente detectou alvio na cara dele quando disse isso. Meu Deus, e se tivesse transado? Em vez de se arrepender de no 
ter dormido com Eric, Brett de repente sentiu um surto de alvio por todo o corpo. Que erro horrvel teria sido. Mesmo na tarde quente, ela tremia.Uma hora depois, 
eles estavam deitados de costas no alto do muro, olhando os trechos de cu azul entre as folhas amareladas, e ainda conversavam. Brett de repente se sentou para 
olhar o relgio.- Tenho que voltar para a reunio boboca da Caf Society - disse ela pensativamente. - Mas obrigada por me ouvir tagarelar, sabe como , sobre tudo 
isso. Foi... legal. Conversar com voc de novo. Mesmo sobre isso.-Brett piscou os olhos de gata para Jeremiah. Esperava que ele entendesse o quanto ela lamentava 
por mago-lo, mas ela no ia levantar esse assunto depois de passarem uma tarde to boa.- Ah, sobre a sociedade... andei conversando com o Teague Williams numa 
jogada na semana anterior e ele falou de uma viagem a Boston... -Jeremiah bateu os calcanhares no muro de pedra. - Estava pensando em ir, se no tiver problema para 
voc.Ela sorriu.- Gostaria muito.- T legal, timo. Agora... Tem certeza de que no quer que eu d um bom soco nele? -Jeremiah pulou do muro e deu um gancho de 
direita no ar. - Quer que eu leve uns atacantes fortes at a casa do cara para dar um susto nele? - brincou.- Obrigada. - Brett riu. - Mas est tudo bem. - Ela 
desceu do muro, pousando diante de Jeremiah e cambaleando um pouco antes de ele estender a mo para equilibr-la. - Obrigada - sussurrou ela de novo e, antes que 
ele pudesse dizer mais alguma coisa, ela passou os braos em volta dele e enterrou a cabea em seu peito, dando-lhe um abrao rpidido. O corpo de Jeremiah se enrijeceu 
de surpresa e ele afagou as costas de Brett delicadamente antes de se afastar.
- No se sinta mal porque as coisas no do certo entre voc e um babaca desses - disse ele suavemente. - Isso s significa que voc  boa demais para ele.- Acho 
que voc pode estar desperdiando seu talento de lder de torcida - disse Brett, percebendo que o tempo todo em que eles se abraaram, ela prendera a respirao. 
- A gente se v logo, t legal?Jeremiah sorriu, mas ela no conseguiu captar o que ele estava pensando.- Tudo bem. Divirta-se hoje  noite. -Ele se virou rapidamente 
e se afastou. Enquanto voltava para o Dumbarton para se arrumar para a primeira reunio da sociedade secreta, Brett esfregou os braos. Estava com arrepios e mais 
confusa agora do que quando saiu nesta tarde. Mas de certo modo era uma confuso muito, mas muito mais agradvel.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................AlanStGirard: Quer uma cerveja antes do jantar? Na cratera?HeathFerro: 
Valeu.AlanStGirard: O Buchanan vai?HeathFerro: No, est naqueles dias. Sabe como , ouvindo Natalie Merchant o dia todo, fazendo beicinho.AlanStGirard:  
melhor ele superar isso na viagem para Boston. Ele no vai perder, vai?HeathFerro: T brincando? E deixar Calie sozinha nas garras de animais como ns? Mas nem 
pensar!................................................
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UMA WAVERLY OWL CORRETA NO TENTA PEGAR O CARA DA PIZZARIA.Jenny subiu a escada do Dumbarton, esperando pegar as colegas de quarto se arrumando para a reunio 
da Caf Society. Ela adorava a idia das quatro se vestindo juntas. Talvez Tinsley emprestasse um top a Jenny-bom, talvez no um top, por causa da discrepncia no 
tamanho dos seios - ou um cinto ou coisa assim, dizendo, "isso ficaria timo em voc". Jenny sempre quis ter uma irm. Mas quando abriu, cheia de expectativa, a 
porta do quarto 303 do Dumbarton, encontrou-o vazio, com apenas um vestgio de J'adore de Dior de Tinsley ainda pairando no ar.Jenny suspirou e comeou a vasculhar 
o armrio, hesitante, sem querer se produzir demais ou de menos, uma vez que Tinsley deixou claro no e-mail, "exigem-se trajes adequados". Ela pegou a cala mais 
elegante do cabide, a de algodo de seda azul-real Philosophy di Alberta Ferretti que lhe custara cinco meses de mesada na Barneys Warehouse Sale. Era o tipo decala 
que conseguia parecer sexy e sofisticada, e esconder todas as falhas de quem a vestia. No admira que as pessoas ricas sempre fiquem to bonitas. Elas podem pagar 
por roupas bem-feitas assim. Jenny tentou vestir uma bata baby doll Calvin Klein que comprara sem experimentar em uma liquidao na Saks, mas de algum modo a fazia 
parecer grvida e piranhuda ao mesmo tempo. Ela a amarfanhou e largou no canto. Alguns outros tops foram empilhados antes de ela decidir por um de lantejoulas prateadas 
com arremates de renda e seu blazer azul-marinho macio e ajustado Ben Sherman.- Algum a est incrvel! - gritou Brett ao irromper pela porta sem flego e se despir 
de imediato. Brett olhou o armrio por meio segundo antes de pegar um par de botas Stuart Weitzman de cetim prata-escuro com um broche em cima. Jenny as tinha visto 
na InStyle e ficou chocada quando Brett as estendeu para ela, dizendo: - Voc cala 37, no ? Estas devem ficar timas em voc.- Como sabe que eu calo 37?Brett 
olhou timidamente.
- Bom, outro dia eu experimentei aquelas botas de camura vinho que ficam debaixo da sua cama. Eu calo 37,5 e precisava ver se cabiam.Jenny riu, colocando os sapatos 
de Brett nos ps delicados.- Pode pegar emprestado quando quiser. Se no for desconfortvel demais para voc.-Ela se virou e viu Brett totalmente vestida, arrumada, 
o cabelo recm-escovado, as botas nos ps, colocando um de seus minifrascos de Chanel nos pulsos.- Nossa, como voc  rpida - observou Jenny, totalmente pasma.Quando 
elas entraram no Ritoli's, as outras meninas j estavam l, sentadas em torno de uma das grandes mesas redondas no canto. A julgar pelas roupas, Callie, Benny, Verena 
e Tinsley dava a impresso de terem sado diretamente da passarela.- Tomem seus lugares, senhoras - Tinsley as recebeu grandiosamente, bebendo um golinho de uma 
coisa rosa, gelada e inidentificvel em uma garrafa de Nalgene na mesa - Ainda estamos esperando por Sage e... quem mais?- Celine - respondeu Callie de pronto, 
claramente a segunda em comando.- A esto elas.-Verena acenou os dedos cheios de anis para Sage e Celine, que tinham acabado de entrar. Brett se sentou ao lado 
dela e Jenny sentou-se na cadeira vazia ao lado de Alison Quentin, a linda coreana de sua turma de artes.- Oi, gente. -Jenny se sentia a garota nova outra vez, 
mas estava grata por ser includa numa reunio de meninas bonitas e populares. Ela pegou uma das garrafas de plstico que ela e Brett tinham enchido de merlot barato 
e a colocou na mesa.- O que voc tem a?-Alison arrotou.-Benny e eu estamos tomando vodca com limo desde as trs horas. - Ela assentiu tristonha para a garrafa 
de Gatorade quase vazia.-  um vinho bem ruim. Fique  vontade, se quiser matar - ofereceu Jenny enquanto Celine Colista se aprumava em seu vestido de jrsei de 
seda vinho Vera Wang sem ala e stillettos prata Manolo. O cabelo preto recebera uma escova h pouco tempo.
- Bem ruim-confirmou Benny.-Papai comprou um vestido novo para algum. - O pai de Celine era um grande diretor de cinema e tinha acabado e fazer um filme estrelado 
por Kate Hudson e Mark Ruffalo, como Celine lembrava a todos com freqncia.- No - disse Celine, girando um pouco para mostrar como a cor complementava com perfeio 
sua pele morena. - Ele pegou do figurino. Kate usa no filme. - Ela pousou as mos na cintura fina. - E claro que tive que ajustar. -Jenny encontrou os olhos de Brett 
e as duas sufocaram uma risadinha.- Vocs todas vo a uma festa ou coisa assim? - Um cara muito lindo tinha aparecido em sua mesa sem que ningum percebesse, mas 
agora que ele estava ali a meio metro delas, todas as meninas ficaram muito conscientes de sua presena. Jenny o vira antes, quando parou para comer uma fatia de 
pizza depois de matar o almoo, mas ele estava mais lindo do que naquele dia, usando camiseta preta bsica e cala cqui meio larga Abercrombie & Fitch.- Esta aqui 
 a festa, Angelo - disse Callie de um jeito recatado, os dedos acompanhando a borda do cardpio de couro. Jenny ficou um tanto surpresa ao ouvir como o tom de Callie 
era familiar. Ela o conhecia?- Bom, ento fico feliz por estar trabalhando hoje. - Angelo pegou um bloquinho de papel do cs da cala.- Ns tambm - disse Tinsley, 
piscando. Claramente Angelo ficou vidrado. No devia ser toda noite que aparecia um grupo de meninas meio bbadas e muito produzidas, ansiosas para paquer-lo. Jenny 
tomou um gole de sua garrafa esportiva, na esperana de que isso a ajudasse a se sentir um pouco menos deslocada,- Sabem o que vo querer?- Hummm-disse Sage Francis, 
atirando o cabelo platinado por sobre o ombro e inclinando-se para Angelo.- Quanta pizza acha que devemos comer? - perguntou Benny, definitivamente nada disposta 
a ficar de fora. Ela bateu os clios dos olhos enormes e castanho-escuros para Angelo.
Angelo as fitou, fingindo avaliar a situao com o olho de um especialista em pizza. At Jenny se remexeu nervosa, esperando que ele a achasse bonita.- Bom, meninas, 
vocs nunca comem o que devem. So todas magras demais. Eu diria que podem pedir trs grandes. -Todas elas sorriram. Quem no gosta de ser chamada de magra? Elas 
debateram por um minuto, depois decidiram por uma de queijo e funghi, uma de pesto e a terceira com pepperoni e azeitona.- Ele  uma coisa - exclamou Sage assim 
que Angelo se afastou.- Talvez eu diga alguma coisa em italiano a ele...- Benny mordeu os lbios, pintados de rosa-claro com batom Foolish Virgin de Vincent Longo. 
A cor era meio fraca, mas Trinsley sabia que era o preferido dela por causa do nome. Tinsley e Benny uma vez tomaram um porre enquanto estudavam para a prova final 
de histria europia e Benny dissera a ela que se considerava uma virgem convertida, sem qualquer implicao religiosa, porque tinha perdido a virgindade por acidente 
nas frias de Natal com um veterano da Universidade da Pensilvnia que os pais aproximaram dela. Ela preferia no contar essa, uma coisa que Tinsley achava totalmente 
engraada. Celine franziu o nariz.- Isso no  meio racista? S porque ele  italiano, no quer dizer que fale italiano. Ou seja, s porque Alison  coreana, no 
significa que fale coreano, n?- Eu falo coreano - admitiu Alison como quem se desculpa.
- Aposto que posso ficar com ele antes de qualquer uma de vocs - anunciou Callie abruptamente. Jenny a encarou, perguntando-se de onde vinha essa sbita exploso 
de imprudncia. Hoje Callie parecia mais louca do que o normal, trocando o visual de patricinha clssica por uma roupa que ela podia ter usado numa noitada com Lindsay 
Lohan: um provocante minivestido roxo BCBG Max Azria com saia pregueada. O vestido tinha uma gola baixa que deixaria imoral qualquer uma com os peitos de Jenny, 
mas em vez disso s revelava a tbua ossuda de Callie. Meu Deus, ela precisava comer alguma coisa, pensou Jenny, querendo ela mesma poder passar algum peso extra, 
isto , de seus peitos GG, para Callie.- Cinqenta pratas como posso te derrotar nessa-contra-atacou Benny alegremente. Sage e Celine rapidamente quicaram.- Angelo 
 um gato. - Tinsley se recostou na cadeira, sabendo que ficava linda com a blusa de chiffon cru Elie Tahari inspirada num espartilho. Combinava com sua pele bronzeada 
e o cabelo preto, que emoldurava o rosto em ondas longas e cheias. - Mas prefiro um cara mais maduro.- Talvez queira ficar com o pai dele - sugeriu Brett, tomando 
um longo gole da garrafa de plstico. Elas trocaram um olhar carregado e Jenny se perguntou o que estava rolando. Ela estremeceu um pouco, pensando em todas as coisas 
subentendidas que devia estar perdendo, essas meninas se conheciam havia anos e ela acabara de chegar.- A, j  meio velho demais-Tnsley sorriu com malcia. -No 
poderia namorar algum com mais de uns 25 anos, mesmo que fosse muito bem-dotado.- Toda a famlia tem fama de ser enorme feito cavalo - cochichou Alison a Jenny, 
que quase cuspiu o vinho morno.- Tenho certeza de que algum pode descobrir, n? - Jenny riu ousadamente. Ela precisava comer algo rpido, ou ia ter problemas. 
Sua cabea j comeava a girar.- Tenho que fazer xixi - disse Callie sem eloqncia alguma. Ela se levantou e foi ao banheiro no fundo do restaurante, cambaleando 
um pouco nos saltos.
Tinsley virou os olhos violeta para Jenny pela primeira vez naquela noite.- Pode descobrir por si mesma. Ou est de olho em outro? - O tom de voz era simptico 
e leve, e se fosse outra pessoa perguntando, e no Tinsley, Jenny imaginaria que s estava sendo curiosa. Mas Tinsley tinha visto Jenny e Easy saindo do bosque, 
agora Jenny tinha certeza disso, e parecia meio conveniente demais que ela esperasse que Callie sasse para dar incio ao assunto, como se esperasse investigar Jenny 
e revelar alguma coisa.- Isso no seria permitido, no ?-perguntou Jenny com inocncia. - Pensei que os namorados estivessem proibidos.- Excelente-Tinsley a elogiou 
com um sorriso diablico. -Voc estava prestando ateno. - Seu olhar atravessou a mesa antes de Jenny desviar o dela e tomar outro gole do vinho.- S os namorados 
esto proibidos, n? - disse Celinc, nervosa. - No, nada do tipo, uma ficada com caras?- Isso, minha querida,  estimulado-anunciou Tinsley suntuosamente, recostando-se 
na cadeira de novo. Ela parecia uma pantera, magra, forte e meio entediada, como se esperasse pelo momento perfeito para dar o bote.Angelo apareceu com uma bandeja 
enorme com trs pizzas fumegantes. Ele as serviu habilidosamente nos pratos das meninas enquanto elas sorriam para ele, paquerando-o. Enquanto segurava o prato para 
Angelo, Jenny o viu olhando seu colo. Quando ela olhou para ver se mais algum tinha percebido, encontrou o olhar malicioso de Tinsley. De repente, toda sua fome 
desapareceu. Por algum motivo, Tinsley estava de olho nela. E essa no era uma sensao agradvel.
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................RyanReynolds: Como foi a primeira reunio? Algum danou pelada 
na mesa?BennyCunningham: A noite  uma criana... Acabamos de sair do Ritoli's.RyanReynolds: Vc est de porre?BennyCunningham: Digamos que o mundo todo est 
girando agora mesmo e estou com vontade de nadar nua.RyanReynolds: Poupe isso para Boston. Soube que o Ritz tem Jacuzzis em todos os quartos.....................................
............
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................TinsleyCarmichael: Andei bebendo vinho e pensando em voc...EricDalton: 
Onde voc est?TinsleyCarmichael: No  da sua conta.EricDalton: Ento quando posso ver voc de novo?TinsleyCarmichael: Em breve. Soube que essa ausncia torna 
o corao mais terno.EricDalton: Ou a ausncia toma o corao mais torturado... Vamos a Nova York.TinsleyCarmichael: Achei que voc nunca me convidaria. Sempre 
quis ficar no 40 Banfield do Soho.EricDalton: Isso pode ser arranjado. Na tera? Ns dois podemos alegar doena.TinsleyCarmichael: Uma Waverly Owl no mata aula! 
Brincadeirinha. Gostei da idia.EricDalton: timo.TinsleyCarmichael: E por falar em matar... Vi Easy Walsh matando aula... Sei que ele est sob condicional.EricDalton: 
Parece que vou ter que dar uma palavrinha com ele. Esse garoto  fogo.TinsleyCarmichael: Nem me diga.EricDalton: Ento, na tera? Estou ansioso por isso.TinsleyCarmichael: 
 claro que est.................................................
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UMA WAVERLY OWL NUNCA USA O EX-NAMORADO COMO ARMA.As meninas andavam num grupo compacto pela noite fria, esbarrando umas nas outras enquanto seus saltos delicados 
desciam pela calada de pedra de Rhinecliff. Callie estava prestes a reduzir um pouco o passo e esperar que Tinsley aparecesse por trs e passasse o brao no dela, 
mas justamente neste momento sua minscula bolsa de cetim Jimmy Choo comeou a vibrar. Por um segundo breve e maravilhoso ela pensou que talvez fosse uma ligao 
de Easy, mas depois reconheceu o nmero de Brandon. Ele devia estar ligando para saber como ela estava, se no estava bbada demais e ela, embora no quisesse exatamente 
ouvir isso, estava mesmo bbada o bastante para ansiar por uma voz masculina.- O que  que t pegando, Brandon? - Sua lngua parecia meio pesada na boca.- Nada.-Brandon 
tinha uma voz surpreendentemente grave ao telefone, o que o fazia parecer mais velho e mais misterioso do que realmente era. - S pensei que voc podia querer tomar 
um caf ou coisa assim.- Estamos voltando do jantar. No sei se estou com humor para caf.-Callie olhou para Tinsley e percebeu que ela trocava mensagens instantneas 
com algum. Virando a cabea um pouco, Callie viu que Benny e Alison faziam o mesmo. Que porra  essa? De repente a vida de todo mundo parecia muito mais interessante 
e cheia de amor do que a dela. Numa onda de autopiedade, ela se perguntou se sair com Brandon podia dar uma levantada em seu ego completamente arrasado. - Bom, talvez 
sim.
- Estou saindo do Berk - O Berkman-Meier era o centro de msica, um complexo enorme de prdios de laje de concreto no estilo anos 1970, que abrigava um grande auditrio 
em que se apresentavam vrios grupos de msica da Waverly, possua salas de aula de msica e dezenas de pequenas salas  prova de som para a prtica individual. 
A me de Brandon fora primeiro violino da Filarmnica de Nova York e ele tocava para se sentir prximo dela. Ela morrera quando Brandon tinha apenas quatro anos 
e esta foi a primeira coisa que ela lhe ensinou a fazer, mesmo antes de ler. Era sexy que Brandon fosse to bom em alguma coisa sem esforo algum-mas Callie queria 
que ele fosse um prodgio no baixo ou num instrumento um pouco mais de roqueiro. - Quer me encontrar no porto da frente?Brandon estava esperando por ela no porto 
quando o grupo de meninas se aproximou. Tinsley o viu primeiro e lanou um olhar mordaz para Callie.- Olha l seu namorado esperando por voc.- No posso evitar 
os admiradores que tenho. - Callie observou Jenny desviando os olhos, pouco  vontade. Era irritante ter uma menina mais nova com pena dela, em especial uma menina 
que tinha ficado to amiga de Easy. Pelo menos Jenny garantiu a elas que no estava acontecendo nada. Callie j se sentia bem humilhada por ter sido largada, mas 
ser largada por causa de outra era dez vezes pior.Brett piscou para Callie por sobre o ombro enquanto o resto das meninas continuava na direo do campus, lanando 
olhares maliciosos a Brandon e rindo ao passarem.- O que foi tudo isso? - perguntou Brandon. Ele vestia jeans bem passados da Paper Denim & Cloth e um moletom do 
Brooklyn, embora ele fosse de Greenwich. Callie ficou grata por ele no estar com o violino.- S esto sendo idiotas -respondeu Callie meio de mau humor, sentindo 
seu alvoroo desaparecer. Depois ela percebeu que Brandon a fitava. Mesmo que se irritasse com Brandon, Callie tinha que admitir que era bom ter algum olhando para 
ela desse jeito, como se no pudesse tirar os olhos dela.
- Eu s queria ver como voc estava-disse ele inseguro, com um sorriso terno.- No me venha com essa solidariedade falsa. Sei que est adorando que Easy tenha terminado 
comigo. - Callie, que ultimamente fumava feito uma chamin, pegou o mao quase vazio de Parliaments do bolso do casaco de jeans True Religion que antigamente se 
ajustava perfeitamente, mas agora estava largo e irritante.Brandon pareceu magoado.- No lamento que no esteja mais com ele... Ele no merece ficar com voc. 
Mas lamento que voc esteja mal.Callie suspirou e acendeu o cigarro. Brandon era to legal. Talvez o problema fosse este. Mesmo depois que ela terminou, ele era 
um doce com ela, deixando claro que sempre estaria presente e que sempre a amaria. Mas embora isso parecesse muito nobre da parte dele, no o tornava nem um pouco 
mais atraente, Ele s tornava tudo fcil demais.- No sei. Eu devo estar recebendo o que mereo, n?- Callie, o que voc merece  ser tratada como a deusa que 
voc . - Brandon sacudiu a cabea. - No fique to melindrada porque Easy deixou voc. - Ele segurou o rosto fino e contrado de Callie e pareceu assustado por 
um momento, percebendo como ela estava magra e triste. -Voc  muito superior a ele,  loucura.Callie suspirou de novo. Era fcil falar isso com algum que tinha 
acabado de ter o corao arrancado do peito e atirado no cho frio - ele no a merece,  boa demais para ele, voc pode fazer muito melhor. Bom, e da que Easy no 
a merecesse? Isso no a impedia de quer-lo.Mas l estava Brandon com sua camisa plo com o emblema do cavalo de Ralph Lauren no peito, as pontas dos sapatos Calvin 
Klein marrons remexendo nervosamente a grama. Pelo menos Callie tinha o poder de deixar um cara nervoso em sua presena.- Easy mal conseguiu olhar para mim quando 
terminou comigo... Era como se eu fosse to repulsiva que ele quisesse apagar cada centmetro de mim de sua memria. - Callie olhou o cho e passou as mos pelos 
braos pouco vestidos.
- Que coisa ridcula! Voc  to linda! - Brandon protestou imediatamente, como Callie sabia que faria. Mesmo que toda a interao deles fosse inteiramente previsvel, 
Callie j se sentia melhor. Afinal, no era Tinsley nem Brett tentando anim-la. Brandon era homem. O fato de ele a achar linda tinha um significado muito maior. 
- Quer dizer, meu Deus. s vezes me di s olhar para voc.- Por qu? Brandon suspirou.- Porque eu no tenho voc. - Ele a fitou, querendo que ela o contradissesse, 
mas Callie ficou em silncio por um momento, pensando no quanto queria que fosse Easy parado ali no escuro, na noite fria, dizendo-lhe essas coisas.Mas no era 
Easy. Era Brandon, um cara que Easy detestava, achando-o por demais sentimental, conservador e claramente reprimido. Um cara que deixaria Easy irritado ao saber 
que ela havia voltado para ele - e, na Waverly, as novidades viajam rpido.Por impulso, Callie se aproximou de Brandon e pousou a mo magra em seu brao nu. O brao 
tremeu um pouco quando ela o tocou.- Est dizendo isso s para que eu me sinta melhor? - perguntou ela timidamente.- Voc sabe que eu falo srio - disse com delicadeza. 
E assim ela se inclinou e colocou os lbios nos dele antes que ele pudesse dizer alguma coisa que a fizesse mudar de idia. A boca de Brandon era macia e familiar, 
e tinha gosto de chiclete de canela, uma novidade. Quando Callie sentiu que ele comeava a se afastar, apertou seu corpo contra o dele, esperando que algum passasse 
por ali.
- Obrigada-ela tentou murmurar sensualmente ao se afastar dele. - Por ser to meigo. Voc salvou a minha noite. - Era uma coisa que uma personagem de cinema teria 
dito.Brandon tocou o cabelo dela, afagando-o gentilmente, como costumava fazer.-Voc salvou o meu ano.-Isso deixou Callie triste de repente, porque ela havia dito 
a frase sem a sinceridade com que Brandon falara.- Me leva de volta? - perguntou ela, querendo sair dali, querendo ver seu e-mail para o caso de Easy ter escrito, 
e querendo se enroscar no pijama de seda Natori preferido quando descobrisse que ele no escrevera, e chorar sozinha at dormir.
OwlNet --------------Caixa de Mensagem Instantnea................................................EmilyJenkins: Aquelas piranhas no me convidaram para o clube 
delas, mas eu vi Callie juntinha do seu colega de quarto.HeathFerro: BRANDON??EmilyJenkins: Em carne e osso.HeathFerro: Vc acha que  para provocar cime em 
EZ?EmilyJenkins: D.................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................HeathFerro: A, Callie t beijando Brandon l fora.EasyWalsh: 
OK.HeathFerro: Vc no liga? EJ acha que  para deixar vc com cime. Vc est?EasyWalsh: No.HeathFerro: Cara, diz alguma coisa!EasyWalsh: Vai se foder, Ferro...............
..................................
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: Sociedade Secreta - Undisclosed RecipientsDe: HeathFerro@waverly.eduData: 
Domingo, 15 de setembro, 11:43hAssunto: BostonCaros Superamigos, isso mesmo, vocs entenderam. Hora de olhar em seu intimo e encontrar seu prprio super-heri: 
talvez seja a Mulher Maravilha, ou quem sabe, se voc  como eu, seja o Hugh Hefner.Vocs tm menos de uma semana para se preparar. Detalhes a seguir.Afetuosamente,HF.........
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19
UMA WAVERLY OWL USA PROTEO ADEQUADA NA CABEA QUANDO SE ENVOLVE EM ATIVIDADES FSICAS PERIGOSAS.Jenny tinha procurado roupas de hipismo no Google, ento sentia-se 
relativamente preparada para aparecer nos estbulos na tarde de domingo para seu encontro de cavalgada com Easy. Os sites diziam que era melhor usar jeans apertados 
nas pernas, se voc no tivesse calas de montaria, o que Jenny sem dvida no tinha. Ento ela vestiu uma cala jeans Diesel apertada nas pernas que tinha desde 
a quinta srie, quando ela parou de crescer. Bom, de crescer para cima - seu peito obviamente continuou aumentando. Seu cabelo comprido caa em duas tranas nas 
costas, o que ela esperava lhe dar um ar de chique bomia e no um ar de Heidi pirada. Embora estivesse claro que Callie ainda estava abalada pelo rompimento com 
Easy, Jenny no conseguia parar de pensar nele. Quando Emma Bovary se apaixonou por Rodolphe, Jenny deu a ele a cara de Easy, e quando, no final, se apaixonou incontrolavelmente 
por Leon, Jenny imaginou que ele era irresistvel como Easy. Ela s esperava no viver desasastre algum como a coitada e boba da Emma.Quando chegou aos estbulos, 
viu Easy levando dois cavalos para a pastagem, um preto, outro castanho-escuro. Ela o observou por um minuto, percebendo que inclinava a cabea para os cavalos enquanto 
afagava os dois no pescoo, falando com eles. Suas mos passaram pelas selas e pelos estribos.- Qual deles  Credo?-perguntou Jenny quando Easy finalmente percebeu 
que ela se aproximava.Ele afagou a crina lisa do preto.- Esta  a minha paixo. No  linda?Jenny andou devagar at Easy e a gua, sem querer assust-la. Credo 
era enorme.- Credo  fmea? Ela  to grande. Easy riu.- Nem tanto. Vou montar na gua do reitor Marymount, Diana, porque  muito maior do que Credo. E eu disse 
a Credo para ser gentil com voc.
- Que bom - disse Jenny, tocando hesitante o pescoo da gua, onde Easy a estivera afagando. Seu plo era surpreendentemente macio e brilhante. Credo se mexeu um 
pouco ao toque de Jenny e virou a cabea para olh-la. O movimento rpido assustou Jenny, mas ela no vacilou e continuou acariciando o animal gigantesco enquanto 
admirava seus enormes olhos castanhos e fluidos.- Deixe que ela cheire sua mo - disse Easy por sobre os ombro. - Vai ajud-la a conhecer voc mais rpido.- Assim? 
-Jenny estendeu desajeitada a palma da mo diante do focinho de Credo. Como qualquer outra pessoa, teria ficado apavorada de que a gua arrancasse sua mo numa dentada, 
mas ela confiava em Easy. Credo bufou pelas narinas e passou o focinho macio e molhado na mo de Jenny. Jenny riu. - Ela parece muito mais feliz do que os coitados 
dos cavalos de Nova York que tm de passar o dia todo puxando carruagens pelo Central Park para os turistas.- Meu Deus, voc  mesmo uma garota da cidade - disse 
Easy com afeto. Ele estendeu o capacete de hipismo de veludo preto. - Toma - disse ele. - Veja se cabe.- Vou ter que usar capacete? Isso quer dizer que h uma possibilidade 
de ela me derrubar ou coisa assim? - Ela o segurou sem jeito, de repente assustada de novo, imaginando seu corpo voando e caindo com um esmagar de ossos na terra 
dura e compactada.- No, Credo gosta de voc.- Como sabe disso? Easy coou a cabea.- Bom, no tenho certeza.-Ele deu de ombros. -Mas Credo gosta das garotas 
que so legais comigo. - Ele ergueu a sobrancelha para ela, levando-a a esquecer todo o medo de Credo. - Ento,  melhor voc ser legal comigo.Ah, t, pensou ela. 
Como se houvesse algum risco de eu no ser legal.Easy tirou o capacete das mos de Jenny e o colocou delicadamente em sua cabea, depois pressionou a mo em cima 
dele e o girou de um lado para o outro, e de cima para baixo, Jenny podia sentir o couro cabeludo se mexendo junto com o capacete.- O que est fazendo?
- Estou vendo se cabe. - Ele tirou a mo da cabea de Jenny e se ajoelhou para que seus olhos ficassem no mesmo nvel dos dela. Examinou como o capacete ficava nela, 
o rosto a centmetros de distncia, de modo que ela praticamente podia contar os clios dele se quisesse. Os olhos de Easy por fim encontraram os dela. -Voc est 
linda - disse ele suavemente.- E por que voc no est de capacete?- Porque no estou preocupado comigo-disse ele com doura, embora Jenny ainda no achasse justo. 
Ela imaginara o prprio cabelo voando ao vento, mas quem sabe da prxima vez? - Est pronta para montar?- J? - gritou ela, apavorada.- Quer ficar parada aqui 
conversando o dia todo? Jenny olhou para ele.- Mais ou menos.- Vamos.  divertido e voc vai ficar bem. Credo sabe o que est fazendo, e ela no vai arrancar 
num galope nem nada disso. -Easy lhe deu mais algumas instrues bsicas e estmulos, mas ela sabia que ele era um professor do tipo aprender-fazendo, ento Jenny 
se obrigou a respirar fundo algumas vezes e montar. Ele juntou as mos para lhe dar impulso e ela girou a perna por cima do dorso de Credo, desajeitada, quase chutando 
Easy na cabea com a bota. Ela balanou na sela de couro lisa, colocando-se em posio. - Est confortvel?-perguntou Easy, ajeitando os estribos e colocando as 
rdeas nas mos dela.- Parece que estou montada num elefante - disse ela com um riso meio tonto. Estar em cima de um cavalo a fazia se sentir to... alta!Easy 
subiu no cavalo de Marymount.- Pronta para comear a andar agora? Respira fundo, respira fundo.- Sim - guinchou Jenny.- Ento aperte Credo um pouco com o calcanhar. 
 s deixar seus quadris seguirem os movimentos dela. Tudo vai se encaixar. - Easy partiu com Diana e Jenny apertou as pernas delicadamente nas laterais de Credo. 
Ela comeou a respirar rapidamente quando Credo comeou a se mexer.- Estou trotando? - perguntou ela ansiosamente.- Ainda no. - Easy riu. - Tem certeza de que 
j est pronta para isso?
Seus olhos se encontraram acima da grama e ele espicaou a gua que montava a um trote, afastando-se de Jenny rapidamente.- Vem! - gritou ele, olhando por sobre 
o ombro, os cachos soprando na brisa leve.- Vou ser hiperlegal com Easy se voc for legal comigo- sussurrou ela para Credo antes de apertar as pernas e sentir a 
gua se lanar para a frente debaixo dela.-Nossa-ela arfou.Uma hora depois eles estavam de volta aos estbulos, as pernas de Jenny doendo do esforo. Ela no acreditava 
em como foi divertido, cavalgando a enorme e meiga Credo pelos campos, mesmo que Jenny no conseguisse ir mais rpido do que um trote, por mais que Easy a estimulasse. 
O cu estava nublado quando eles partiram, mas escureceu rapidamente, e comearam a cair grossas gotas de chuva das nuvens cinzentas e ameaadoras. Eles entraram 
montados no estbulo, que estava limpo e escuro e tinha o cheiro de Easy, s que muito mais concentrado.Easy desceu da gua e a levou para uma baia antes de voltar 
para Jenny.- Gostou?-perguntou ele, embora soubesse a resposta pelo sorriso arrebatado e sem flego no rosto de Jenny.- Agora sei que  demais. -Ela soltou a bota 
do estribo e desmontou com um pouco mais de graa do que montara. - Foi to divertido. - Suas pernas tremiam um pouco da tenso e, ao tirar o capacete, ela percebeu 
que o cabelo estava suado e devia estar colado na cabea, mas Jenny no se importou.- Faz voc se dar conta de que est viva, n? - observou Easy enquanto tirava 
a sela de Credo e a pendurava em um gancho enorme de metal. Ele levou Credo para a baia, um cercado enorme e cheio de feno.
- E me faz me dar conta de outras coisas tambm- respondeu ela obliquamente, sentindo-se ousada. Ela sentiu o sangue correr pelas veias, a adrenalina em seu pico 
mximo. Em cima de Credo, Jenny sentia que podia disparar pelo mundo e agora, sobre as prprias pernas de novo, achava que podia fazer o que quisesse. E o que ela 
queria era beijar Easy.- Tipo o qu?-Ele arqueou as sobrancelhas, fitando-a. Jenny no respondeu. Estava chegando mais perto, bem devagar. Queria capturar cada 
momento que levasse a isso. Ela sentiu o cheiro do estbulo. O barulho da respirao de Credo. O comeo da chuva batendo no telhado de metal. O esmagar da palha 
sob as botas. O modo como suas pernas tremiam. A maneira como Easy a tocava no queixo e o erguia. E o jeito de ele levar os lbios aos dela e a beijar, e nesse momento 
ela parou de pensar em qualquer outra coisa alm da sensao de beijar o cara que ela nunca pensou que um dia beijaria.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: RufusHumphrey@poetsonline.comDe: JennyHumphrey@waverly.eduData: 
Domingo, 15 de setembro, 1S:58hAssunto: Vida no campoPai,No vai acreditar nisso, mas fui cavalgar hoje.  isso mesmo, eu montei num cavalo - uma criatura enorme 
de dez toneladas com dentes realmente grandes. E no tive nem um pouco de medo! Bom, fiquei com um pouco de medo, mas tinha um especialista me ajudando o tempo todo. 
Um especialista muito lindo. Mas no vou dizer mais nada sobre isso agora... No quero que d azar.Estou me divertindo aqui - tirei meu primeiro A+, fiz uma assistncia 
no ltimo jogo de hquei e conheci um monte de gente legal.  meio estranho no ter uniforme para usar na aula todo dia. (Parece um pouco mais difcil me arrumar 
de manh!) Ainda me sinto meio como a garota nova, tentando entender todas as regras tcitas. Mas estou conseguindo pegar o jeito.Como est o apartamento sem mim 
e sem Dan? Vanessa fica bastante tempo a para lhe fazer companhia? Diga a ela que se quiser pintar o quarto de laranja e encher meu armrio com toda a Barneys CO-OP, 
tudo bem.Estou morrendo de saudade de voc. Diga a Dan para mandar um e-mail de vez em quando  irm mais nova - quem sabe, talvez ela at esteja com saudade dele!Sua 
filha preferida,Jenny................................................
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: EasyWalsh@waverly.eduDe: EricDalton@waverly.eduData: Segunda-feira, 
16 de setembro, 9:45hAssunto: ReunioPrezado Sr. Walsh,Peo desculpas pelo aviso de ltima hora, mas confio que receber este e-mail a tempo. Peo-lhe que, 
por gentileza, passe em minha sala hoje antes do almoo.Atenciosamente,EFD................................................
20
UM WAVERLY OWL SABE QUE O ORIENTADOR TEM SEUS MELHORES INTERESSES EM MENTE. CERTO?Era de se pensar que Easy estava duas horas atrasado em vezes de cinco minutos, 
a julgar pelo olhar de Dalton quando abriu a porta. - Desculpe pelo atraso-disse Easy, perguntando-se por que ele sempre parecia estar se desculpando com esse cara.- 
Sente-se. - Dalton assentiu para uma poltrona de couro reluzente enquanto se acomodava atrs de sua mesa, parecendo um aluno de curso de teatro que tinha acabado 
de aprender a fazer cara de duro.Trs horas antes, Easy estava sentado  mesa de reunies em seu seminrio de histria europia, bocejando incontrolavelmente e 
tomando goles enormes do latte triplo, tentando no pensar em Jenny. Ele estava ligado demais para dormir na noite anterior e ficou acordado jogando GameCube at 
as 3h, ento mal conseguiu tirar a bunda da cama quando o despertador tocou s sete. Ficou impressionado com a rapidez com que Jenny se acostumou a montar Credo. 
Easy teve medo de que ela ficasse apavorada demais para fazer algo alm de apenas afag-la, mas ela subiu direto na gua e, embora parecesse completamente apavorada, 
conseguiu trotar por quase 45 minutos. Meu Deus, ela era demais.Por baixo da mesa, Easy verificou seu e-mail no celular, esperando um bilhete de Jenny, dizendo-lhe 
quando eles iam se encontrar de novo. Mas, em vez disso, s tinha uma mensagem de Eric Dalton convidando-o a ir  sala dele antes do almoo. Do que se tratava?Ele 
achava que Dalton s queria verificar, uma vez que ele ainda estava sob condicional por ter sido pego no quarto de Callie depois do toque de recolher. Agora parecia 
fazer tanto tempo. Nem se lembrava de que ele e Callie quase transaram naquela noite; s se lembrava da primeira vez em que tocou em Jenny, quando ele se sentou 
meio de porre na cama dela, Jenny tinha um cheiro to bom - de sono, laranja e pasta de dente - que ele quis dormir ao lado dela.
Easy encarou Dalton. Sempre soube que o cara era evasivo. Easy tinha visto o modo como Dalton interagia com as meninas. Como se no acreditasse na prpria sorte, 
cercado de tantas meninas bonitas que o bajulavam, esquecendo-se completamente de que eram vetadas a ele. E Easy ouviu os boatos sobre ele e Brett.- Easy?-Dalton 
juntou as mos e falou devagar, como se estivesse falando com algum meio retardado. - Voc entende o que significa condicional?Easy fingiu no ouvir o tom paternalista 
de Dalton, perguntando-se se isso era uma espcie de teste. Talvez Dalton s precisasse se sentir duro de vez em quando.- Significa no cometer mais nenhum erro 
ou ser expulso.- Obrigado. - Dalton se recostou, os cotovelos nosbraos da poltrona e os dedos nas tmporas. - Preciso lhe dizer que recebi vrias denncias de 
voc ter quebrado sua condicional.- Quebrado? - perguntou Easy, sem acreditar, - Como? Nem tenho feito nada. Quem te disse isso?- Recebemos vrias denncias - 
repetiu Dalton, sem se deixar perturbar - de que voc andou matando aula.- Ah, ? De quem? - Easy pensou no dia em que encontrou Jenny no bosque para o projeto 
de pintura. Naquele dia, o ltimo tempo de Jenny estava vago e ele ficou to ansioso para se encontrar com ela que matou a aula de histria da arte avanada. Mas 
era uma aula enorme, dada no auditrio do Berkman-Meier, no escuro, e o professor Johnson agia como se os alunos pensassem que era um privilgio estar em sua aula 
e nunca se incomodava em fazer a chamada. Se o professor no o dedurou, ento quem foi?- Annimo. - Dalton claramente bancava o duro porque sabia que no tinha 
nada nas mos. Easy comeou a relaxar um pouco. - E voc no pode ser expulso com base num boato... A verdade  essa. Mas, graas a isto, voc ter mais duas semanas 
de suspenso, recluso, e se for pego fazendo mais alguma coisa errada, bom, no vou poder ajudar voc.
Voc  o ltimo cara a quem eu atiraria uma corda, Easy queria dizer. Mas em vez disso gemeu, percebendo que a viagem a Boston estava planejada para o fim de semana 
seguinte. O Ritz, Jenny com alguma fantasia sexy - tudo parecia to bom.- No estou entendendo... Isso no faz sentido algum. No fiz nada. No pode me dar uma 
folga?- Regras so regras. Voc sabia o que significava condicional. Devia ter sido mais inteligente.- Regras so mesmo regras-repetiu Easy pensativamente. -  
engraado, partindo de voc. - Easy falou sem pestanejar, observando a cara de Dalton, procurando por sua reao. Ento ele assumiu um cargo em um pequeno colgio 
interno particular e na primeira semana tentou pegar uma, ou mais, das alunas? No Kentucky, voc seria arrancado da sala e espancado at aprender a ser um cavalheiro. 
E aqui estava ele, tentando ser todo disciplinar e hipcrita.A sala caiu num silncio completo por longos e estranhos segundos enquanto Easy se perguntava o que 
Dalton diria. Por fim Dalton pigarreou.- No sei o que est tentando insinuar, mas no seu lugar eu deixaria de me preocupar com os outros e tentaria continuar focado 
em no ser expulso.- Por que est sendo to rigoroso? - Dalton claramente tinha uma necessidade estranha de se sentir poderoso e humilhar alguns estudantes submissos.- 
Por que est sendo to burro? A Waverly  a melhor coisa que aconteceu com voc, ento  melhor cair em si e parar de estragar o seu futuro. - Era o tipo de coisa 
que um dos irmos de Easy diria a ele, s que os trs eram mais velhos do que Dalton e, mesmo que tratassem Easy como um garoto pirado, eles no eram nem de longe 
to condescendentes quanto Dalton. Qual era a desse cara, alis?- Obrigado pela orientao, orientador. - Easy sacudiu a cabea e se levantou. - Tenho que almoar... 
No quero que aparea nenhuma denncia que perdi isso tambm.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: CallieVernon@waverly.edu;BrettMesserschmidt@waverly.edu; 
SageFrancis@waverly.edu; CelineColista@waverly.edu; BennyCunningham@waverly.edu; AlisonQuentin@waverly.edu; JennyHumphrey@waverly.edu; VerenaArneval@waverly.edu 
De: TinsleyCarmichael@waverly.edu Data: Segunda-feira, 16 de setembro, 17:43h Assunto: La iniciaoMinhas amadas da Caf Society,Soire de Iniciao com Pizza 
HOJE  NOITE.  essencial para todas as que queiram ficar nas boas graas da sociedade que compaream ao tte--tte de fim de semana em Boston. Quarto 303 do Dumbarton, 
s 20h. Apaream.O Sr. Pardee, vulgo Seor Convencido, comprou ingressos para a filarmnica desta noite. (Ele tambm mandou flores  Sra. Pardee - parece que est 
tentando amaciar alguma coisa!) O feliz casal s chegar em casa bem depois da meia-noite. Obrigada, Sage, por sua bisbilhotice diligente!Vamos pedir a pizza de 
nosso restaurante preferido, o Ritoli's,  claro.Advertncia: O traje obrigatrio  curto, apertado, que provoque um ataque cardaco.Decadentemente,T.........................
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QUANDO EM ROMA, UMA WAVERLY OWL INTELIGENTE PENSA DUAS VEZES ANTES DEAGIR COMO OS ROMANOS.- O que voc acha que os meninos fazem no clube deles? - Callie colocou 
um pouco de vodca em sua caneca da Waverly cheia de limonada Country Time e mexeu com uma colher de plstico. Estava de p junto  janela onde fora montado o bar 
improvisado e olhava o ptio escuro, ainda meio vestida com a saia preta apertada e espartilho de renda branca. Sem qualquer maquiagem, ela parecia uma criada francesa 
pervertida.- Quem sabe?-Brett bateu o cigarro de cravo na xcara de ch Limoges de borda dourada que atualmente usava como cinzeiro. Ela errou e a cinza se esfarelou 
no cho.Jenny vasculhava distrada as gavetas, de vez em quando tomando um gole da caneca da Waverly decorada com silhuetas de coruja marrons e douradas e cheia 
de limonada batizadada. O quarto 303 do Dumbarton estava, pela primeira vez, limpo como no dia em que todas chegaram. As meninas guardaram as roupas e os livros, 
limparam as mesas e empurraram as camas para as paredes. Arrumaram os travesseiros, passaram aspirador de p e dispuseram lanternas chinesas vermelhas pelo teto, 
compradas naquela manh na loja de artes em Rhinecliff. O iPod de Tinsley tocava sua lista de msicas pr-festa."All I want to do is have some fun...", grasnava 
Sheryl Crow libidinosamente.- No sei se tenho alguma coisa que provoque um ataque cardaco. -Jenny se virou para as outras meninas. Era assim que o internato devia 
ser: ficar com as colegas de quarto, beber limonada batizada em canecas de plstico e pedir pizza, conversando sobre os meninos e talvez danando um pouco. Ela tentou 
ignorar o buraco que se formava em seu estmago, tornando-se cada vez maior a cada vez que ela pensava que mentira para Callie e Tinsley a respeito de Easy.-O que 
devo vestir?- Ah, o que  isso - zombou Callie. - S o que voc precisa fazer  mostrar um pouco do seu colo.
- , francamente. -Brett se sentou. J estava vestida com um top preto C&C fininho com ala no ombro direito, deixando o ombro esquerdo nu, bem dramtico. - Eu posso 
ter o melhor suti push-up do mundo, mas no h grande coisa para levantar.- T brincando comigo? - guinchou Jenny. - No ia querer isto aqui. - Ela apontou o prprio 
peito. - Sempre que visto alguma coisa tenho que me perguntar se no me deixa muito parecida com uma atriz porn. Sabe o que eu daria para poder vestir esse top? 
Ou no ter que usar suti, se no tivesse vontade? - Brett e Callie riram. - Eu ia balanar por todo lado, como um... monte de bales de gua.Callie franziu o nariz 
e colocou um par de pingentes de jade nas orelhas.- Ai. Isso  medonho.- Nem me fale. -Jenny decidiu por uma camiseta preta dos Raves sem mangas, com cortes estrategicamente 
planejados para mostrar a pele s nos lugares certos. Com a saia jeans curta Juicy Couture, ela se sentia muito punk rock.- J esto quase prontas?-Tinsley irrompeu 
pelo quarto vestida num tubinho turquesa, do tipo que Jenny sempre viu nos catlogos da Victoria's Secret - do tipo revelador e ultracolante que s podia ser usado 
por supermodelos e meninas com sorte suficiente para ter curvas exatamente nos lugares certos e nem um grama de gordura nos lugares errados. Sem dvida Tinsley era 
uma dessas pessoas. Suas plpebras estavam cobertas de sombra dourada, brincos de argola grandes como mas pendiam dos lbulos das orelhas e ela vestia sandlias 
sem salto Giuseppe Zanotti enfeitada com pedras preciosas. Caraca. Ser que ela era humana? Jenny olhou a si mesma e viu Brett e Callie, todas de preto, depois olhou 
novamente o vestido azul de Tinsley.- Bonito vestido, Tinsley - ela se ouviu dizer. Ela no falava muito com Tinsley desde que, bom, desde que a conhecera, mas 
foda-se. A limonada batizada estava subindo para a cabea e ela se sentia meio corajosa. E da que Tinsley fosse a rainha da Waverly? Ela beijou Easy Walsh!
- Ah, obrigada. - Tinsley lhe abriu um sorriso de propaganda, mal olhando para ela enquanto ia at o abajur e atirava um leno roxo sobre a lmpada, banhando o quarto 
de violeta.- Toc-toc. - Benny Cunningham empurrou a porta, com Sage Francis ao lado. -Estamos atrasadas? -Ela trazia duas garrafas de bordeaux em uma das mos e 
um saca-rolhas em formato de coelho na outra. - Cortesia de papai Cunningham.... Ele acaba de mandar estas aqui no pacote de volta s aulas.- Meu pai s me manda 
recortes de jornal-piou Jenny, por um segundo esquecendo-se do telefone novo.Benny sorriu com pena para Jenny.- Que droga. - O cabelo moreno de Benny estava traado 
atrs e ela vestia o que parecia um cachecol enrolado no peito, revelando a barriga magra e o minsculo piercing de nix no umbigo. - Onde devo abrir essa?- Quando 
colocou isso? - perguntou Tinsley, apontando a jia na barriga, que Jenny pensou que parecia um carrapato que se aninhara na barriga de Benny.- Ah, neste vero...- 
Para impressionar um cara - disse Sage, passando os braos bronzeados nos ombros de Benny. O cabelo platinado fazia contraste com as mechas escuras de Benny. - No 
deu certo. - Ela deu um beijo no rosto de Benny, deixando uma mancha violeta.- Cretina. - Benny enxotou Sage. - Onde fica o bar?- Bem aqui. - Callie andou at 
o peitoril da janela que fora designado como rea de bebidas e ajudou Benny a abrir a garrafa de vinho e servi-lo em copos de plstico que Brett roubara do banheiro 
da biblioteca. - Estes so para o vinho - brincou Callie, pegando um dos copos cheios e atirando o lquido garganta abaixo.- Pega leve, garota. - Benny bebericou 
do prprio copo de plstico. - Ou vai acabar enrascada no banheiro esta noite.
Logo as outras meninas chegaram, usando as exigidas roupas curtas e apertadas e trazendo embalagens de seis latas de Diet Coke e uma garrafa de Bacardi Limo. Tinsley 
mudou a lista de msicas para "festa", e comeou a tocar Black Eyed Peas. Jenny, Celine e Brett chutaram os sapatos para o canto e comearam a danar. Jenny costumava 
invejar as meninas que danavam como se estivessem treinando para o clipe de algum, mas depois percebeu que tambm podia fazer isso. De repentehouve uma batida 
na porta. As meninas ficaram paralisadas, masTinsley, destemida, abaixou um pouco o volume e foi at a porta antes que elas pudessem esconder a garrafa de rum.A 
porta se abriu a uma viso bem-vinda: Angelo com uma Levi's desbotada e casaco de moletom com capuz azul-marinho, segurando quatro caixas de pizzas com um cheiro 
delicioso. Oba!- Sua safada! -gritou Callie, pensando que tinham sido flagradas. - Nem sabia que j tinha pedido!- Obrigada, Angelo, por trazer tudo isso at aqui 
para a gente.  muita gentileza sua. Pode colocar na mesa, por favor? - Tinsley indicou uma das malas que fora coberta de tapearia e, quando Angelo foi nessa direo, 
ela fechou a porta causalmente. Jenny respirou fundo. Tinha a sensao de que, na cabea de Tinsley, a festa s estava comeando.- Posso lhe servir um copo de vinho? 
Uma Cuba Libre? - Celine se inclinou para Angelo e afagou sugestivamente o gargalo da garrafa de vinho. Ela estava mesmo tentando ganhar a aposta?- , hummm, no 
sei se vou poder ficar.-Os olhos do Angelo vagaram pelo quarto e ele mexia os ps, nervoso. - Nunca estive num quarto de alojamento feminino.  muito bacana.
- Voc precisa ficar para um ou dois drinques. - Callie passou uma caneca da Waverly sobressalente, cheia de rum e Coca, para a mo dele.-Ou vai ferir nossos sentimentos. 
- Ele a fitou, petrificado, e pegou a caneca. Ela deu um sorriso triunfante para Celine, que lhe mostrou a lngua. Jenny esperava que talvez Callie se apaixonasse 
loucamente por Angelo. Assim ela no se importaria com quem Easy estivesse.- Todas as noites de segunda so assim por aqui? - Angelo se sentou no cho ao lado de 
outra mala coberta com tapearia. Ele ainda parecia pouco  vontade, como se realmente quisesse chamar os amigos e grudar neles para se proteger do bando de adolescentes 
furiosas.- s vezes pedimos comida chinesa. - Tinsley se sentou ao lado de Angelo, segurando um prato de papel com uma fatia gordurosa de pizza de champignon. Ela 
se recostou na cama, ele arrastou os olhos dela para a sua bebida, concentrando-se. Tomou um gole enorme, enxugando os lbios grossos com as costas da mo.- E s 
vezes fazemos uns joguinhos. - Callie se sentou do outro lado de Angelo, inclinando-se para ele. - Quer jogar?Coitadinho, Ele devia estar pensando: Que meninas 
esquisitas! Jenny se lembrou da cena de Monty Python e o Santo Graal (um dos filmes preferidos do irmo, embora ele fosse esnobe demais para admitir isso na frente 
dos outros), quando Sir Galahad descobre o castelo cheio de freiras lindas e solitrias, elas o colocam para dentro e praticamente o devoram antes que ele seja resgatado 
- para consternao dele - por Lancelot. Angelo parecia saber que estava prestes a ser devorado e parecia adequadamente assustado e excitado. Ele passou a mo no 
cabelo preto.- Er, que tipo de jogo?Benny se ajoelhou na frente dele, segurando a garrafa de vinho vazia.- Bom, temos uma garrafa...
- Como vai funcionar com tantas meninas? - Alison cutucou Benny, sentada de pernas cruzadas com sua cala de cetim vermelho. O resto das meninas formou uma roda 
no carpete. - Posso estar bbada, mas no vou me agarrar com voc, Benny.Benny sorriu para ela.- E por que no? Voc se agarra com todo mundo.- Que tal isso? 
- disse Tinsley, como se acabasse de ter uma idia brilhante, mas Jenny desconfiou de que ela planejou tudo desde o comeo. -Vamos girar a garrafa e, em quem ela 
parar, beijar Angelo.Merda, pensou Jenny, tentando olhar nos olhos de Brett. Ela no queria beijar Angelo. Ser que havia um jeito de escapar daqui antes que as 
coisas ficassem muito doidas? Talvez ela possa fingir que precisa ir ao banheiro e passar o resto da noite l. Mas talvez no chegue a tanto... Ela realmente no 
queria ser uma estraga-prazeres, no quando estava comeando a sentir que finalmente pertencia a este grupo.- Acho que preciso de outro drinque. -Angelo passou 
a mo nos olhos e riu para si mesmo. Callie se levantou e lhe serviu mais um, desta vez usando um pouco mais de rum, e tomou mais vinho. Andou com cuidado de volta 
 roda, como se j pudesse sentir a sala comeando a girar.- Faa as honras e gire a garrafa primeiro, Angelo. - Tinsley colocou a garrafa no meio do pequeno tapete 
persa que a me de Callie mandara para a escola como um presente para aquecer um quarto de alojamento.Ele girou. A garrafa gorda rodou e rodou no tapete antes de 
parar meio torta, apontando diretamente para Benny. Ela soltou um guincho de prazer e engatinhou pela roda, parando para se sentar de frente para Angelo, que olhava 
seu pescoo longo e o cabelo puxado num rabo-de-cavalo calculadamente malfeito.- Essa  de graa. - Benny se inclinou e colocou a boca nos lbios grossos de Angelo. 
Ele pareceu chocado com o movimento repentino, mas depois se rendeu rapidamente e todas as meninas viram os lbios dos dois se mexerem.
Talvez Benny no seja a puritana que todo mundo achava que era, pensou Jenny, meio surpresa. Benny finalmente se afastou e voltou a seu lugar na roda, os lbios 
molhados e retorcidos num sorriso enorme.- Minha vez - ordenou Callie, com cime que Benny tivesse beijado Angelo primeiro. Ela virou a boca da garrafa para si 
mesma, depois agarrou Angelo e o beijou apaixonadamente e com fora, como se pensasse que eles estavam numa novela de TV. Brett cutucou Jenny enquanto o beijo se 
prolongava, sem parar. Angelo estava prestes a estender a mo e tocar o cabelo de Callie quando Tinsley pigarreou com autoridade.- Desculpe.-Callie se afastou, 
mantendo os olhos grudados em Angelo, que parecia querer que o jogo acabasse para ele poder beijar exclusivamente Callie. Em seguida Brett girou a garrafa de qualquer 
jeito e o corao de Jenny desabou quando a viu parar entre ela e Verena, mas claramente mais perto de Jenny.- Foi por pouco!-exclamou Verena, decepcionada. - Vai 
nessa, Jenny,  voc.- , mas est no meio. - Embora Angelo fosse bonito, a idia de se agarrar com algum que no fosse Easy dava nuseas em Jenny. No havia como 
ela fazer o que Callie fizera, agora que tinha beijado Easy. Parecia simplesmente vulgar beijar outro cara.- Qual  o problema, Jenny? No quer jogar? - Tinsley 
sorriu. - Verena ter a vez dela, no se preocupe.Jenny podia sentir que todos a observavam. E de repente a luz arroxeada no quarto ficou meio apavorante. Os olhos 
de Callie pareciam penetr-la. Merda. Merda. Merda. Callie ia saber que alguma coisa estava rolando se ela se recusasse a participar do jogo.Com o corao na garganta, 
Jenny engatinhou at ngelo, os joelhos nus ardendo no tapete. Parou na frente dele. Ele ainda estava meio confuso, mas estava claro que decidira continuar com aquilo. 
Rapidamente, ela colocou os lbios no rosto dele e recuou.
- No nos insulte. Um beijo de verdade, por favor. - Tinsley se inclinou para a frente, o cabelo caindo no rosto como uma cortina, os olhos violeta como feixes de 
laser. - At parece que tem outro, n?Como sempre, a voz de Tinsley era leve e aparentemente despreocupada, mas Jenny sabia o bastante para perceber que era um 
teste - se ela no fizesse direito, podia muito bem se despedir de seus sonhos de pertencer ao mundo ntimo da elite da Waverly. E isso era tudo o que ela queria, 
no era? Ser uma das meninas lindas e populares, amigas de gente como Tinsley Carmichael. Isso era inestimvel - ser que ela no podia dar um minsculo beijinho 
na boca por isso?Sem dizer nada, Jenny de repente se virou para Angelo de novo e, antes que pudesse se reprimir, beijou-o em cheio na boca. Ela pretendia manter 
os lbios ali por um tempo, mas Angelo claramente tinha entrado no jogo e ela sentiu a lngua dele abrir seus lbios e entrar em sua boca. Ela se obrigou a contar 
at trs antes de se afastar e se retirar para seu lugar na roda, mal conseguindo resistir ao impulso de pegar a tamanho famlia de Scope na cmoda de Brett para 
fazer um gargarejo.Jenny olhou para Tinsley, na esperana de ver algum sinal de aceitao nos olhos dela, mas eles no estavam diferentes de trinta segundos antes.- 
No se esquea de girar - disse Tinsley friamente, encostando-se na cama com os braos cruzados, parecendo uma rainha que acabara de ver uma apresentao medocre 
de uma de suas serviais e agora estava pronta para a seguinte. Ela cutucou a garrafa para Jenny com o p.De repente, com uma sensao horrvel de depresso, como 
se o elevador em que estava tivesse cado vinte andares, Jenny percebeu que conquistar a aprovao de Tinsley no ia ser to simples como se agarrar com o cara da 
pizzaria.
Jenny girou a garrafa s cegas e,  medida que o jogo continuava, teve que morder a bochecha por dentro para no explodir em lgrimas como a bebezona que era. O 
que foi que ela fez? Estava com nojo de si mesma - como pde deixar que Tinsley a forasse a isso? E como pde fazer isso com Easy? Ela estava louca para escovar 
os dentes e se livrar do gosto horrvel de outro cara.- Quem topa um strip poker?-Callie se levantou, cambaleando, o salto do Kate Spade de cetim abrindo um buraco 
numa fatia meio devorada de pizza que estava no cho. - Porra. - Ela tirou o p do sapato, deixando-o onde estava.- Vai ficar e jogar com a gente, Angelo? - Sage 
se sentou ao lado dele e passou o brao em seus ombros, amargurada por no ter tido a chance de beij-lo, mas disposta a trocar a oportunidade para v-lo se despir.- 
Acho que posso ficar um pouco mais.- Ei. - Brett cutucou Jenny, parecendo preocupada. - Quer sair daqui? Podemos ver TV na sala ou coisa assim.Jenny segurou o 
brao de Brett, agradecida, sentindo-se bbada e deprimida e precisando desesperadamente de uma pausa para respirar.- Meu Deus, por favor. Vamos. - Brett se levantou 
e puxou Jenny de p.- Aonde vocs vo?-perguntou Callie, vasculhando a gaveta da mesa em busca de um baralho que guardava ali. Brett alongou as costas e bocejou.- 
Vamos para a sala ver um filme. Estou muito bbada. Se beber mais, vou ficar enjoada. No sou muito de jogar cartas mesmo. - Ela pegou um prato descartvel e colocou 
algumas fatias de pizza antes de fugir pela porta com Jenny, que parecia estar a ponto de chorar. - A gente se v.Callie fechou a gaveta e semicerrou os olhos. 
Brett no parecia bbada, embora Jenny certamente sim. O que elas estavam pensando, deixando a reunio da Caf Society antes que alguma coisa realmente boa acontecesse?
- Brett anda to chata. - Tinsley embaralhou as cartas como uma profissional, passando-as para Celine, que as distribuiu, rindo o tempo todo e cutucando Angelo, 
que parecia bem bbado. Sage tirou a fivela de tartaruga do cabelo de Celine e a colocou na cabea de Angelo. Todas explodiram numa gargalhada de porre.- Ela tem 
sido uma cretina o ano todo - disse Callie, amargurada por Brett ter rejeitado sua companhia de novo. - E ela est chateada porque o Sr. Dalton perdeu o interesse. 
Callie pegou a caneca pela metade de algum e a secou. Sabia que estava ficando embriagada, mas isso a distraa de se lamentar por si mesma. Por que Brett e Jenny 
se deram to bem sei sem ela? O que deixava as duas to ntimas? Ela no teria se importado de ficar enroscada num dos sofs do primeiro andar com a manta de cashmere 
e um saco de Cheetos para ver um filme de Lindsay Lohan com as duas, se elas pensassem em convid-la.- Quanto a isso... - Tinsley se inclinou confidencialmente. 
- Talvez eu saiba o motivo para uma mudana repentina nos afetos dele.- Voc? - Callie tentou no parecer apavorada. Ela olhou em volta. Benny e Alison estavam 
se servindo de mais bebida e no prestavam ateno, e Verena, Celine e Sage estavam completamente envolvidas com Angelo.Tinsley assentiu reluzente.- ... Tivemos 
uma reunio muito... promissora na semana passada. E ele vai me levar a Nova York amanh para uma escapadela romntica. - Ela sorriu, orgulhosa.Callie precisou 
virar o rosto. Como Tinsley podia fazer isso? E o Sr. Dalton? Com quantas alunas ele ia tentar dormir? Coitada da Brett.  claro que Tinsley era a culpada. Callie 
estremeceu, perguntando-se se devia descer e falar com Brett no mesmo instante. Mas esta, sem dvida, estava ocupadademais com sua nova melhor amiga, Jenny.
Em vez disso, ela se serviu de outra bebida.  verdade que Tinsley era horrvel, mas pelo menos era franca. Callie no conseguiu deixar de sentir que Brett e Jenny 
eram igualmente ms... S que mais dissimuladas. Mas talvez o vinho fosse responsvel por isso. Talvez.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: Alunos de Eric DaltonDe: EricDalton@waverly.eduData: Tera-feira, 
17 de setembro, 8;55hAssunto: Sem aulas hojeCaros alunos,Devido a circunstncias inesperadas, no poderei dar aula hoje. Por favor, continuem com as tarefas 
programadas na grade. Obrigado - vejo vocs amanh,Atenciosamente,EFD................................................
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: CallieVernon@waverly.eduDe: BrandonBuchanan@waverly.eduData: 
Tera-feira, 17 de setembro, 9h17Assunto: Vc t doente?Oi, Callie,Estou na aula de latim, mas voc no est aqui. S queria saber se quer que te leve uma sopa 
ou um croissant de amndoa... Ou umGatorade?Com amor,Brandon................................................
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PARA EVITAR UMA RESSACA, UMA WAVERLY OWL DEVE SE HIDRATAR.Callie acordou com uma dor de cabea descomunal e sua boca tinha gosto de serragem. Ela espiou de baixo 
da manta de cashmere e foi recebida pela luz do sol, quente e ofuscante. Que horas eram? Precisava fazer xixi, mas qualquer movimento fazia sua cabea latejar e 
ela no tinha certeza se queria sair da cova aconchegante para enfrentar o dia. Seu estmago revirava - o quanto ela bebeu? Tinha uma vaga lembrana de roubar os 
copos de plstico com vinho e as canecas da Waverly cheias de rum e Coca dos outros. O cheiro de rum vindo de uma das canecas no cho revirou seu estmago vazio. 
Ela se lembrou de passar algumas horas no banheiro, vomitando tudo o que havia no estmago, o que na verdade era s lcool, uma vez que ela no comeu da pizza. No 
era de surpreender que sua boca estivesse to seca. Ela precisava beber gua, ou iria morrer. Que horas eram mesmo? Hoje era tera-feira, n? Callie tinha certeza 
de que estava perdendo alguma aula, mas sua cabea doa s de tentar pensar em qual delas.Ela chutou a manta, revelando um quarto vazio e banhado de sol. Caixas 
de pizza ainda se espalhavam pelo cho. Pegou o celular e o ligou. Em seguida, de camisola, levantou-se para pegar uma garrafa de Evian e dois comprimidos de analgsico. 
Tinsley. Lgrimas lhe vieram aos olhos. Tinsley nunca ficava bbada como todo mundo e sempre conseguia se lembrar da gua. Ocorreu-lhe uma imagem da noite passada 
- Tinsley segurando seu cabelo louro enquanto ela se ajoelhava perto da privada. Suando, Callie cambaleou, xingando e chorando, e Tinsley se sentara com ela no banheiro, 
fazendo-a beber gua e segurando seu cabelo enquanto ela vomitava. Tinsley a ouvira lamentar por Easy durante horas, tranqilizando-a, dizendo que tudo ia ficar 
bem e que ele ia ter o que merecia.
Ela adorava essa garota, mesmo que ela tenha roubado o Sr. Dalton de Brett. Isso era uma loucura completa. Mas no era da conta dela, no mesmo. Brett e Tinsley 
que resolvessem isso; no tinha nada a ver com ela. Callie abriu a garrafa de gua e tomou o Tylenol antes de desabar no travesseiro com o celular na mo. Eram 10h29 
da manh. Ela puxou a coberta sobre a cabea, escondendo-se da luz irritante do sol. Tinha sete novas mensagens. Pelo menos uma delas podia ser de Easy, n? Seu 
polegar clicou por elas. Cinco de Brandon. Duas de Angelo - quando foi que ela dera o nmero a ele? Provavelmente quando colocou a lngua na garganta dele. Qual 
era o problema dela?Talvez porque ela s quisesse uma pessoa e ele no estivesse interessado. Callie discou o nmero dele de qualquer forma, sentindo-se segura 
sob as cobertas. Quem sabe ele s precisasse de um tempo sozinho? Ser que ele estava com saudade dela? Mas o telefone dele nem tocou, caiu direto na caixa postal: 
"Aqui  Easy. Deixe seu recado." A nica coisa que podia ser pior do que deixar um recado de ressaca na secretria de um ex-namorado era deixar um recado bbada, 
e ela ficou grata por Tinsley ter tirado seu telefone na noite anterior; caso contrrio, ela provavelmente teria tentado isso tambm.Ela fechou o celular antes 
do sinal e apertou o rosto no travesseiro. Talvez pudesse dormir o dia todo. Ou o ano todo.
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UMA WAVERLY OWL NO FAZ ALARDE.Jenny andou pelo campus na manh de tera-feira, to cheia de culpa que no conseguia ficar parada. Fora incapaz de dormir na noite 
anterior, mesmo depois de Brett t-la tirado do quarto, e as duas rirem assistindo a O virgem de 40 anos na sala. Mas Jenny ainda estava atormentada porque ela, 
feito uma idiota, deixara Tinsley convenc-la a beijar Angelo. Ela ficava doente s de pensar nisso. O que foi que ela fez?Parte dela queria se esconder o dia todo 
embaixo do cobertor azul-beb spero, mas ela achava que ia sufocar respirando o mesmo ar que Callie e Tinsley. Agora ela estava no ptio, mas ainda sentia a mesma 
bolha sufocante em torno da cabea. Se no sasse dali, ia pirar seriamente. Ela pegou o novo telefone e discou para a nica pessoa que conhecia que podia fazer 
com que se sentisse melhor.- Muffulupugus! - O bartono grave de Rufus trovejou alto no celular novo. A voz dele a fez sorrir, embora ela precisasse segurar o telefone 
longe da orelha. - Como, diabos, voc est?- Estou... Estou bem, pai. -Jenny puxou um cacho comprido do cabelo.-Eu meio que esperava que voc ligasse para a administrao 
da Waverly e conseguisse que eles me dessem um dia de sade mental.- Um o qu? Dia de sade mental? Voc est bem? - Que timo, deix-lo preocupado com a possibilidade 
de voc ser expulsa de outra escola.- Eu s precisava de uma tarde em Nova York, mas no vou comprar nada, s ir a alguns museus. Voc podia me encontrar. Vamos 
comer bolinho frito naquele restaurante mexicano da Amsterdam.- No vai dar, meu amor. Vou ajudar Vanessa em um filme hoje  tarde... Tem um esquilo enorme de gordo 
no Bryant Park Queremos capturar o que ele come em um perodo de 24 horas, s que estamos trapaceando um pouco. Mas ento, est tudo bem com voc a? - Rufus parecia 
preocupado. - Pensei que estivesse gostando... As notas A, o hquei de campo, as cavalgadas?
- Estou indo muito bem, eu juro. -Jenny cruzou os dedos enquanto mentia. - S estou com saudade da cidade...  meio sufocante.... ficar aqui com todo esse ar puro. 
Acho que posso estar consumindo oxignio demais ou coisa assim.Ele soltou um suspiro pesado, mas Jenny sabia que ele no ia resistir.- Est bem. Vou ligar para 
a administrao e dizer a eles que preciso que venha passar o dia em casa.Jenny guinchou e agradeceu profusamente ao pai. No segundo em que desligou, ela chamou 
um txi para peg-la no porto da frente e praticamente voou de volta ao alojamento para pegar a carteira. De repente a Waverly no parecia to sufocante, agora 
que ela sabia que podia passar o dia fora. , ela ferrou tudo, mas com alguma sorte Easy no descobriria, e na verdade foi mesmo s um beijinho. Alm disso, ela 
e Easy nem estavam namorando... No oficialmente. Ela estava louca para pegar o prximo trem, sair desse mundo incestuoso e chegar  cidade grande e maravilhosa.- 
Jenny! - Ela girou e viu Easy correndo pelo gramado na direo dela, sua pele formigou. As pernas longas dele a alcanaram com muita facilidade. Ele estava lindo 
com uma cala de veludo cotel marrom-escuro (ela nunca o vira sem uma Levi's) e uma camiseta branca bsica. - Est correndo para onde?- Ah, hummm, vou passar o 
dia em Nova York... Sabe como , preciso respirar um ar poludo. -Jenny sentia-se irrequieta, convencida de que Easy podia ver atravs dela. Ela bateu a bota vermelha 
na grama.- , ar puro demais no pode ser bom para uma garota da cidade. - Um cacho escuro caiu na frente de seus olhos e ele o soprou. -A Waverly pode parecer 
uma bolha gigante e s vezes a gente se esquece de que nada por aqui  realmente de vida ou morte.
- Exatamente. -Jenny sorriu. -Ei, voc quer... vir comigo? - perguntou ela impulsivamente. Embora estivesse fantasiando sobre andar pelos longos corredores do Met 
sozinha, de repente a imagem parecia bem mais completa com Easy l tambm. E, talvez, se ela pudesse ficar sozinha com ele no mundo real, as coisas que aconteceram 
na bolha da Waverly na noite anterior no importassem tanto. -A gente pode almoar, talvez ir a alguns museus.- ? - Easy olhou o rosto de Jenny com ansiedade, 
depois franziu a cara numa expresso de desagrado. - Bem, eu estou sob condicional dupla do Dalton. E como no sei que espies ele tem, no sei se posso me arriscar 
a irritar ainda mais o cara.Jenny ficou boquiaberta.- Eu me esqueci totalmente disso. Ah, bom, a ltima coisa que eu quero  que voc seja expulso daqui...- S 
que... - Easy interrompeu Jenny e sorriu para ela. - Dalton mandou um e-mail hoje de manh dizendo que estava doente. Ento imagino que ele no esteja por aqui... 
Vamos.Os olhos castanhos de Jenny se arregalaram.- Mas...Ele pegou a mo dela e a sensao de seus dedos quentes e speros em sua pele a silenciou.O trem para 
a cidade estava apinhado, mas Jenny e Easy encontraram dois lugares juntos, brincaram de jogo-da-velha no bloco de desenho e ouviram o iPod de Easy com um fone cada 
um at que pararam na estao Grand Central. Eles pegaram um txi para o Met mas, antes de entrar, Easy comprou para eles um cachorro-quente de uma carrocinha e 
eles se sentaram na escada do museu ao sol de incio de outono. Ela fez isso tantas vezes, na esperana de que uma das meninas descoladas como Blair e Serena percebessem 
sua presena, ou que algum famoso se sentasse ao lado dela e de repente ela aparecesse na US Weekly como a companheira misteriosa de um ator famoso.
Jenny se encostou nos degraus de pedra e suspirou. Durante anos, s o que ela queria era ser uma daquelas meninas de que as pessoas falavam. Quando Scrates disse 
que uma vida "no examinada" no era digna de ser vivida, Jenny concordou completamente - e da que ele estivesse falando de um exame pessoal de sua vida e no de 
um exame da Page Six? Significava o mesmo para ela. Ela sabia que era ftil, mas no conseguia evitar. Toda a literatura era repleta de mulheres arrasadoramente 
lindas e sedutoras cuja imagem ficava gravada na mente de todos no ambiente, fazendo-os sorrir ou gemer de angstia quando pensavam nela, o que inevitavelmente fariam. 
A maluquinha Daisy Buchanan de O grande Gatsby. Lily Bart de A casa da felicidade. Laura de Petrarca, Beatriz de Dante. Ela no queria, necessariamente, que algum 
escrevesse um livro sobre ela - mas queria ser o tipo de pessoa que podia inspirar algum a fazer isso. Era to errado assim?Mas agora, sentada ali com Easy, de 
repente Jenny no se importava se era o tipo de garota de que Jay Gatsby se lembraria anos depois, ou Heath Ferro, ou Tinsley vaca-louca-e-medonha Carmichael. Ou 
se ela um dia ia aparecer na Page Six de novo. S o que importava era Easy sentado ao lado dela em um de seus lugares preferidos, com uma manchinha de ketchup no 
rosto.- A Waverly definitivamente  pequena. Em especial quando voc comea como fez... Com estardalhao. - Ele deu outra dentada no cachorro-quente.-Mas as pessoas 
teriam conhecido voc de qualquer forma.Jenny limpou o ketchup com o polegar.- Por que diz isso? - Ela pensou nervosamente em seus peitos: no eram muitas as meninas 
de estirpe e que usavam suter de tric de cashmere e saia Theory de tweed que tinham os peitos G que ela exibia.  claro que ela no queria um soneto escrito para 
eles.Easy engoliu.- Porque... Sei l, parece idiotice... Mas voc tem uma centelha.- Eu?-Ela olhou para os degraus de cimento, sentindo-se meio tmida mas totalmente 
lisonjeada.
Easy se limitou a sorrir e pediu um "giro especial Jenny Humphrey" pelo museu. Eles terminaram andando pelas galerias vrias vezes, procurando pelas coisas de que 
Jenny mais gostava - uma tela de Czanne com dezenas de mas espalhadas em uma mesa, um retrato em rosa de Klimt de uma menina linda que Jenny sempre quis ser, 
o tranqilo Vermeer de uma jovem segurando um jarro de gua, o nebuloso George Inness de uma garota sozinha andando por um pomar, os manuscritos islmicos com aquela 
caligrafia linda. Easy parou diante de cada um deles, absorvendo em silncio e depois a beijando.Ela sabia que nunca mais veria essas obras de arte da mesma maneira. 
Agora elas eram mais do que suas telas preferidas. Agora faziam parte do dia mais perfeito de sua vida.
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UMA WAVERLY OWL SABE GUARDAR UM SEGREDO, MESMO UM BEM PICANTE.- Eu queria no ter que voltar - Tinsley fez beicinho. Ela baixou o martni de lichia no tampo 
de vidro do balco e deslizou a pulseira antiga na mo. - Mas obrigada por me emprestar isso.- O prazer foi meu. - Eric sorriu para Tinsley e ela sustentou o olhar. 
Eles chegaram uma hora antes e se acomodaram no elegante bar do hotel enquanto a recepo mandava a bagagem para o quarto. J estavam no terceiro martni, embora 
ainda no tivessem dado o primeiro beijo. -Agora. Isto  um...- Segredo - interrompeu Tinsley. Depois dos e-mails de paquera, ela achou que eles arrancariam as 
roupas e transariam na limusine de Eric assim que ele a pegasse. Em vez disso, ele pediu a ela para contar histrias de sua famlia e lhe falou do pai que pegava 
no p dele. At aquele momento, o dia juntos fora extraordinariamente nada sexy. Mas ela estava pronta para mudar tudo isso.- Quem no gosta de um bom segredo? 
Eric se inclinou para ela.- Bom... Sei que eu gosto.Pronto. Assim estava um pouco melhor.- Deve ter alguns dos bons - sugeriu Tinsley. Por algum motivo, ela 
queria ouvi-lo contar que gostava de Brett, mas que tinha mudado de idia no minuto em que pusera os olhos nela. Queria ouvir o quanto ela era mais inteligente, 
mais sexy e mais descolada.- Eu? No. -Ele se recostou, tomando outro gole da taa. O barman trocou a msica para um jazz ardente, como se estivesse lendo a mente 
dele. - Mas tenho certeza de que voc tem.- Hummmm... - Ela fingiu pensar. Se ele no ia soltar nada, ela podia dar uma ajudazinha.-Bom, tenho uma amiga, a Brett...Eric 
pigarreou. Uma modelo de 1,80 metro de altura que Tinsley reconheceu do desfile de moda do ano anterior da Bluemarine entrou no bar, mas Eric no tirava os olhos 
dela.- Tinsley, eu...
- Ento no  bem o meu segredo - continuou ela, tirando os olhos da modelo. - Mas ela contou a todo mundo da Waverly que a famlia dela salva papagaios-do-mar ou 
coisa assim em Terra Nova, embora o pai dela na verdade seja especialista em lipoaspirao em Nova Jersey D pra acreditar?- Ela me falou sobre isso uma vez. - 
Eric olhou nervoso o salo pouco iluminado. - Ento acho que no  um grande segredo.Pera, como ? Este era o maior segredo da vida de Brett e ela contou a Eric? 
A Eric Dalton? Tinsley de repente foi tomada por uma sensao de pnico de que talvez houvesse mais no lance dele com Brett do que ela pensava. Talvez ele no achasse 
que ela era mais sexy e mais bonita do que Brett.- No tinha percebido que vocs eram to prximos - murmurou ela friamente.- No fique assim - ralhou ele e ela 
gostou, surpreendendo-se com isso. De repente se sentia como a estudante perversa que era. Ele estendeu a mo, colocando-a em concha no queixo de Tinsley, e encontrou 
o olhar dela. - Sei que as pessoas devem dizer isso a voc o tempo todo, mas voc tem os olhos mais lindos do mundo.E, com essa, ele se inclinou para beij-la. 
Enquanto seus lbios se encontravam, ela no pde deixar de pensar que sim, as pessoas diziam isso a ela o tempo todo. Ela esperou a vida toda por algum que dissesse 
que o sinalzinho escondido atrs da orelha era a coisa mais sexy que tinha visto, mas at agora ningum sequer falou nele. Mas  medida que Eric passava a mo pelo 
pescoo dela e os dedos na abertura de seu vestido azul-marinho delicado, ela jogou o cabelo preto e volumoso para trs. Podia muito bem dar a ele a oportunidade 
de v-lo, no ?- Vamos ver nosso quarto? - sussurrou ele.- Vamos.
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UMA BOA WAVERLY OWL NO TRAMA NADA... EMBORA UMA PERVERSA POSSA TRAMAR.No incio da noite, Jenny e Easy estavam aninhados a uma mesa aconchegante no Balthazar, 
uma brasserie elegante e movimentada no Soho, e o garom nem piscou quando eles pediram uma garrafa de pinot noir. Jenny se encostou na banqueta de couro vermelho, 
desfrutando o modo como Easy ficava ao lado dela no salo de teto alto, escuro e revestido de carvalho. As mesas ficavam prximas e estavam cheias de hipsters elegantes 
curtindo aperitivos e se aquecendo para uma noite na cidade. Um espelho gigantesco de brasserie parisiense pendia no alto. Eles pediram um prato de bife com fritas. 
Jenny bebericou da taa de vinho.- Vou dar um pulinho l fora para ver minhas mensagens. Vou ver se Dalton no ligou para me controlar ou coisa assim. - Ele revirou 
os olhos. - Volto logo. No coma as batatas sem mim, est bem?- No vou prometer nada. -Jenny tocou o cabelo, certificando-se de que os grampos no caram, ou se 
ele j se transformara num emaranhado crespo. - Eu sonho com essas batatas.-Vou correndo. - Ele lhe deu um beijo rpido na boca.Ela era to beijvel! Era legal 
sair do campus pelo menos uma vez e ficar sozinho com Jenny sem ter que se preocupar que Callie os visse. Ele andou pelo espao pequeno entre as mesas apinhadas, 
pensando em como seria bom se ele e Jenny pudessem ir a uma brasserie parisiense de verdade. Seu corao martelava ao comear a pensar nela no sto do apartamento 
dos seus pais em Paris, deitados na pequena cama francesa, totalmente nus.Enquanto ele saa na movimentada rua do Soho, uma multido de compradores de fim de tarde 
descia a rua portando sacolas de papel pardo da Bloomingdale's e bolsas de compras pretas da Barneys Co-op. Ele precisou de um minuto para reconhecer a garota parada 
diante dele, vestida num cardig de cashmere de cintura baixa que parecia da Bomia por cima de um vestido de chiffon azul-marinho que estava prestes a se abrir.
Easy imaginou que a cara dele devia revelar o mesmo choque que estava na de Tinsley quando ela se virou e o viu. O que  que ela estava fazendo aqui? Mas Tinsley 
rapidamente recuperou a compostura e tirou o cigarro dos lbios vermelhos e reluzentes.- Pensei que estivesse sob condicional.Easy a encarou e subitamente se lembrou 
de ver Tinsley quando ele e Jenny saam do bosque juntos. Ento ela os vira mesmo.- Vai me dedurar de novo?Tinsley estreitou os olhos cuidadosamente maquiados. 
Deu outro trago no cigarro e pensou por um momento, decidida a escolher as palavras com cuidado.- Sei que est aqui com Jenny. Estou vendo a garota l dentro. Mas 
sabe de uma coisa? - A cara de Tinsley rapidamente assumiu uma expresso presunosa e Easy cerrou o punho no bolso. -Jenny ficou com outro ontem  noite. Que tal 
isso para uma namoradinha doce?Pera, como ? Por um minuto, o estmago de Easy desabou, mas depois ele percebeu de onde esta informao vinha -da ardilosa Tinsley, 
amargurada por no ser aquela de que todos falavam no momento.- Vai se foder. No acredito em nada do que tem a dizer. -Ele abriu a porta para voltar para dentro. 
-Voc tem problemas de verdade, sabia?- No sou a nica. - Tinsley sorriu docemente para ele, um sorriso que fez os dedos dos ps dele se enroscarem.Voltando para 
Jenny, Easy se obrigou a se acalmar. S queria curtir o resto do dia e se esquecer daquela cretina invejosa do lado de fora.  claro que ela ia dizer alguma coisa 
assim sobre Jenny. Ela era doce, gentil e sincera - trs qualidades que ningum jamais atribuiria a Tinsley.- Senta, rpido. -Jenny pegou a mo de Easy e o puxou 
para a banqueta. - Olha! - Easy virou a cabea e olhou pela vidraa, esperando ver os olhos de Tinsley fitando-os. Em vez disso, teve um vislumbre de Tinsley andando 
pela Spring Street no brao de algum. Dalton. -Acha que eles nos viram?-perguntou Jenny, claramente preocupada com a  condicional de Easy.
Easy assentiu, ainda olhando pela vidraa.-Eles podem ter visto a gente, mas eu tenho uma idia. -Uma idia que, sem dvida, usaria para baixar a bola de Dalton.
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UMA WAVERLY OWL DEVE DENUNCIAR QUALQUER COMPORTAMENTO INADEQUADO DO CORPO DOCENTE.Easy sempre esperava pela aula de literatura francesa avanada nas manhs de 
quarta-feira, mas hoje ele esperava porque era uma das aulas que ele fazia com Brett Messerschmidt e ele precisava da ajuda dela. Precisava dedurar Dalton antes 
que Dalton o expulsasse. A entrava Brett. Ela era representante de turma. Se ela acusasse Dalton de alguma coisa, todo mundo ouviria.Madame Claubert estava de 
p na frente da sala, o cabelo grisalho comprido preso em uma fivela na nuca. Ela era uma daquelas mulheres mais velhas cuja beleza s parecia aumentar e se intensificar 
com a idade. As mas do rosto eram perfeitamente delineadas, o pescoo longo de cisne, o corpo rijo de uma bailarina. As mulheres francesas eram to sensuais.- 
Monsieur Walsh, entrez. - Ela estava do lado de dentro da porta, esperando para fech-la.- Bien sr, madame. - Easy entrou e deslizou para a carteira vazia na frente 
de Brett. Ela lhe deu seu tpico meio sorriso de sobrancelha erguida. A pele de Brett tinha mais cor agora do que na maior parte da ltima semana.- Obrigada por 
se juntar a ns. Agora podemos comear. - Ela ergueu uma pilha de papis e os passou a cada fila.- Por favor, formem pares e respondam s dez perguntas neste examen 
petit. - Ela bateu palmas. - Dix minutes.Easy girou na cadeira.- Mademoiselle Messerchmidt. Pode me dar a honra?- Mais oui. - Brett vestia um suter verde militar 
que deixava seus olhos mais verdes e uma saia cqui que ia at o meio da coxa. Ela estava simplesmente linda e com uma aparncia jovem e inocente. Easy entendia 
por que Dalton se sentira atrado por ela, mas como ele podia ser to baixo a ponto de concretizar esse desejo?
- Olha... - disse Easy quando eles j tinham respondido a metade das questes. Ele a olhou de lado, tentando ser sutil. No queria constrang-la nem nada disso. 
- Soube de uma coisa... Aconteceu mesmo alguma coisa entre voc e o Sr. Dalton?Brett ficou de queixo cado, revelando uma obturao de platina em um dos molares 
inferiores que Easy nunca percebera. Ela se iou rapidamente e lhe lanou um olhar fulminante que parecia mais defensivo do que de raiva.- Vai pro inferno.- No, 
no, eu no estou tentando meter voc em problemas nem nada disso - disse Easy rapidamente, os dedos girando a caneta tinteiro. -Voc sabe que eu no faria isso.Brett 
olhou desconfiada. O que ele quer, ento? Ele parecia to ansioso. Easy normalmente no era de fofocar. Ela mordeu o lbio e fingiu olhar a lista de perguntas enquanto 
Madame Claubert saa da sala.- Ento por que est perguntando?- Voc no vai gostar de ouvir isso, mas eu encontrei a Tinsley no Soho ontem. - Ele parou. - E ela 
estava com o Sr. Dalton.Brett deixou que as palavras entrassem em sua cabea lentamente. Ficou enjoada ao assimilar o significado. Ela sabia. Sabia que Tinsley 
estava usando a pulseira de platina de Eric naquela noite. Como Tinsley pde fazer isso? Por qu? E Eric- ela significava to pouco para ele que, no segundo em 
que Tinsley apareceu, Eric a largou feito as botas Prada do ano passado? Ela no era to idiota.- Mas que... babaca. - Brett no conseguia pensar em nada mais forte 
para dizer. Imaginar os dois na cama na cobertura do Soho Grand encheu Brett de raiva. E se ela realmente tivesse perdido a virgindade com Eric? De repente, toda 
a confuso que sentia rapidamente se transformou em pura fria. Ele mentira para ela. Ele no achava que o que faziam era antitico; s queria transar com Tinsley. 
- Ele devia ser preso.- Mas no h como provar que eles esto juntos. S porque eles estavam em Nova York juntos no quer dizer... - ele suspirou.
- Quer dizer sim para algum que conhece Tinsley. - Brett mexeu nervosa nos brinquinhos de ouro na orelha. Aqueles que Eric tinha beijado com tanta doura. Tudo 
fazia parte de uma interpretao dele, pensou ela colrica.Easy afundou em sua cadeira.- E eu no queria que tivesse que revelar seus problemas. Acho que voc 
j sofreu o bastante.A idia de ter que contar  administrao, em detalhes, o que aconteceu entre ela e Eric - o Sr. Dalton, que seja - deixou Brett totalmente 
nauseada. Ela sacudiu a cabea.- , acho que no posso fazer isso. Easy deu de ombros.- Ento temos que pegar o cara em outra coisa. Madame Claubert abriu a 
porta da sala.- Vite! Vite! - gritou ela jovialmente. - Deux minutes! Brett atirou o cabelo e folheou seu exemplar de Le rouge et le noir.- Pera um minutinho... 
- Ela largou o livro na mesa e apertou o brao de Easy. - Quando fui na casa dele, tinha um saco de maconha na cmoda. Quem sabe a gente pode usar isso?- Mas voc 
no pode contar a Marymount onde o viu. - Easy tamborilou os dedos na mesa de madeira. -A no ser...- A no ser... - continuou Brett, seguindo a linha de raciocnio 
de Easy. - Eu digo que fui  casa dele para pegar uns arquivos do CD e ele props fumar comigo... Posso dizer exatamente onde est na casa dele, e...Easy assentiu, 
terminando a frase dela.- E o que Dalton vai dizer? Que ele no lhe ofereceu, que voc s viu no quarto dele quando por acaso passou a noite l?Os lbios de Brett 
formaram um sorriso leviano.- Ele no se arriscaria a negar e me fazer contar a verdade. D para imaginar, um Dalton sendo acusado de estupro?Easy teve vontade 
de abra-la.- Ele vai ser obrigado a se demitir.Pela primeira vez desde que comeou toda a saga Eric Dalton, ela sentia que tinha o controle da situao.- Exatamente.
Depois da aula de francs, Easy deu um afago de boa sorte nas costas de Brett. Ela sorriu corajosamente para ele e foi direto para a sala de Marymount no Stansfield 
Hall. O secretrio de Marymount, o Sr. Tomkins, um careca que s usava gravatas florais, estava sentado atrs de uma mesa de carvalho quando Brett entrou.- Oi, 
Brett, querida. - Os adultos sempre gostavam de Brett, e o Sr. Tomkins a tratava como se ela iluminasse seu dia. - O que posso fazer por voc?Brett endireitou os 
ombros e disse com a voz mais prtica que tinha:- Gostaria de falar com o reitor Marymount, por favor, A mo do Sr. Tomkins hesitou sobre o interfone enquanto ele 
se preparava para chamar o reitor.- Devo dizer a ele do que se trata?-  confidencial. - Brett sorriu como quem se desculpa. Mas no por muito tempo.
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UMA WAVERLY OWL SOLCITA NUNCA DEIXA DE SER GENTIL COM OS MENOS AFORTUNADOS.Depois que o Signor Giraldi finalmente liberou a turma de italiano avanado de sua 
torturante aula de histria do soneto petrarquiano, Tinsley atravessou o ptio, os saltos de suas botas de camura com tiras em T Moschino furando as folhas de incio 
de outono que se espalhavam ao acaso. S voltara de seu encontro com Dalton algumas horas antes e ainda podia sentir os lbios dele em seu pescoo. Mesmo que no 
tenha conseguido choc-lo com o segredo de Brett ser de Jersey, bom, ela certamente fizera sua parte por Callie. Seria s questo de horas para Easy ser chamado 
na sala do reitor Marymount e encontrar Eric sentado ali, com uma denncia de que Easy esteve em Nova York no dia anterior. Callie nunca mais teria que ver Easy 
de novo e a vomitantemente doce Jenny teria exatamente o que merecia. Tinsley teve que morder o interior da bochecha para no sorrir do surto inebriante de poder 
que sentia. Tinsley Carmichael estava de volta.Ela sentiu um par de olhos conhecidos e se virou, vendo um rapaz de cabelo louro desgrenhado, esparramado preguiosamente 
na escada da capela. Um sorriso lento se espalhou pela cara de Heath Ferro quando ele percebeu que tinha chamado a ateno dela. Tinsley de imediato mudou de direo 
e andou para a capela, gostando do olhar de Heath para seu vestido Cynthia Streffe de decote em V e padronagem Renaissance. A seda italiana tremulava em sua pele 
e os olhos de Heath seguiam o balano de seus quadris enquanto ela andava at ele e colocava o p direito no primeiro degrau.- O que  que t rolando, Ferro?- 
S estou curtindo a paisagem. - Heath esticou os braos no ar. Vestia uma camiseta cuidadosamente desbotada com a palavra SUPER-HOMEM.Tinsley sacudiu uma unha cor-de-rosa 
perfeita, coberta de esmalte Oh, Behave, no rosto dele.- Gostei da camiseta.- Senta aqui-props Heath, batendo no prprio colo.
- Valeu a tentativa. - Tinsley se empoleirou delicadamente no degrau acima de Heath, os joelhos nus junto ao rosto dele. Ele os olhou por um momento antes de se 
arrastar para dar espao para ela.- Tem planos para o fim de semana? - perguntou ela.- Ah, este fim de semana... Mas  claro! - Heath estalou os lbios e esfregou 
as mos. - Tomei a liberdade de reservar duas sutes presidenciais no Ritz de Boston, com porta de comunicao. E vista para o jardim da jacuzzi king-size.- Hummmm. 
Parece uma delcia. Vou colocar meu biquni na mala.- Ou no. - Heath deu de ombros. - A  com voc. Tinsley sorriu para ele.- Bem que gostaria disso, no ?- 
Precisa perguntar?-Heath bocejou e fechou os olhos, obviamente imaginando Tinsley nua numa banheira borbulhante e vaporosa de gua quente, o cabelo preto e longo 
num coque no alto da cabea.Tinsley deu um tapa nele com as costas da mo.- Pode pensar em outra coisa que no seja me ver nua por cinco minutos? - perguntou ela, 
satisfeita, como sempre, com a adulao de Heath.- S com muita dificuldade.Tinsley se inclinou para ele e baixou o tom de voz.- Quem voc acha que vai ficar 
neste fim de semana?- Alm de voc e eu?Tinsley revirou os olhos.- Chega.Heath passou os dedos pelo SUPER-HOMEM no peito.- A resposta bvia  Easy e a Srta. 
Peites. - Ele estava um pouco amargurado porque s conseguiu beijar Jenny bbado, e mal se lembrava disso. Ele no se importaria de colocar as mos naquele corpo 
gostoso de Jenny. - Se eles j no fizeram isso, quer dizer.
- Bom, tenho uma novidade picante sobre ela.-Tinsley sorriu.-Sabia que ela ficou com algum que definitivamente no era Easy na segunda  noite? - Essa garota a 
aborrecia. Todo mundo achava que ela era to legal, com seu sorrisinho doce e seu rostinho corado, mas pular no namorado de Callie no segundo em que eles terminaram? 
E isso era legal? Ela no via Callie desde que voltara, mas sabia que, quando a visse, precisava contar  amiga sobre ter esbarrado em Easy e Jenny em Nova York.- 
Ah, ? - Heath esfregou as mos como quem conspira. - Que interessante.- Quem mais? - perguntou Tinsley, satisfeita por ter semeado um boato que certamente ia dar 
num escndalo completo.- No sei... Ryan Reynolds quer chegar em Brett... Ele acha que tem chances.- S se for no inferno - zombou Tinsley. - Ela no est to 
desesperada.- E por falar em desespero... - Heath assentiu para o ptio. Brandon Buchanan andava para eles com calas Theory de l risca-de-giz e uma camisa plo 
cinza Zegna por baixo do blazer marrom da escola.- Vocs parecem suspeitos. - Ele parou diante dos dois. - Discutindo segredos de Estado?- Chegou perto. Falando 
desse fim de semana.-Heath pegou um mao de cigarros em um dos bolsos laterais da cala cargo Allen B.Brandon virou-se para Tinsley.- E por falar nisso, como est 
Callie? Tinsley o olhou desconfiada.- Est bem. - Quando  que ele ia superar isso? - Na verdade est tima.Brandon equilibrou a bota Salvatore Ferragamo cinza 
no primeiro degrau. Ele devia ser, era, o nico cara na Waverly que engraxava os sapatos regularmente. Sujeito esquisito. Brandon era ultrametrossexual, com seu 
guarda-roupa perfeito e cheio de estilo e a completa invisibilidade de seus poros, algo que no era natural num homem. No surpreende que Callie o tenha trocado 
por Easy Walsh, um ultra-sexual, se  que Tinsley j tinha visto um na vida. E Heath era o qu? S sexual?
- No a tenho visto. - Brandon se curvou e esfregou uma mancha de terra no sapato.- , bom. - Tinsley deu de ombros. - Ela anda ocupada.- Ela no tem ido ao salo 
de jantar ultimamente. Ela est sem comer de novo? - Que bonitinho Brandon se preocupar com o bem-estar de Callie. Embora ela realmente estivesse magra demais.Mas 
antes que ela pudesse responder, Heath deu uma gargalhada. Pegou o brao de Tinsley numa angstia fingida e gemeu:- Voc tem que me contar! Ela est tomando as 
multi-vitaminas? Ela tem feito o dever de casa de biologia? - Heath desabou de rir. -Voc parece a porra da me dela!Brandon olhou para ele com raiva.- Vai se 
foder, Heath. E a, quantos quartos pegou no Ritz? - perguntou ele despreocupadamente, mudando de assunto.- Duas sutes presidenciais.- Acha que vai ter espao 
para todo mundo? - Brandon franziu a testa. - No vo umas dez ou doze pessoas? Onde  que todo mundo vai dormir?Heath se colocou de p num salto e rebolou os quadris, 
como se tentasse danar a hula em volta deles.- Onde  que todo mundo vai dormir? - repetiu ele em falsete, fazendo Tinsley rir. - Cara, se eu puder evitar, ningum 
vai ter muito sono.Brandon revirou os olhos.- Talvez eu pegue um quarto particular. Para mim e Callie.- Por qu? Para poder ver Dirio de uma paixo? Como se 
fosse a primeira vez? - Heath deu uma gargalhada de novo. - Jerry Maguire? Cara,  uma porra de uma festa.
Tinsley riu. Heath tinha que ser o prximo na lista de ficadas da Caf Society. Talvez Callie o achasse vulgar, mas ele era dez mil vezes mais divertido do que Brandon. 
Seria uma boa diverso e ele era ligado. Tinsley se desligou enquanto Brandon e Heath continuavam a brigar feito meninas. Os calouros que atravessavam a quadra 
olharam pasmos enquanto ela esticava as pernas e bocejava. Era to bom ter voltado. Mas uma determinada menina a encarava com tanta intensidade... Ah, que droga. 
Era aquela praticamente albina da Yvonne, a da turma de italiano de Tinsley que sempre tentou se juntar a ela quando tinham que trabalhar em dupla. Felizmente, Tinsley 
conseguia evitar as pessoas com habilidade, e ela se xingou por no fingir que no tinha visto Yvonne porque ela estava vindo na direo deles.Yvonne foi at eles, 
numa blusa branca abotoada e cala azul-marinho da J. Crew cheia de sapinhos verdes - o tipo de cala que devia ser usada com ironia, coisa que Yvonne no tinha.- 
Oi, Tinsley - guinchou Yvonne, incapaz de olhar diretamente para ela. Tinsley sentiu os olhos de Yvonne em sua testa. Tinsley lhe abriu um sorriso curto e superficial 
que a estimulasse a continuar andando.Mas Yvonne no entendeu ou estava decidida demais a falar.- Todo mundo est falando da sua, hummm, viagem a Boston. Eu fiquei 
me perguntando, quem  que vai? O alojamento todo? Mais algum pode ir?Tinsley sentiu Brandon e Heath olhando para ela e sabia que Heath estava reprimindo o riso. 
Fala srio, o que essa garota pensava? Que Tinsley diria, animada: "Ah, sim, venha com a gente e trate de levar todos os seus amigos do clube de matemtica e da 
banda de jazz"? Tinsley tentou tirar o olhar de voc-ficou-maluca do rosto e fez a voz mais gentil que podia, s porque essa coitadinha era to sem-noo que no 
seria bom humilh-la.- S a sociedade secreta. Desculpe.Quem sabe na prxima encarnao?
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: Alunos da WaverlyDe: ReitorMarymount@waverly.eduData: Quarta-feira, 
18 de setembro, 15:01hAssunto: Demisso de Eric DaltonNo dia de hoje, Eric Dalton se demitiu de seu cargo na Waverly.Seus cursos de histria das civilizaes 
antigas e latim para iniciantes sero ministrados por outros membros competentes do departamento at que possamos encontrar um substituto adequado. Os alunos devem 
comparecer  aula amanh, como sempre.Os alunos que tinham Eric Dalton como orientador podero ser reencaminhados. Os respectivos diretores dos alojamentos entraro 
em contato em breve.Obrigado por sua cooperao,Reitor Marymount................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................AlisonQuentin: Caramba, d para acreditar que Dalton se demitiu? 
S de ouvir o cara recitar Caio Catulo eu ficava ligada...AlanStGirard: Se o latim te excita tanto, venha a meu quarto que vamos ver Calgula.AlisonQuentin: 
Vc  to vulgar... Isso  porn!AlanStGirard: No  porn.  histrico.................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................HeathFerro: Soube que Dalton foi flagrado fumando pio na sala 
de livros raros, pelado, com a turma de latim para iniciantes.EasyWalsh: Nem sonhando.HeathFerro: Parece meio quente. Por falar em quente, soube que sua garota 
estava envolvida.EasyWalsh: Cala a boca, cara.HeathFerro:  srio.  sriooooo...................................................
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................RyanReynolds: Ento o seu namorado foi embora... Quem sabe 
no podemos sair um dia desses?BrettMesserschmidt: Hein, o qu? Acho que est querendo falar com a Tinsley...RyanReynolds: Quem sabe as duas no estejam interessadas?BrettMes
serschmidt: No escreva para mim novamente.................................................
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UMA WAVERLY OWL SENSATA ENTENDE QUE S PORQUE MORA COM UMA PESSOA, NO QUER DIZER QUE A CONHEA.Naquele final de tarde, todo o campus ainda zumbia com a notcia 
da demisso de Eric Dalton. No segundo em que o e-mail do reitor Marymount apareceu nas caixas de entrada dos alunos, todos tinham uma opinio para o motivo de o 
professor ter sido demitido, embora Callie tivesse certeza absoluta de saber o porqu: claramente, Brctt descobrira sobre Tinsley e o Sr. Dalton.Callie abriu a 
porta do salo de jantar e foi recebida pelo cheiro nauseante de feijo frito. Noite de comida mexicana. Que timo. Ela ps a mo na barriga, como que para se tranqilizar 
de que ainda estava achatada, e brincou com a gola do cashmere roxo-claro com capuz Ya-Ya. Mesmo que Tinsley de repente fosse sua nica amiga, ela no podia deixar 
de ficar satisfeita por Brett. Com sorte, nem ela nem Tinsley sufocariam a outra enquanto dormisse-era s do que ela precisava.- D pra acreditar? - Callie girou 
e viu Tinsley parecendo incomumente perturbada. Mexia nervosa nos botes de prolas na gola da blusa de cetim de seda de visual vitoriano. Sua pele estava quase 
completamente coberta, ento, como  que todos os meninos ainda olhavam para ela? Callie teve vontade de arrancar os cabelos de inveja.- Mais ou menos.-Callie ajeitou 
a pulseira de pingente. - Nem vem que voc sabia que a Brett um dia ia revidar.Tinsley olhou para Callie meio murcha, depois sorriu.- Ento foi mesmo a Brett?- 
Deve ser, n? -As duas meninas foram para a fila da comida. - Por que outro motivo ele pediria demisso? - Callie deu uma risadnha. - A no ser que ele tivesse 
medo de que Tinsley Carmichael fosse mulher demais para ele.- Ele sem dvida no teve queixa alguma em Nova York. - Tinsley riu.- J falou com ele?
Tinsley pegou a bandeja. Nunca admitiria isso, mas parte de sua excitao com Dalton vinha do fato de que ela o estava roubando de Brett. Uma vez que isso acabou, 
passou tambm a nsia de ficar com ele. Ela nem pensou em mandar um e-mail a ele para saber o que estava acontecendo - de certo modo, nem ligava. J estava na hora 
de ela fazer o prximo movimento.- No.- E vai fazer isso? - Callie bateu as unhas rodas na bandeja de plstico enquanto elas esperavam na fila do taco. - Tacos. 
Que horror.Tinsley franziu o nariz.- Parece noite de salada. - Ela andou para o balco de saladas. Callie a seguiu. Tinsley ainda no respondera a sua pergunta. 
Parecia distrada.- Tem outra coisa que voc precisa saber. - Tinsley no conseguia imaginar uma hora pior para dar a Callie a m notcia: no salo de jantar, diante 
de toda a populao da Waverly. Mas queria que ela soubesse antes de voltarem ao alojamento esta noite, para que ela estivesse preparada. Ela juntou os lbios.- 
O que ? - Callie pegou um prato branco, ainda quente do lava-louas, do outro lado do balco de saladas e comeou a se servir de salada verde recm-lavada.Tinsley 
baixou a bandeja.- Eu sinto muito que eu esteja contando a voc, mas no quero que descubra por outra pessoa. - Ela respirou fundo e Callie a olhou alarmada, os 
olhos se encontrando atravs da proteo de plstico. - Jenny e Easy esto totalmente juntos.Callie parou com a colher a meio caminho do prato.- Como ?-A temperatura 
de seu corpo caiu uns vinte graus de imediato. As mos ficaram midas. Ela largou a colher de madeira na tigela de verdura. - Isso no  verdade.Tinsley rapidamente 
pegou a bandeja e correu para o lado de Callie no balco. Ela parecia estar a ponto de desmaiar.- Desculpe. Mas  isso mesmo. Eu vi os dois em Nova York juntos.
- Mas isso no quer dizer nada... - A voz de Callie falhou. O olhar de pena de Tinsley s podia significar uma coisa, era mesmo verdade. Easy gostava de Jenny? Daquela 
nanica? Com aqueles petes que pareciam deformados? De verdade? Jenny garantira a ela, lhe prometera, que no estava rolando nada! Aquela mentirosa! - Como Jenny 
pde fazer isso? Ns moramos juntas. Eu falo com ela todo dia, porra! Como  que ela no me contou?Tinsley pegou o brao de Callie.- Provavelmente ela no queria 
chatear voc.- Aquela vaca. - Callie estremeceu e olhou para baixo, vendo-se segurando o garfo na posio de ataque. Se Jenny quisesse viver, naquela noite teria 
que dormir em outro lugar.
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UMA WAVERLY OWL NUNCA ENTRA SEM ALIADOS NUMA BATALHA.- Espera! -Jenny viu Brett saindo da biblioteca naquela noite, o cabelo ruivo e liso balanando enquanto 
ela descia a escada. Havia uma animao clara naquele andar. Os sapatos Prada de salto alto praticamente pulavam pela calada. Ela girou o corpo, viu Jenny e sorriu.- 
Oi. - Brett tirou uma mecha de cabelo dos olhos.- E bom ver voc sorrindo. -Jenny passou a ala da pesada bolsa de camura pelo corpo; era pesada demais para carregar 
de um lado, mas ela odiava quando a ala ficava entre seus seios, chamando mais ateno ainda para eles do que o normal.  claro que uma mochila teria sido ainda 
pior.Brett riu.- Sei que no devia ficar to feliz, mas no consigo evitar.  simplesmente... justia potica, sabe como . Mesmo que Tnsley v me matar. - Agora 
a idia de dividir um quarto com Tinsley a deixava fisicamente doente. Era difcil acreditar que no ano passado elas faziam as unhas uma da outra e fofocavam sobre 
as mais recentes paixonites. - No a vejo desde que saiu a novidade.Elas riram enquanto voltavam ao alojamento. L dentro, a porta para o quarto 303 do Dumbarton 
estava aberta e "ABC" dos Jackson Five berrava do iPod de Callie.- Que timo - cochichou Brett enquanto ela e Jenny se aproximavam. - Elas esto fazendo uma festinha-disco.- 
Oi, Cal-Brett cumprimentou Callie ao passar pela porta.- Oi. - Callie assentiu, vestindo o pijama. Uns fios de seu cabelo louro-arruivado estavam eriados de esttica. 
Ela se jogou na cama desfeita.- Parece que est de timo humor - disse Brett, colocando com cuidado a bolsa Prada antiga no cho.Callie no respondeu. Passou o 
elstico de cabelo que mantinha no pulso, fez um rabo-de-cavalo e mexeu nos botes do iPod. A msica mudou para uma cano melanclica do Belle & Sebastian.- Eu 
adoro essa msica - disse Jenny. Callie a fitou, os olhos castanhos focalizados e frios, e desligou o aparelho. De repente o silncio no quarto foi ensurdecedor. 
Putz.
- Mas olha s quem est a - disse uma nova voz, e as trs viraram a cabea e viram Tinsley, com o roupo de banho de algodo egpcio, brincando com a tampa de uma 
garrafa de Evian. - Callie e eu queramos conversar uma coisa com vocs duas. S queramos dizer que as duas no podem mais pertencer  Caf Society.A cara vermelha 
de Jenny ficou ainda mais vermelha. Ela olhou para Brett. Por que Tinsley estava fazendo isso? Parecia uma declarao de guerra aberta.As sobrancelhas de Brett 
se uniram de forma ameaadora.- Ah, ?-Ela pegou o basto de hquei Brine como se estivesse se preparando para arrebentar a cabea de Tinsley. - Por causa de Eric?Tinsley 
encostou a cabea na soleira da porta.- Eric? - perguntou ela despreocupadamente. Tinsley fingiu pensar.-Na verdade sim, estou meio irritada com voc por conseguir 
a demisso dele quando estvamos comeando a ter intimidade.- Como pode dizer isso com essa cara-de-pau? - perguntou Brett. - Quem voc pensa que ?- No seu lugar, 
eu no faria essa pergunta. - Tinsley andou pelo quarto e largou a garrafa de gua na mesa-de-cabeceira antes de se virar para Brett. - Eu sei quem eu sou. Voc 
sabe?Jenny, que acompanhava apavorada o dilogo rpido, sentiu-se completamente perdida. O que Tinsley estava insinuando? O que quer que tenha sido, chocou Brett 
e fez com que se calasse de imediato.Brett deu as costas a Tinsley. De repente veio  sua mente uma citao de Dorothy Parker: "A mulher fala 18 lnguas e no consegue 
dizer 'no' em nenhuma delas." Quando se virou, seu rosto estava mais composto e os lbios no tremiam:- Sei que no sou uma vagabunda.-Ela retribuiu o sorriso 
srdido de Tinsley. -J  alguma coisa.- Ento devia pensar em com quem voc anda-Callie falou pela primeira vez desde a chegada de Tinsley. Estava encarando Jenny 
e de repente sua fria fez muito mais sentido. Tinsley deve t-la visto com Easy em Nova York no dia anterior.
Por um segundo, Jenny pensou que talvez pudesse melhorar a situao se prometesse no ver mais Easy. Talvez as coisas voltassem ao que eram na primeira noite na 
pizzaria. Ela queria desesperadamente ter aquela sensao de novo - a sensao de pertencer a um grupo, de tomar porre com as meninas descoladas, de conseguir que 
gostassem dela. Mas o segundo passou. A quem ela estava enganando? Em toda sua vida, jamais quis tanto ficar com um cara como queria ficar com Easy Ela no o trocaria 
nem por todas as Tinsley Carmichael e Callie Vernon do mundo.Brett estava prestes a vir em defesa de Jenny quando esta surpreendeu a si mesma se defendendo sozinha.- 
Sei por que est com raiva de mim - disse ela suavemente. - E sinto muito. Eu no queria que acontecesse, mas devia ter sido sincera com voc desde o incio.Callie 
no tinha a capacidade de Tinsley de controlar a raiva com elegncia. Em vez disso, sua pele normalmente perfeita ficou vermelha e manchada e sua plpebra esquerda 
comeou a tremer. Ela parecia desequilibrada.- Voc  uma mentirosa - rosnou ela.- No percebem que esto sendo hipcritas? - Brett repreendeu Callie. -Est puta 
com Jenny por ficar com Easy depois que vocs terminaram, enquanto ela - Brett gesticulou para Tinsley com a ponta curva do basto - comeou a dar em cima de Eric 
enquanto eu ainda estava com ele? - Ela olhou para Tinsley. - Isso  to... nojento.- Meu bem - Tinsley olhou para Brett com pena -, voc nunca ficou com ele.- 
Vai se foder! - Brett girou para Callie. - E vai se foder voc tambm. Podem ficar com sua Caf Society idiota e egosta e seus joguinhos imbecis de merda.-Brett 
sacudiu a cabea. O cabelo vermelho estava desgrenhado, mas suntuoso. - Tenho coisa melhor para fazer. - Depois dessa, ela saiu do quarto, deixando o silncio em 
seu rastro.Jenny olhou para Callie. Tinsley era uma tremenda piranha, mas ela ainda parecia ter uma dvida com Callie. Afinal, Jenny mentiu para ela.
- Me desculpe - disse ela. - Quem sabe um dia voc poder me perdoar?O olho de Callie tremeu. Mas nem pensar mesmo.
30
UMA WAVERLY OWL INTELIGENTE SABE QUE UM BEIJO NUNCA  APENAS UM BEIJO.Felizmente era sexta-feira. Jenny procurara por Easy durante toda a quinta, mas no conseguira 
encontr-lo. Queria falar com ele sobre Callie e sobre sua expulso da Caf Society, mas dada a irritao em que Callie estava, ela no queria ficar andando pelo 
campus, perguntando se algum o tinha visto. Easy devia estar com Credo, curtindo o maravilhoso cu azul antes de ficar frio e sombrio. Mas era mesmo meio estranho 
que ele tivesse sumido. Eles se divertiram tanto em Nova York e eles flertaram durante toda a aula da tarde de quarta-feira. Easy no estava com saudade dela?Agora 
era sexta, o que significava aula de artes de novo. Ela passou pela porta e viu Easy pegando seus pastis e um bloco grosso de papel na estante de suprimentos. Ela 
apareceu por trs dele e passou a mo em seus ombros.- Oi.Easy ergueu a cabea. Seus enormes olhos azuis pareciam estressados, mas felizes por v-la.- Ah... Oi. 
- Ele abriu um sorriso distrado.- Est tudo bem com voc? -Jenny olhou em volta procurando pela Sra. Silver, que andava pela sala, dando uma olhada nos alunos.- 
Eu estou bem. - Easy olhou para ela. - E a?- Posso falar com voc um segundo? -Jenny sorriu para Alison, que agora pegava o bloco de desenho na prateleira ao lado 
da de Jenny. Ela ergueu uma das sobrancelhas finas para Easy e assentiu, o cabelo escuro num rabo-de-cavalo. Jenny sentiu uma pontada de arrependimento por ter sido 
expulsa sem a menor cerimnia da Caf Society. Mas isso no significava que sua vida social na Waverly acabara, no ?- Aqui? - Easy parecia em dvida.Jenny pegou 
seu brao, sentindo outro arrepio de excitao ao tocar nele.- No, vamos na sala do forno.Easy ergueu as sobrancelhas.- Isso parece meio descarado. -Jenny riu.
Ela o puxou para a salinha no canto da estante de suprimentos. Era escura com uma nica janela que dava para o Hudson. Dois fornos grandes e trs pequenos tomavam 
a maior parte do espao, e a sala tinha cheiro de argila e terra. Prateleiras de cermica em graus variados de acabamento revestiam as duas paredes. Era um lugar 
romntico e lembrou a Jenny da cena sexy em Ghost, quando Patrick Swayze e Demi Moore ficam loucos com a argila na roda de cermica. Hummm. Jenny parou perto de 
Easy e olhou para ele com desejo.Easy sorriu para ela.- Era disso que voc queria falar? Isso trouxe Jenny de volta  realidade.- Humm, no. S queria dizer 
que fui expulsa da Caf Society. - As palavras pareciam to bobas. - Acho que no vou a Boston.Easy no pareceu muito surpreso.- ?- . -Jenny olhou as sapatilhas 
de bal em xadrez preto -e-branco, - Ento-disse ela, nervosa -, voc ainda vai?Easy soltou a respirao e Jenny olhou para ele alarmada. Pela primeira vez, comeou 
a pensar que talvez houvesse alguma coisa seriamente errada. As palmas de suas mos comearam a suar. Mas ele no se divertiu em Nova York?- Ainda no tenho certeza 
- admitiu ele.- Eu... Eu fiz alguma coisa? Para voc ficar chateado comigo? -Jenny mordeu o lbio de nervosismo.- No sei. - Ele se virou por um minuto e brincou 
com um vaso de cermica na prateleira de cima. Estava sendo um babaca; sabia disso. Mas sua mente se atinha quela coisa horrvel que Tinsley lhe dissera na cidade, 
que Jenny ficara com outro sujeito, e a mensagem instantnea de Heath. Ele precisava descobrir se era verdade e esperava que Jenny o perdoasse se ele estivesse errado. 
Mas ele precisava saber.-H alguma possibilidade de voc ter ficado com outro cara? Na segunda  noite?A boca de Jenny se abriu. Podia sentir o rosto ficando carmim 
quando se lembrou do beijo idiota no cara da pizzaria.
- Ah, meu Deus... Foi mesmo aquela idiotice que aconteceu. -Ela olhou os sapatos de novo.-Foi um rito de iniciao para a sociedade da Tinsley. Ns meio que beijamos
aquele...- Pera um minutinho. -Easy agitou as mos.-Como  que vocs "meio que beijaram" algum? - Os olhos dele estavam em brasa. - Ou voc beija algum, ou no
beija.- Easy, me desculpe. Eu sinto muito. - Os enormes olhos castanhos de Jenny, aqueles nos quais ele confiava, se encheram de lgrimas, mas Easy estava irritado 
demais para se comover. -Eu o beijei, mas no queria. Foi s uma... Uma bobeira. Tipo um jogo... Eu tinha que fazer. E eu... Eu no sabia se estvamos exatamente 
juntos...- Como assim? Sua boca encontrou a do cara por acaso? -Ele sacudiu a cabea, descrente. - No acredito nisso. - Easy pegou uma tigela feia e torta e cravou 
os dedos nela. Teve vontade de atir-la na parede e v-la se espatifar em mil pedaos. Ele pegou a maaneta da porta.- Aonde voc vai? - gemeu Jenny. As mos dela 
remexiam no fio solto da bainha do suter rosa-claro.Ela estava to doce e to perturbada que Easy quase mudou de idia. Seu corao estava to cheio de sentimento 
que ele podia cometer um erro imenso, terminando com uma coisa que parecia grande, e isso antes at de ter a oportunidade de realmente comear. Mas ele imaginou 
a boca de um babaca qualquer espremida na dela e Jenny retribuindo o beijo. Ele abriu a porta.- Tenho que ir para a aula. Estou sob condicional, lembra?Jenny assentiu, 
infeliz.- Mas, por favor, voc precisa entender. No podemos conversar sobre...- Acho que a gente no deve conversar por algum tempo. -Ele olhou para ela por sobre 
o ombro, hesitou mais uma vez, depois saiu.
OwlNet-------------- Caixa de Entrada de E-mail................................................Para: CallieVernon@waverly.edu; SageFrancis@waverly.edu; BennyCunningham@waverly
.edu; AlisonQuentin@waverly.edu; VerenaArneval@waverly.edu De: TinsleyCarmichael@waverly.edu Data: Sexta-feira, 20 de setembro, 20:09h Assunto: Relax no RitzMeus
amores,A noite de amanh comea com coquetis s 18h em ponto, na sute 605, no Ritz de Boston. Para ficarmos  vontade em nosso ambiente elegante, o traje exigido
 glam glam glam.No se esqueam da escova de dente e de pijamas sexies, se pretendem vestir alguma coisa.Nossa prxima vtima?  verdade que ele  muito presepeiro,
mas no h ningum na terra mais preparado para se divertir do que o Sr. Heath Ferro. Espero que todas ns fiquemos com ele pelo menos uma vez a noite toda. Vamos
fazer com que ele merea a fama de "pnei".Conspiratoriamente,T................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................CallieVernon: Ai meu deus, Heath? T brincando? Ele  to rodado
que chega a feder a sujo.TinsleyCarmichael: Tsc, tsc. Voc sabe que ele  o cara mais sexy que resta no campus... A no ser que ache que Easy esteja interessado 
em ser o prximo projeto da sociedade...?CallieVernon: No comea no.................................................
OwlNet-------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................HeathFerro: Que trem vc vai pegar para Boostoon?EasyWalsh: 
Vou de carona com Jeremiah, do Lucius. 2 lugares.HeathFerro: Olha s que foda: as meninas vo dar para mim hoje  noite.EasyWalsh: Meus parabns.HeathFerro: 
T com muita inveja?EasyWalsh: Cara, d pra vc ser mais mulherzinha do que isso?HeathFerro: D. Mas depois vou ter que trepar comigo mesmo.EasyWalsh: Posso 
imaginar.................................................
31
UMA BOA WAVERLY OWL SABE SE DIVERTIR.s 18h a sute presidencial 605 era o centro da festa. As meninas transformaram em bar a mesa de jantar de mogno polido, 
com garrafas de vinho pedidas pelo servio de quarto e vrias garrafas de vodca e gua tnica. Bandejas enormes de queijos estrangeiros, torradas e outros hors d'oeuvres 
sofisticados mas inidentificveis enchiam a mesa. O iPod e o Bose SoundDock de Tinsley estavam empoleirados em uma mesa de canto ao lado da televiso de gabinete, 
e a TV estava ligada no Turner Classic Movies, mas muda. Humphrey Bogart e Lauren Bacall brincavam em silncio na tela em preto-e-branco.Callie, com um vestido 
de chiffon vermelho de cintura imprio ABS e uma saia pregueada, recm-comprados em uma daquelas butiques minsculas de sobreloja e preos exagerados na Newbury 
Street, desabara infeliz numa poltrona de camura cor de milho. A sute em si era estonteante - o tipo de quarto de hotel que teria impressionado at a me enjoada 
de Callie - mas Callie no conseguia desfrutar dela. Sentia falta de Brett, que devia estar fumando cigarros com a traidora da Jenny agora mesmo e rindo de como 
escaparam de vir a essa festa idiota em Boston. Grrr. Pensar em Jenny - e em Jenny com Easy, o Easy dela - a fez estender a mo para a taa de chardonnay.- Est
quase na hora! - anunciou Sage Francis com uma voz alegrinha, tocada de vinho. Se ela j estava meio bbada, ia desmaiar no cho quando as coisas realmente esquentassem,
pensou Callie amargamente. Sage se aproximou ansiosa da porta de comunicao para o quarto 606, que Tinsley insistira que ficaria fechada at as 18h.Uma batida 
grave e alta veio do outro lado da porta. Sage pulou para trs e as meninas riram.
- Vai em frente - concordou Tinsley. - Est na hora. - Todas as meninas estavam de vestido, exceto Tinsley, que colocara uma cala de cetim preto Theory bem justinha. 
O palet de smoking era justo e de decote baixo, e no havia espao para mais nada por baixo dele. Ela parecia a Angelina Jolie na noite do Oscar em que vestiu um 
terno. - No se esqueam de quem  o prximo na nossa lista, senhoritas.- Aposto que ele ser o primeiro a passar pela porta. - Celine Colista ajeitou as flores 
frescas em um dos seis vasos espalhados pelo quarto e olhou ressentida a roupa de Tinsley. Ela parecia chata e convencional com o vestido preto de noite.- Mulheres, 
mulheres em toda parte! - Heath Ferro explodiu ao entrar no quarto, vestido num palet de smoking de seda vermelha e parecendo o Hugh Hefner. -  assim que gosto 
de ver. - Ele continuou a ronda pelo quarto, dando a todas uma beijoca no rosto e a oportunidade de sentir seu palet de seda.- Eu te disse. - Celine cutucou Benny 
Cunningham na cintura.- No fique to afvel - brincou Tinsley enquanto Heath se inclinava para Callie e lhe dava um beijo molhado no rosto.- Nem to espalhafatoso. 
- Callie quase pulou ao som da voz conhecida e arrastada. Easy entrara no quarto, usando a camiseta dos Hives e as calas cinza Ben Sherman que s vestia quando 
tinha que se produzir. O corao de Callie comeou a bater mais rpido. Desde que expulsaram Jenny e Brett da Caf Society, Callie imaginara que Easy ficaria com 
Jenny naquele fim de semana. Ela fingiu estar com raiva dele, mas, meu Deus, s o que queria era que ele a beijasse novamente, como costumava fazer.Heath passou 
o brao nos ombros magros de Easy e plantou um beijo molhado no rosto dele.- No fique com inveja, cara. Tem muito amor para todo mundo. - Heath pegou o chapu 
de feltro de Easy e o colocou na cabea de Tinsley.
Ento por que era que Easy estava aqui e no se aconchegando com Jenny em um dos quartos vazios do alojamento? Ser que j havia um problema no paraso? De repente 
Callie ficou muito mais interessada na festa. Ela decidiu encher a taa novamente.- Estou surpresa de ver voc aqui. - Callie baixou a taa na mesa de mogno enquanto 
Easy se servia de vodca com tnica.- Por que isso? - Easy colocou uma fatia de limo no drinque e bebeu um longo gole.- Voc sabe. - Callie parou sugestivamente 
e esperou at que ele se virasse para ela. - Pensei que estivesse sob condicional.- Ah. - Easy coou atrs da orelha esquerda, algo que ele sempre fazia quando 
no queria falar de algum assunto. Callie teve que se obrigar a se acalmar. S porque ele parecia distrado, no queria dizer necessariamente que as coisas tenham 
acabado com Jenny.-Tanto faz. Agora que Dalton no est mais l, no tenho que ficar to atento.Mas ainda assim... Se ele gostasse tanto de Jenny, estaria com ela 
agora e no a trezentos quilmetros de distncia, em um quarto de hotel cheio de meninas bbadas e lindamente vestidas, no ?Callie se aproximou um pouco mais 
dele.- Engraado como isso aconteceu, n? Quer dizer, oDalton de repente pede demisso. - Callie jogou o cabelo por sobre o ombro, tentando fazer com que Easy 
tivesse uma boa viso de seu pescoo, que costumava ser uma das partes dela de que ele mais gostava.Easy sorriu para Callie e parecia que ela acabara de engolir 
um chocolate quente batizado com Kahla, pelo modo como seu corpo esquentou de dentro para fora.- Eu no sei de nada. - Ele ergueu as sobrancelhas misteriosamente.- 
S estou feliz por ter vindo. - Callie colocou a mo no brao nu de Easy e sentiu o formigamento surgir na ponta dos dedos.Easy olhou a mo dela.- O que est fazendo?- 
O qu? - Callie retirou a mo e Easy foi para a sacada, onde Jeremiah e Benny estavam fumando.Callie sentiu a mo em sua cintura.
- Voc est uma deusa. - Ela girou o corpo, o cabelo voando nos olhos de Brandon. Ele no pareceu se importar. Com a cala listrada de l italiana Theory e a camisa 
preta Hugo Boss, ele estava exatamente como sempre: sofisticado, atraente e completamente chato. - Como Afrodite. A deusa do amor.- Er, obrigada. - Callie viu algum 
mudar a msica para alguma coisa danante. Serviu-se de outra taa de vinho.- Quando quiser um intervalo nisso aqui, podemos voltar para o quarto que reservei. 
Para ns.- Brandon. - Callie passou as mos no rosto, arriscando-se a borrar a maquiagem. Mas, meu Deus, qual era a do Brandon? Ele realmente achava que ela ia 
sair da festa para voltar ao quarto vazio dele e namorar? Desde que ela o beijou na semana anterior, ele estava agindo como se os dois tivessem voltado. Ela olhou 
em volta, procurando por Easy. - Estamos numa festa. Aja de acordo com isso.- Pode me culpar por querer ficar sozinho com voc? Voc est to linda. Eu s quero... 
Ficar perto de voc. - T legal, isso era meigo. Callie se sentiu um pouquinho melhor, mas no o suficiente para sair com ele.- No posso culp-lo por tentar. -
Callie afagou o rosto dele. - Mas pare com isso.- Vocs parecem casados h um tempo. - Alan St. Girard apareceu e colocou um brao em volta de cada um deles. Alan
fez um biquinho para Callie. - Sobrou algum amor para mim?- Meu bem... - comeou Brandon.Meu bem?- Eu no sou seu bem, Brandon Buchanan. - Ela agitou a taa de 
vinho para ele.-Eu no sou o bem de ningum, t legal?-Ela o fitou, furiosa de repente porque o nico cara que a amava era o chato previsvel do Brandon. Ela ia 
mostrar a ele. Ela era qualquer coisa, menos chata.
32
UMA WAVERLY OWL NO DEIXA A AMIGA BBADA PARA TRS - EM ESPECIAL COM SEU CELULAR.- No fica tudo tranqilo sem a Tinsley e a Callie por aqui? Posso sentir minha 
presso sangnea baixando agora mesmo.-Brett esticou as pernas compridas no brao do sof da sala de estar do Dumbarton. Como todas as meninas passavam a noite 
fora na reunio da Caf Society, todo o alojamento parecia mais silencioso. Ela vestia uma camiseta verde-lima de manga curta com cala preta de boca larga. No colo, 
havia uma tigela de plstico cheia de pipoca de microondas amanteigada, recm-preparada e meio queimada.Jenny abriu uma das janelas e agitou as mos para afastar 
parte da fumaa de pipoca queimada.- Sei o que quer dizer. - Ela respirou o ar frio da noite, deixando que beliscasse seus pulmes. -As duas... Elas meio que me 
fazem esquecer de como gosto daqui.- . Ontem  noite mesmo, andando pelo ptio, olhando tudo e vendo todas aquelas estrelas... Quer dizer, o cu no  igual ao
de Nova Jersey. - Brett pegou a garrafa de Stoli na bolsa de couro vermelho Sigerson Morrison. J estava pela metade. Colocou um pouco mais na caneca de suco. -
Precisa de refil?- Obrigada. -Jenny lhe passou a caneca. Brett era de Nova Jersey? Jenny tinha a impresso de que ela era de East Hampton, Nova Scotia ou coisa 
assim.-Eu amo muito isso aqui. Faz com que eu me sinta to... sei l... saudvel. - Parecia uma coisa boba, mas era verdade. A Waverly, com seus campos de atletismo 
bem-cuidados, bibliotecas sofisticadas e atelis de arte, sua populao de alunos de sangue azul com o ar aristocrtico perfeito e suteres de cashmere, parecia 
estranhamente uma espcie de paraso na terra. E embora Jenny s vezes se sentisse meio estranha, algo lhe dizia que ela pertencia a este lugar.Brett sorriu.
- , deve ser toda a birita, a maconha e o sexo rolando que te d essa impresso. - Ela tirou um fio de cabelo vermelho dos olhos e o examinou em busca de pontas 
soltas. - Mas sei o que quer dizer. Tambm adoro este lugar. - Seus olhos se anuviaram um pouco. - Imagine como seria perfeito se Tinsley no tivesse voltado.Jenny 
nem queria pensar nesse assunto. Sim, seria o cu se Tinsley simplesmente evaporasse no ar, se ela fugisse como um desses executivos internacionais e ricos que conhecesse 
nos sales do Ritz-Bradley.- Parece que ela quer pegar a gente.- Deve ser porque quer mesmo. - Brett se sentou e colocou a tigela de pipoca na mesa.-Mas sabe de 
uma coisa, ela que se foda. Fodam-se todas as outras meninas. O que elas esto fazendo agora? Tomando um porre. Heath deve estar correndo por l pelado, tentando 
apalpar todo mundo.Jenny se encolheu com a imagem desagradvel. De repente ela ficou totalmente aliviada por no ter ido a Boston, com Tinsley, Callie e as outras 
meninas. Estava feliz por ficar aqui, comendo pipoca com Brett e fofocando. Se ao menos Easy no estivesse em Boston. Se ao menos Easy no estivesse furioso com 
ela.- Estou com saudade de Easy. Brett abriu a lata de Diet Coke.- Eu sei, tambm estou com saudade de Jeremiah. - Desde aquele dia no cemitrio, ela andou pensando 
muito nele. Ela se perguntou se ele estava com algum do St. Lucius. Ele no falou de outras garotas, mas era difcil acreditar que ele podia ficar sozinho por muito 
tempo. Ele era o astro do time de futebol americano e era sensual daquele jeito meio bobo e natural dele, que encantava todos os membros do sexo oposto. Ocorreu-lhe 
uma imagem dele com a samba-cano Gap e ela quase pde sentir sua mo percorrendo os msculos esculpidos da barriga dele. Hummm. - De repente eu no devia ter terminado 
com ele.-  mesmo? -Jenny gostava da idia de Brett ter um namorado que no fosse professor, e Jeremiah era um gato. - Ele parece mesmo um doce quando voc fala 
dele.
Brett gemeu e pegou um punhado de pipoca.- Ele  mesmo um doce. No sei o que eu estava pensando... Toda a histria de Eric foi uma merda. - Brett colocou uma nica 
pipoca na boca e mastigou pensativamente. -Acho que fez com que eu me sentisse especial ter uma pessoa como Eric interessado por algum como eu. Ele praticamente 
, tipo assim, um Rockefeller...- O que quer dizer com algum como voc?  claro que ele ficou interessado em voc. - Para Jenny, era difcil imaginar algum to 
linda, to inteligente e divertida como Brett tendo problemas de auto-estima. Isso estava reservado para pessoas como a prpria Jenny!Brett suspirou e tomou um 
longo gole da caneca antes de tombar a cabea no sof.- , bom, se voc conhecesse toda a minha histria, no pensaria assim.Jenny arregalou os olhos.- Do que 
est falando? Voc no assassinou ningum, n?- No, no  nada disso.  s que eu, bem, tenho uma famlia totalmente constrangedora.-Brett tirou de novo uma mecha 
de cabelo dos olhos e a fitou, como se no quisesse olhar para Jenny. - No posso evitar... Eu simplesmente tenho vergonha disso. Mas de algum jeito consegui falar 
com Eric sobre esse assunto e ele me fez sentir como se no fosse grande coisa. Ele quase pareceu gostar ainda mais de mim por causa disso.
- Bom, ento talvez eu devesse te contar sobre meu pai, porque isso teria feito voc se sentir melhor. -Jenny afundou no sof ao lado de Brett e colocou os ps na 
mesa de centro baixa com tampo de vidro. No era a idia mais inteligente para um alojamento: Jenny podia imaginar a si mesma subindo ali depois de mais alguns drinques.-Uma 
vez ele apareceu numa cerimnia de premiao na minha escola usando uma camiseta com o blazer porque todas as camisas sociais dele estavam amassadas. Voc pode achar 
que no  to ruim. Talvez at meio moderno, n? Bom, ele tambm estava de gravata. Com a camiseta de Impeach Nkon dele.-Jenny tombou a cabea, mas teve que rir 
da lembrana.-Os outros pais me procuraram depois e me perguntaram se meu pai era um sem-teto.  srio. Durma com essa.Brett quase bufou de rir.- Desculpe.-Ela 
teve que respirar fundo algumas vezes para manter a compostura. - Tudo bem, bom, na minha formatura da oitava srie, meu pai distribuiu cartes de apresentao com 
cupons 10% de desconto para qualquer injeo de colgeno ou plstica de nariz... Para minhas amigas. E minha me? Ela estava com umas botas de zebra feitas especialmente 
para ela no Brasil, e todo mundo podia ver a calcinha dela. - Brett podia imaginar o estardalhao que essas botas provocariam na Waverly, onde todas as mes vestiam 
Ralph Lauren, Chanel e Marni.- Mas os pais no foram feitos para serem totalmente constrangedores? Se no, no seriam pais-disse Jenny, com lgica.- Acho que sim... 
S que  estranho, ser esse tipo de garota novo-rica de Jersey, aqui, no meio de tantas debutantes com dinheiro de famlia, como Tinsley, Callie e Benny, n?De 
repente, depois de pronunciar as palavras, Brett se sentiu uns dez mil quilos mais leve. Foi como se sentiu depois de contar a Eric: aliviada. Ento, talvez no 
fosse Eric que a fizesse se sentir assim-quem sabe era ela mesma? Brett colocou as pernas no colo de Jenny, a mente voltando a Jeremiah.
- Sabe de uma coisa, quando eu falei com o Jeremiah, ele no estava nem um pouco chateado comigo. S lamentou por eu ter me magoado.- Por que no liga para ele? 
- sugeriu Jenny. - De repente vai te fazer bem ouvir a voz dele. - Alguma coisa na vodca a deixava sentimental, como quando Jenny estava de TPM e, s de pensar em 
Edward mos de tesoura, seus olhos se enchiam de lgrimas. Mas com a vodca, seus sentimentos nem sempre eram tristes, s fortes. Como agora, pensando em Easy, ela 
quase podia materializar o cheiro dele.- No. Ele est ocupado na festa, No quero incomod-lo. - Brett serviu o que restava do suco na caneca. - E, alm disso, 
eu terminei com ele. No posso voltar correndo para ele no segundo em que mudo de idia. - Seus lbios formaram um biquinho delicado.- No temos outra garrafa de 
suco no quarto? Acho que eu vi uma - perguntou Jenny distrada, uma idia formando-se lentamente em seu crebro tocado de vodca.- Tudo bem, preguiosa. Eu vou pegar. 
- Brett girou as pernas meio torta para o cho e se colocou de p. - Preciso de algo doce mesmo.Assim que Brett saiu da sala, Jenny pegou o Nokia prata da amiga 
e procurou o nmero de Jeremiah. Seu corao martelava nas orelhas e ela sabia que Brett ficaria furiosa, mas que tipo de amiga ela seria se no estivesse disposta 
a correr o risco de irrit-la para o bem dela?A caixa postal de Jeremiah atendeu depois de dois toques e Jenny quase se esqueceu do que ia dizer.
- Oi, er, Jeremiah. Aqui  a, humm, Jenny, amiga da Brett. Desculpe por te ligar... Espero no estar incomodando. Mas eu s queria que voc soubesse que a Brett 
anda pensando em voc, bem, o tempo todo, e ela sabe que cometeu um erro enorme e quer te pedir para perdo-la, mas tem muito medo disso. Quer dizer, ela  totalmente 
apaixonada por voc, e eu sei disso total porque... -Jenny respirou bem fundo. Isso estava fazendo algum sentido? - ...porque eu tambm estou apaixonada por um cara. 
E assim sei como , e ela est to mal... E as pessoas que esto apaixonadas no deviam deixar que os mal-entendidos as atrapalhassem.Brett voltou para a sala e 
encontrou Jenny usando seu celular.- O que est fazendo? - guinchou ela, largando a garrafa plstica de suco, estendendo a mo para o telefone. - Ficou maluca?Jenny 
se afastou de Brett e tentou terminar a ligao apressadamente.- Ento, s estou dizendo que voc no devia deixar que coisas insignificantes impedissem voc de 
ser feliz.  verdade. Ento, hummm, vou ter que ir porque a Brett vai me matar. Mas foi bom falar com voc. - Ela desligou o telefone e o atirou para Brett, que 
estava ali de p com uma expresso apavorada.- No acredito que fez isso!- Voc vai me matar? Brett pensou no assunto.- E com quem eu ia conversar? - Um sorriso 
lento e tmido se espalhou por seu lindo rosto. - Eu s no acredito que voc fez isso!Jenny sorriu, orgulhosa por ter tomado a iniciativa. Se Brett estava to 
perturbada por causa de Jeremiah, significava que ela pertencia a ele, n? E se ela sentia a mesma coisa por Easy, significava que eles pertenciam um ao outro tambm. 
No ? Ela soprou um beijo para Brett.- Talvez um dia voc possa me retribuir o favor.
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UMA WAVERLY OWL ESPERTA SABE (RE) COMEAR UMA FESTA.Depois que rolaram alguns baseados na sacada, a festa ficou mais letrgica. Corpos sonolentos e satisfeitos 
se curvavam em vrios estados de repouso pela moblia cara.- Por que todo mundo tem que agir feito um zumbi depois que fuma? - perguntou Tinsley a Easy, que estava 
recurvado em um canto do sof, zapeando desanimado pelos canais a cabo. Ela bateu a ponta de cetim da sapatilha Kate Spade na canela de Easy. Pde sentir as tiras 
de borracha na panturrilha se afrouxando aos poucos. - Oi!- Por que no faz alguma coisa para animar a festa pra gente, Tin?-Heath apareceu por trs de Tinsley 
e passou os braos nela. O bafo de usque chegou a seu nariz.- Isso parece um desafio. - Tinsley tirou os braos de Heath e andou pela sala. Se havia algum que 
adorava um desafio, era ela.Primeiro, desligar a televiso. Tinsley apertou o boto e South Park desapareceu. Depois aumentou o volume do sistema de som e uma msica 
nova do Black Eyed Peas inundou o quarto. Ela semicerrou os olhos ao perceber que todos a olhavam - era isto que esperava. Num movimento suave, ela subiu na mesa 
alta de mogno, encostada na parede da sala. Atrs dela, pendia um espelho grande com moldura dourada e todos olharam enquanto Tinsley e seu reflexo comearam a rebolar 
com a batida pulsante e pesada. Ela passou os dedos na gola do palet, a mo se aproximando lentamente do boto de cima. Seu polegar soltou o primeiro boto.Tinsley 
sorriu. De repente era uma festa de novo.- Tira! - Ryan Reynolds gritou de porre, pulando da poltrona que dividia com Celine enquanto tentava passar as mos pela
saia de Betsey Johnson. Celine o encarou. Ele nem percebeu.
Tinsley sorriu diabolicamente e atirou o cabelo comprido e preto. Com uma lentido angustiante, brincou com o segundo boto, torturando seu pblico cativo pelo tempo 
que pde antes de tirar o boto da casa. Seus olhos violeta fitaram Heath do outro lado da sala e ele tirou a cabea do colo de Sage Francis, onde ela massageava 
seu couro cabeludo. Ele bateu palmas e uivou ao ver Tinsley baixar o palet de repente e revelar um ombro nu.Callie se serviu de outra taa de vinho no bar, irritada 
com as artimanhas de Tinsley. Mas ser possvel que ela sempre tinha que ser o centro de tudo? Ela tomou um longo gole e procurou por Easy - no conseguia evitar; 
fez isso a noite toda, observando-o pelo canto do olho, contando com quantas meninas ele conversava. Era ridculo e ela sabia disso.Mas ver os olhos dele acompanhando 
os movimentos do corpo de Tinsley foi o bastante.- Me ajuda a subir - pediu Callie enquanto tirava os Jimmy Choos com tiras em T e pegava a mo de Tinsley. - Ufa.- 
Vocs esto me matando! -Alan foi de joelhos at a mesa e se curvou vrias vezes para as duas meninas, como se elas estivessem num altar sagrado.- Oi, garota. - 
Tinsley colocou o cabelo de Callie atrs da orelha e cochichou: - Manda ver. - Tinsley recuou e casualmente deslizou o palet dos ombros, revelando um suti La Perla 
preto e fino, com renda estrategicamente situada para que no fosse completamente transparente. Ela virou a cabea para trs e soltou um riso alto e gutural que 
parecia dizer que ela estava perfeitamente  vontade danando obscenamente no alto de um mvel no Ritz com o suti de fora.Calhe queria-no, precisava - ser igualmente 
desprendida. E tambm parecia uma boa idia deslizar primeiro uma ala fina dos ombros, depois a outra, e comear a tirar o vestido vermelho. Ela olhou para Easy, 
mas ele no estava mais no sof. Na verdade, ele nem estava na sala. O que  que ela precisa fazer para chamar a ateno dele, droga!
- O que est fazendo?-Um rosto se destacou do grupo. Brandon. Ele estendeu a mo e puxou Callie para baixo. Ela danou para trs, fora do alcance dele.- Estou danando, 
Brandon. - Ela ps o brao na cintura de Tinsley e as duas rebolaram juntas. Quem sabe se Easy ia voltar?Heath, usando o chapu de Easy e um roupo branco e felpudo 
do Ritz-Bradley, apareceu atrs de Brandon e tentou afast-lo dali.- Cara, est estragando uma coisa linda. Brandon o enxotou.- Voc est bbada, Callie. Por favor... 
Vamos para o nosso quarto.- Brandon! - guinchou Callie, girando to rpido que quase caiu da mesa. -  o seu quarto, e no o nosso quarto. Por que no vai ver um
filme porn gay no pay-per-view ou coisa assim?  - Ela o encarou antes de se virar para Tinsley, ainda danando com um sorriso malicioso no rosto. - Pelo menos o
Heath  divertido - cochichou ela a Tinsley, alto o bastante para que Brandon ouvisse.- T legal. Quer bancar a idiota, problema seu.-Brandon afastou Heath e saiu 
da sala. Ao que parecia, ia sobrar champanhe e morangos com chocolate para ele.
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UM WAVERLY OWL SENSATO ENTENDE QUE UM RECADO DE BBADA COSTUMA SER O MAIS SINCERO.- Walsh. -Jeremiah pegou o brao de Easy enquanto ele estendia a mo para a 
garrafa quase vazia de Jack Daniels. -  melhor pegar leve. Voc est acabado.Easy cambaleara para o bar improvisado assim que as meninas pularam na mesa.  claro 
que, como todos os outros, ele gostava de um bom show, mas desde que percebera que Tinsley tentara conseguir a expulso dele da Waverly, tudo nela parecia to calculado. 
T legal, ela era linda, extica e excitante, mas tambm era uma cretina daquelas. E Easy no tinha tempo para isso. Alm de tudo, a ansiedade de Callie para tentar 
acompanhar Tinsley o deixou meio nauseado. Por que ela ligava para o que os outros pensavam dela? Essa era uma das coisas em Callie que sempre o deixava louco.- 
Obrigado, cara, mas estou bem. - A garrafa tilintou no copo e o resto do lquido se esparramou nos cubos de gelo que derretiam.- Tenho uma coisa que vai fazer voc 
se sentir melhor. -Jeremiah estava com um sorriso estranho, como se tivesse acabado de descobrir Keira Knightley nua em um dos muitos armrios da sute.- No estou 
a fim de fumar, cara.-Easy tinha se arrastado para Boston, embora no estivesse com humor para festas. S o que ele queria fazer esta noite era levar umas mantas 
para a clareira no bosque e se enroscar com Jenny, vendo as estrelas. Mas ele era orgulhoso demais para no ir a Boston depois do que Jenny fez.- No  erva. -Jeremiah 
pegou o Motorola preto no bolso do jeans Diesel. -Acabo de receber um recado sexy na caixa postal sobre Brett ser apaixonada por mim.- Isso  demais, cara. - Easy 
atirou o copo de rum para trs. - Que bom pra voc.- No,  bom pra voc tambm. -Jeremiah deu um tapinha nas costas de Easy. -  daquela garota, Jenny. E ela disse 
outra coisa interessante. Voc precisa ouvir.-Ele pressionou algumas teclas no telefone e passou-o a Easy.
Easy o segurou junto  orelha e deixou que a voz calorosa e meio bbada de Jenny o dominasse como a melhor droga do mundo. "Porque tambm estou apaixonada por um 
cara", ele a ouviu dizer, e de repente sua raiva desapareceu. S o que ele queria era abra-la enquanto ela dizia isso.- Demais, n? -Jeremiah cutucou as costelas 
de Easy. Easy encarou numa nvoa o papel de parede de brocado.O que ele estava fazendo aqui, no Ritz idiota de Boston? Ele no estava interessado em ver Heath Ferro 
pelado com as meninas. A nica menina que ele queria ver nua estava na Waverly.- Voc est bem para dirigir? Jeremiah sorriu.- As mentes evoludas tm idias evoludas.-Ele 
deu um tapinha no bolso do blazer de veludo e suas chaves tilintaram. - No bebi hoje. Est pronto para dar o fora daqui?- J fui.
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UMA WAVERLY OWL DEVE PELO MENOS DAR A IMPRESSO DE QUE TENTA SEGUIR AS REGRAS.Callie acordou sobressaltada. Cara no sono meio bbada e teve um daqueles sonhos 
intensos que eram to ntidos, to exatos que pareciam totalmente reais. Ela estava deitada sob o cobertor de cashmere duplo com Easy, os dois de roupas ntimas, 
e a ponta dos dedos dele subiam e desciam por sua barriga nua, provocando arrepios em sua coluna. Ele tinha o cheiro exato que sempre teve, de cavalo, feno e cigarro, 
e quando ele a beijou, Callie podia jurar que os lbios dele na verdade estavam nela naquele exato momento. S que no era Easy que a beijava. Era Heath Ferro. - 
Acorda, bela adormecida.Callie o empurrou e limpou a boca com as costas da mo. As lgrimas quase encheram seus olhos quando ela percebeu que Easy no estava ali 
e que eles no estavam na cama. Seu corpo seminu se esparramava no sof aveludado do hotel. A mesa de centro diante dela estava cheia de taas de vinho vazias e 
guardanapos amassados. Uma samba-cano Ralph Lauren cinza estava amarfanhada na mesa. Algum no sof fazia uma trana em seu cabelo. Ela olhou. Era Tinsley.- No 
desmaie de novo. - Callie olhou a sala. Ningum mais estava acordado ou, pelo menos, se mexia. Benny Cunningham estava deitada de cara para baixo no tapete persa, 
a saia puxada para cima, revelando a calcinha vermelha Calvin Klein. Ela ia ficar mortificada se estivesse consciente. Por um momento, Callie pensou em tirar uma 
foto com o celular, mas no tinha idia de onde o deixara. E, alm disso, Heath agora estava com a lngua na orelha dela.- Me larga, Heath.-Callie tentou se levantar, 
mas suas pernas no obedeciam direito e ela afundou no cho.- J se esqueceu da regra? - perguntou Heath numa voz arrastada. -  hora de ser-legal-com-o-Heath.- 
 isso mesmo. -Tinsley subiu no colo de Heath. - Ele  o nico que ficou consciente a festa toda. Temos que recompens-lo.- Ah, sim, sim. - Heath suspirou. - Recompensem-me. 
Por favor.
Callie pegou uma das taas, que ainda tinha uns dois centmetros de vinho e bebeu-o rapidamente. O que sua me pensaria se a visse agora, bebendo da taa de vinho 
provavelmente babada de algum, prestes a se agarrar com o cara mais galinha da Waverly numa sute arrasada no Ritz de Boston? Ela ia ter um ataque cardaco. Isso 
quase tornou tudo mais suportvel.Tinsley riu e saiu devagar do colo de Heath. Sacudiu o cabelo preto e olhou impaciente para ele.- Vamos para a sacada - sugeriu 
Heath, com um sorriso malicioso e bbado. - O sol vai nascer logo. D para ver nascendo sobre o porto de Boston. - A caminho da porta deslizante de vidro, ele pegou 
a manta de veludo que cobria os corpos de Ryan e Alison no cho. Os dois roncavam. - Vamos precisar disso.- No vamos precisar disso - disse Tinsley enquanto deslizava 
o roupo dos ombros e cambaleava para a porta s de calcinha e suti. Ela o largou em Ryan e Alison, que ainda dormiam. - Na verdade, acho que a sacada  uma rea 
proibida para roupas, ento, se quiser vir,  melhor se arrumar. - Ela sorriu incisivamente para Callie.Callie rapidamente tomou mais vinho. Ia se deixar anular 
por Tinsley? Desta vez, no. E desde quando ela ligava? Easy no estava em lugar algum e no estivera ali nas ltimas horas, pelo pouco que Callie podia se lembrar. 
Ela se sentiu completamente perdida, como se tudo em todo o mundo estivesse de cabea para baixo, e quem ligava se ela ia cometer mais um erro enorme? Era quase 
tranqilizador saber que estava participando ativamente da destruio da prpria vida em vez de deixar as coisas acontecerem.- Encontro vocs l. - Ela tirou o 
vestido vermelho pela cabea e foi para a sacada, para no deixar que Tinsley vencesse. Pelo menos, desta vez no.
36
S VEZES UMA WAVERLY OWL DEVE ACORDAR PARA SONHAR.Jenny abriu os olhos ao ouvir vozes. Estava tendo um pesadelo, um daqueles medonhos, em que voc anda todo 
o caminho at a sala de aula at que percebe que est completamente nua. No sonho, todo mundo da turma - o curso avanado de histria americana do Sr. Wilde - aproximava-se 
de Jenny e a cutucava, tentando lhe dar beijos babados. S Easy, sentado sozinho a uma mesa no canto, no prestava ateno nela. Desenhava um retrato de uma linda 
garota - quando Jenny semicerrou os olhos para ver melhor, percebeu que era Tinsley.Mas agora ela estava acordada. E sem dvida alguma havia vozes. Ela piscou algumas 
vezes, tentando fazer com que os olhos se adaptassem ao escuro, e pde distinguir uma figura assomando na cama de Brett. Uma exploso de risadinhas encheu o quarto 
escuro e Jenny, ainda grogue de sono e vodca, lembrou-se da ltima vez em que foi acordada no meio da noite por um garoto que subia na cama da colega de quarto. 
Todo seu corpo se lembrava de Easy sentado em sua cama, afagando suas costas. Seu estmago ficou nauseado de desejo. O que est rolando aqui?- Jeremiah! - ela 
ouviu Brett sussurrar feliz. - Quando foi que vocs voltaram?Vocs? O corao de Jenny comeou a bater mais rpido ao tentar entender o que acontecia. Isso queria 
dizer...- Oi. - Algum estava agachado ao lado da cabea de Jenny. Era Easy.- Como foi que voc... -Jenny se levantou na cama, sentindo-se meio malvestida com 
a camiseta preta Calvin Klein e o short masculino de mesma cor. - O que aconteceu no Ritz?Easy passou o corpo magro para a cama de Jenny. Isso estava mesmo acontecendo? 
Ela estava tendo uma segunda chance? Ele pegou o cabelo dela e o colocou atrs da orelha.- O Ritz no  isso tudo.Se Jenny fosse um gato, teria ronronado.- Ah.Ele 
pigarreou.- A verdade  que percebi que no era l que eu queria estar. Jenny engoliu em seco. O bafo dela estava bom? Ela fedia? Easy sorriu.
- Vem, vamos sair daqui. Quero mostrar uma coisa a voc.Jenny lanou fora o cobertor e pulou da cama, sentindo os olhos de Easy em seu corpo. Em vez de ficar nervosa, 
ela s se sentiu... aquecida.- Lembra do que aconteceu da ltima vez em que voc veio a este quarto?- Como eu poderia esquecer?Depois de vestir a primeira cala 
que encontrou -o jeans stretch Miss Sixty-e o suter canela da Anthropologie, Jenny deixou que Easy pegasse sua mo e a levasse para a porta. Ela no perguntou aonde 
eles iriam - no importava. Brett e Jeremiah, aninhados sob o edredom grosso de Brett, estavam em seu prprio mundo.- Est com frio?-perguntou Easy quando os dois 
estavam sentados na ribanceira, com vista para o lento Hudson. O cu clareava num cinza fumarento e Easy queria ver o sol nascer. Ele ps o brao nos ombros dela.- 
No. - Ela encostou a cabea no pescoo de Easy, respirando seu cheiro.Uma das mos dele a apertou e a outra tirou um cigarro da boca. Ele o acendera h alguns 
minutos, os dedos tremendo um pouco. Como se ele estivesse nervoso, pensou Jenny maravilhada.Ela olhou para ele.- Sobre aquele negcio... Easy sacudiu a cabea.- 
Eu exagerei. - Ele deu um trago no cigarro e se deitou de costas na grama, olhado as estrelas que sumiam no cu. - Voc s estava se divertindo com suas amigas. 
Est tudo bem.- No. -Jenny sacudiu a cabea. Ela pegou uma bola de fio que se formava no suter. - Quer dizer, . Mas... Eu ficaria totalmente arrasada se soubesse 
que voc, sabe como , estava beijando algum.-Ela suspirou e sentiu que queria ser completamente franca com Easy, mesmo que isso significasse parecer brega e infantil. 
- Eu s... Queria fazer parte daquilo, e fui levada a fazer o que todas as meninas descoladas estavam fazendo,- Elas no devem nada a voc.  srio.Os passarinhos 
comeavam a cantar e parecia que o mundo todo acordava, embora o sol ainda no tivesse aparecido no horizonte. Ela olhou para Easy e respirou fundo.- Nunca me senti 
assim antes.
Easy apagou o cigarro na grama mida ao lado e puxou Jenny para cima dele. Seus olhos azuis pareciam quase pretos na escurido, Ele assentiu devagar e engoliu em 
seco, com rudo, como se tivesse alguma coisa presa na garganta.- Eu sei.Eu sei. Era s o que ele precisava dizer. Jenny estava to tonta que achou que podia desmaiar 
e assim, antes que tivesse essa chance, beijou Easy como sonhou que o beijava em todas as outras noites.
37
UMA WAVERLY OWL ORGULHOSA NO  PRESSIONADA A FAZER O QUE ACHA REPULSIVO.Heath juntara as duas espreguiadeiras almofadadas na sacada para formar uma espcie 
de cama suntuosa ao ar livre. As ruas abaixo deles estavam vazias e pareciam solitrias, apenas alguns carros e txis esparsos rugiam, os faris ainda acesos no 
ar cinzento de incio de manh. Fazia frio e Callie se sentia exausta, mas ela no queria voltar para dentro e dormir. Em vez disso, enroscou-se sob a manta de veludo 
a lado de Heath, com Tinsley aninhando-se do outro lado dele.Callie bocejou e olhou as outras sacadas dos dois lados - ningum parecia pensar que o incio de uma 
manh de setembro era particularmente romntico. No podia culp-los. Heath terminou seu cigarro e enfiou as mos sob a manta. - Confortveis, senhoras?Tinsley, 
que puxara a manta at o queixo, bateu em uma das mos de Heath que tinha ido longe demais.- No - ela o repreendeu severamente. - S pode ir aonde eu disser.-Ela 
pegou a mo dele por baixo da manta. - Aqui, por exemplo.- Ai, meu Deus. - Os olhos de Heath quase rolaram da cabea. - Eu adoro essa regra.Com cime, Callie pegou 
a outra mo de Heath.- Ou aqui-anunciou ela, apertando a palma suada de Heath em sua clavcula.- Vocs esto me torturando-gemeu Heath, ainda com um sorriso de 
xtase. Ao que parecia, esta ia ser a melhor noite da vida dele, pensou Callie. Graas a Deus Callie pensara em chutar a cmera digital para baixo do sof; no ia 
querer foto alguma disto vindo  tona nos jornais de Atlanta.- Que tal isso? - Os olhos de Tinsley faiscaram de malcia enquanto ela movia a mo de Heath para outro 
lugar.Callie estava prestes a fazer o mesmo quando sentiu a mo de Heath tentando deslizar sozinha por seu corpo. Ah, no! Sentir os dedos dele se sacudindo era 
como um trote telefnico nojento - por que  que ela estava competindo com Tinsley por Heath Ferro? Por que ela se deixava ser apalpada por ele? Ela nem gostava 
dele!
- Me larga, pervertido! - Callie afastou as mos errantes de Heath e saiu de sob a manta no ar frio da noite, sentindo-se triunfante de imediato. Estava cansada 
de tentar impressionar Tinsley. Era exaustivo.Por ura minuto, Callie se esqueceu de que estava quase nua. De p ali, ela sentiu o porre passar devagar enquanto 
olhava o centro de Boston. Sentia-se quase uma rainha, uma deusa, como Brandon costumava lhe dizer. Ela entraria, tomaria um banho para se livrar de todos os vestgios 
das mos de Heath, vestiria uma camisa limpa de pijama e cairia num sono profundo e relaxante.Seus pensamentos foram interrompidos por uma exploso de som enquanto 
a porta da sacada vizinha se abria e o ar de repente se enchia das vozes conhecidas do Good Morning America. Antes que Callie pudesse se cobrir, o reitor Marymount 
saiu, com um roupo branco exatamente igual ao que Heath usara antes.Seus olhos se fixaram em Callie, paralisando-a ali at que um par de braos vagamente familiares 
envolveram a cintura do reitor Marymount. Angelica Pardee saiu, usando um roupo igual do Ritz.- Callie! - arfou ela, horrorizada.- Ah, que merda! - gritou Callie, 
depois levou a mo  boca. Heath e Tinsley pularam da espreguiadeira enrolados na manta e se viraram, vendo qual era o problema. Callie disparou para debaixo da 
manta. O reitor Marymount tinha visto sua calcinha.Mas esse no parecia ser seu maior problema no momento.- Isso  meio estranho - admitiu o reitor Marymount secamente, 
incapaz de esconder a irritao.- Eu que o diga - balbuciou Heath.- Tire esse sorrisinho da cara, meu jovem.- Heath imediatamente parou de sorrir. Marymount se 
virou e sussurrou para Pardee, que desapareceu dentro do quarto. - Agora, no sei o que esto fazendo em Boston quando deviam estar na cama na Waverly. E no quero 
saber.
- Reitor Marymount, eu posso explicar. - A voz de Tinsley era inocente e convincente, mas at ela sabia que, agachada aqui na sacada do Ritz, quase nua debaixo de 
uma manta superlotada, ela teria pouca ou nenhuma credibilidade.Marymount a interrompeu.- Tenho certeza de que pode. Mas no estou interessado. - Estranhamente, 
ele parecia bem mais rgio e intimidador no roupo do que de terno. Mesmo com o cabelo grisalho ps-sexo todo embaraado. Ai! - Vocs vo voltar para a escola. Agora. 
- Ele olhou o pulso e percebeu que no estava de relgio. - E ningum dir uma s palavra... Sobre qualquer coisa disso. -Ele encarou um por um, ameaando-os s 
com um olhar. Foi uma interpretao impressionante, pensou Callie, considerando que ele tinha acabado de ser flagrado se agarrando com a mulher de outro.Mas  melhor 
ser humilde, se desculpar e voltar para a Waverly j.- Sim, senhor. - Tinsley tombou a cabea.-Pedimos desculpas, senhor. Vamos pegar o prximo trem. - Ela no 
podia se arriscar a ser expulsa de novo.Marymount quase gritou.- Andando! Se no estiverem de volta s 9h da manh, vou ter que ligar para os seus pais.Todos 
os trs cambalearam para a porta com tal pressa que Heath nem viu Callie atirar as calas dele da sacada.
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UMA WAVERLY OWL SABE QUE S VEZES OS CASTIGOS MAIS SUTIS PODEM SER OS MAIS SEVEROS.Vrios minutos antes das 9h, um Mercedez-Benz prata parou diante dos portes 
da Waverly. As portas traseiras se abriram e os trs, muito desarrumados, tropearam para fora - a longa noite de bebedeira e libertinagem bvia para todos. Os rostos 
de Callie e Tinsley estavam manchados da maquiagem da noite anterior.- Corre!-ordenou Tinsley depois de jogar algumas notas altas para o motorista e bater a porta. 
Ela chamou um carrode aluguel no segundo em que eles entraram no quarto do hotel e deixou um bilhete para os outros, dizendo que iam dar umavolta pela cidade e 
os veriam na escola. Callie s conseguia pensar no fato de que o reitor Marymount a vira praticamente nua. Que coisa bizarra. Ainda bem que ele no estava pelado!Heath 
disparou, cruzando o campus com a bolsa de couro preto John Varvatos batendo nos quadris.Callie revirou os olhos enquanto ela e Tinsley corriam pela grama molhada.- 
Man.- Pelo menos as coisas ficam interessantes com ele. - Tinsley parou por um momento para tirar as sandlias de cetim BCBG Max Azria. Precisava comprar sapatos 
mais prticos. -Vamos, Cal, acelera. Faltam dois minutos para as 9h.Callie tinha parado e estava com as mos na barriga. Ficara nauseada em todo o caminho para 
casa e agora, com a correria, no conseguia mais segurar. Ela se curvou em um dos canteiros de flores e vomitou.- Merda.-Tinsley mediu a distncia que ainda tinham 
que cobrir at alojamento; no havia como conseguir, se tivessem que esperar que Callie terminasse de vomitar. Porra.Callie enxugou a boca na manga do suter preto 
Juicy Couture.  claro que ia terminar assim - ela sozinha, de cara para o prprio vmito no gramado da Waverly, na frente de todo o campus. Ela queria morrer.- 
Vai na frente.Mas Tinsley no se mexeu. Em vez disso, abriu a bolsa de nylon Prada e vasculhou at tirar uma garrafa de gua pela metade.- Toma. - Ela a passou 
a Callie. - Beba.
Os olhos de Callie se encheram de lgrimas. Tudo bem, ento talvez Tinsley no fosse uma cretina completa.Dez minutos depois, quando entraram na ponta dos ps no 
Dumbarton, elas pensaram que estavam livres. At que passaram pela porta da sala de estar e viram o reitor Marymount, encostado na lareira, esperando.- Esto atrasadas. 
- Ele suspirou, ainda claramente irritado. Ele passou a mo nos cabelos grisalhos.- S cinco minutos! - reclamou Callie, depois cobriu a boca por medo que o vmito 
fosse projetado nele.Tinsley falou num tom suplicante.- Que  isso, voc tem que nos castigar?- Infelizmente, sim. - Marymount endireitou a gravata marrom e azul-marinho 
- o que ele estava fazendo, usando gravata numa manh de domingo, e como  que ele chegou ao campus to rpido? - Esta instituio tem regras que devem ser obedecidas. 
Porm - ele as olhou incisivamente - devido a circunstncias atenuantes, seu castigo ser consideravelmente mais leve do que deveria. A partir de agora, as duas 
no tero mais permisso para morar juntas. Temos que fazer alguns arranjos, e h um quarto vago no primeiro andar. Callie e Jenny Humphrey continuaro no quarto 
303, ao passo que Tinsley e Brett Messerchmidt se mudaro para o quarto 121 do Dumbarton.A boca de Tinsley se escancarou.- O senhor deve estar brincando. -Ela 
e Brett, sozinhas? Mas isso  que vai ser esquisito. Talvez elas possam discutir as tcnicas de beijo de Eric, deitadas na cama  noite. Ela quase bufou, era to 
absurdo. E Callie e Jenny? Elas podiam comparar observaes sobre Easy enquanto pintavam as unhas uma da outra. No. A administrao no poderia ter planejado um 
castigo mais perfeito para nenhuma delas.Marymount olhou as duas de forma penetrante.- O quarto est vago agora. Vocs no vo precisar de muito tempo para se 
acomodar. - Ele foi para a porta. - E quanto mais cedo comearem, melhor.
- Mas que porra! - murmurou Callie irada no segundo em que a porta se fechou s costas dele. Ela roeu a unha de frustrao. - Como  que ele espera que eu more com 
aquela puta? Ela deve dormir com Easy toda noite.- Meio como voc nunca fez? - Tinsley soprou um beijo para Callie. Ela a encarou, mas Tinsley no se importou. 
A vida seria to chata se no acontecessem coisas assim de vez em quando, para dar uma sacudida. - Vem, vamos contar a novidade.
39UMA WAVERLY OWL DEVE SER OTIMISTA - MAS NO IDIOTA.Vinte minutos depois, o celular de Jenny vibrou com uma chamada, acordando-a num salto. Ela dormira no peito 
de Easy enquanto os dois se aninhavam na ribanceira, enrolados em vrias mantas de cavalo grossas e speras. Eles ficaram ocupados demais se beijando para prestar 
ateno ao nascer do sol e cochilaram ao onrico amanhecer amarelo e arroxeado. Jenny no ligou. Tinha a sensao de que ainda veria o sol nascer muitas vezes com 
Easy.- Al?-sussurrou Jenny, sem querer acordar Easy, que respirava suavemente.- Voc no vai acreditar nisso! - Brett praticamente guinchava. Jenny escapuliu 
da manta e deu alguns passos para longe de Easy, o tnis retr Campers vinho escorregando um pouco na grama molhada. - Callie e Tinsley foram flagradas em Boston. 
E adivinha qual vai ser o castigo delas? - Brett parou por um segundo, sem dar a Jenny a oportunidade de sequer conjecturar. - Eles separaram as duas.- Como assim, 
separaram as duas? - perguntou Jenny, sem entender.-Como podem fazer isso quando todas ns...- Eles obrigaram Tinsley a ir para um quarto diferente comigo! - Brett 
estava lvida. - E voc vai ficar com Callie.Jenny de repente ficou totalmente desperta.- E eles podem fazer isso? Mas no  justo!-Exatamente quando tudo comeava 
a se ajeitar, a Waverly tinha que separ-la de Brett porque Tinsley e Callie foram flagradas? E ela ficar sozinha com Callie Vernon, que a odiava tanto que provavelmente 
meteria um prego no corao dela enquanto ela dormisse sem pensar duas vezes? - No  possvel.- Bom, est acontecendo-anunciou Brett amargamente. -Tinsley acabou 
de encher uma das malas Louis Vuitton com os sapatos e arrastou pela escada. Tenho que comear a me mudar tambm. Alis, onde  que voc est?
Jenny sorriu pela primeira vez desde que Brett ligou. Ela olhou por sobre o ombro e viu Easy sentado, esticando os braos compridos no alto, o cabelo espigado em 
mil direes diferentes. Uma bochecha estava cheia de marcas, de onde ele dormira na manta de l. Jenny podia sentir o orvalho ensopando seus tnis e o calor do 
sol da manh no rosto.- Estou exatamente onde queria estar agora.- Que bom. - Ela podia ouvir Brett sorrindo ao telefone. - Mas vem me salvar logo.- Algum problema? 
- A voz calorosa e sonolenta de Easy murmurou enquanto Jenny desligava o telefone. Ela sentiu o corao bater mais rpido e engatinhou sob as mantas de cavalo para 
mais um beijo demorado. Quer dizer que o reitor Marymount se meteu na distribuio das alunas nos quartos. At que ponto isso pode ser ruim?
OwlNet -------------- Caixa de Mensagem Instantnea................................................TinsleyCarmichael: Ainda no acredito. Kd vc?CallieVernon: 
Esperando Jenny sair do esconderijo.TinsleyCarmichael: Mas isso vai ser divertido!Callie Vernon: Vc  doida.TinsleyCarmichael:  claro que sou.CallieVernon:
 bom ter vc de volta, T.TinsleyCarmichael: E eu s estou comeando...................................................
